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segunda-feira, 27 de julho de 2015

VISTA DO BAIRRO BELA VISTA AO FINAL DA DÉCADA DE 1960 !

Nota do Blog: As fotografias tem por objetivo retratar um determinado momento, ao qual servirá futuramente para ajudar a conhecer diversos outros fatores, entre outros, como, usos e costumes, e o crescimento de uma determinada região, neste caso o Bairro Bela Vista. O presente texto foi redigido com base nas informações de Arlete Dums, a quem agradecemos pela gentileza, complementado com informações do autor do Blog.

Desfile cívico de 07/09/1969 de alunos da Escola Estadual Aurora Siqueira Jablonski (Foto: Acervo de Arlete Dums) 

Desfile cívico de um grupo de alunos da Escola Estadual Aurora Siqueira Jablonski no dia 7 de Setembro de 1969, à Rua Pref. Hugo Fischer, defronte aquela unidade escolar. Vê-se aos fundos a Rua José Maria Cardoso da Veiga, uma casa de madeira situada na esquina, pertencente ao Sr. Alfredo Ruda, e última casa no morro pertence atualmente a Profª Dirlene Klaus. (Arlete Muehlbauer, a direita da bandeira do Pelotão de Saúde). Puxando o pelotão de alunos: Luiz Carlos Ferraz (Luizinho) e Glaci Berti (in memorian) representando D.Pedro I e Princesa Izabel, e como orientadora a professora Laurildes Postiglione.
Nota-se, que o Bairro Bela Vista, na região da Escola "Aurora" experimentou um grande crescimento somente a partir a partir da década de 1980, quando a família Hantschel começou a efetuar a venda de lotes, a partir da regularização do loteamento. As ruas Hugo Fischer e José Maria Cardoso da Veiga, importantes elos de ligação entre os bairros Bela Vista e Ceramarte ainda eram inexistentes, ou meros "carreiros".

Atual Escola Municipal Aurora Siqueira Jablonski (Foto: Acervo do autor do Blog)
Como lembrança, a Escola Reunida Professora Aurora Siqueira Jablonski, atualmente denominada ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PROFESSORA AURORA SIQUEIRA JABLONSKI, localizada no bairro Bela Vista, foi criado em 1965, e teve como sua primeira Diretora a Professora Mirian Muhlbauer. Como forma de homenagear a sua memória, a então Escola Estadual Reunidas, situada no Bairro Bela Vista passa a ser chamada oficialmente de "Aurora Siqueira Jablonski", pelo Decreto NSE 5.947 de 13 de outubro de 1967, que foi publicado no Diário Oficial do dia 26 de maio de 1970. Um dia antes, 25 de maio de 1970, é publicado o Decreto NSE 9.094 que transformou a Escola Reunidas em Grupo Escolar Aurora Siqueira Jablonski. Atualmente esta unidade escolar é municipalizada com a denominação de Escola Municipal de Educação Básica Professora Aurora Siqueira Jablonski.

sábado, 11 de julho de 2015

BLOG RIO NEGRINHO NO PASSADO ATINGE A MARCA DE 150 MIL VISUALIZAÇÕES!

A partir de janeiro de 2009 tínhamos como meta de realizar estudos e pesquisas sobre a história de Rio Negrinho, que até a presente data não atingiu ainda um estágio desejável.  Porém, a materialização e publicidade destes estudos e pesquisas se dá em grande parte nas publicações do BLOG RIO NEGRINHO NO PASSADO, no qual realizou-se a partir de 02 de outubro de 2009 e em 02 de maio de 2014, às 22 horas, foi alcançado a marca histórica de 100.023 visualizações. 
Neste período de 54 meses com 100 mil visualizações, deu-se uma média de 1851 visualizações/mês ou 61 visualizações/dia, atingindo vários países, além do Brasil, como Estados Unidos, Alemanha, França, Portugal, Rússia, Reino Unido, Canadá, Espanha, Dinamarca, Cingapura, e, Japão, entre outros, visitaram nosso Blog.
Já em 12 de janeiro de 2015 atingimos outra marca importante, a de 130 mil visualizações, contabilizando neste período de 250 dias, entre 02/05/2014 e 12/01/2015. Neste período verificou-se uma média de 3.750 visualizações/mês ou 120 visualizações/dia, portanto, um significativo incremento no interesse pelos assuntos históricos de nossa terra.
Com alegria verificamos que a média anterior de 61 visualizações/dia aumentou para 120 visualizações/dia. Nestas 130 mil visualizações destacamos os principais países com suas respectivas pesquisas: Brasil – 99.289; Estados Unidos – 12.901; Alemanha – 12.031; França – 941;  Rússia – 532; Índia – 384; Portugal – 369; Reino Unido – 292;  China – 290; e, Canadá – 245.
Hoje (11/07/2015) o BLOG RIO NEGRINHO NO PASSADO atingiu mais uma marca - a de 150 mil visualizações - que nos motiva a continuarmos este trabalho de pesquisa e de incentivo a outros conterrâneos nesta labuta. Dentre as visualizações destacamos: Brasil – 110.334; Alemanha - 16.779; Estados Unidos – 13.719; Rússia – 1.020; França - 949; Ucrânia - 836; Índia – 742; Portugal – 380; China – 316; e, Reino Unido – 300.
A todos os amigos e amigas que nos acompanham, retribuo com um singelo muito obrigado. As suas visualizações é a nossa recompensa! 
Nosso objetivo de fomentar o resgate histórico de nossa terra vai aos poucos sendo atingido. Obrigado mais uma vez a todos e a todas! Um abraço!


Aos amigos e amigas compartilho uma foto com vista parcial do então Distrito de Rio Negrinho da década de 1940!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

WILLY JUNG: MAIS IMAGENS

O Blog Rio Negrinho no Passado publicou em 19/12/2012 uma breve biografia de Willy Jung, um dos fundadores da "Jung e Cia" que gerou a grande potencia Móveis Cimo, extinta em 1982. Nascido em 10/05/1879 em Leipzig, Saxônia, região da Alemanha, Willy Jung é filho de Otto Theodor e Maria Jung, faleceu precocemente faleceu em 16/01/1919, vitimado pela gripe espanhola. Rio Negrinho homenageia Willy Jung com a via principal de entrada da cidade. As fotos publicadas foram enviadas a este Blog por Luiz Alfredo, trineto de Willy Jung, a quem agradecemos a gentileza.


Casal Willy Jung e Hulda Neubauer, casados em 28/11/1903, em São Bento do Sul (Foto acervo de Luiz Alfredo, trineto de Willy Jung)
Antonio Pedro e Willy Jung (esq.), vestidos à moda campeira, na localidade de Cruzeiro em 25/08/1904 (Foto acervo de Luiz Alfredo, trineto de Willy Jung)
Dedicatória escrita no verso da foto anterior, por Antonio Schlotmann à Otto Buch (Foto acervo de Luiz Alfredo, trineto de Willy Jung)
Cantil estilizado com o símbolo de Santa Catharina, pertencente a Willy Jung (Foto acervo de Luiz Alfredo, trineto de Willy Jung)
Cantil estilizado com o nome de Willy Jung - S. Bento (Foto acervo de Luiz Alfredo, trineto de Willy Jung)

domingo, 21 de junho de 2015

IGREJA MATRIZ SANTO ANTONIO AO FINAL DA DÉCADA DE 1960 !

Nota do Blog: A Diocese de Joinville, na qual a cidade de Rio Negrinho está inserida, teve Dom Gregório Warmeling como seu 2º bispo, durante 36 anos. Com espírito irrequieto, polêmico, do alto de sua estatura e seu vozeirão prestou grandiosos serviços em nossa região. A biografia de D. Gregório Warmeling foi redigida com base no artigo de autoria do Pe. José Artulino Besen, a quem agradecemos.

Imagem da Igreja Matriz Santo Antonio de Rio Negrinho, ao final da década de 1960 (Foto acervo de Laércio Furst)
Esta imagem ao final da década de 1960, mostra alguns aspetos interessantes da Igreja Matriz Santo Antonio de Pádua, em nossa cidade. O prédio da Igreja ainda sem a torre, que foi inaugurada em 1973. No pátio vê-se ainda os carvalhos, já edificado o Salão Paroquial, inaugurado em 1965, com o antigo galpão de madeira, utilizado para as festas. Ainda na parte frontal do pátio, vê-se estacionado um automóvel Vemaguet, utilizado como táxi. Ainda na parte frontal da Igreja vê-se uma placa com os dizeres “É TEMPO DE CAMINHAR JUNTOS” – Sínodo Diocesano – Joinville – SC. Este tema foi utilizado por D. Gregório Warmeling, então bispo da Diocese de Joinville, ao qual Rio Negrinho está inserido, para a realização de um sínodo diocesano, sob a visão de Concílio Vaticano II, encerrado em dezembro de 1965. A palavra Sínodo é uma conjunção de duas outras palavras da língua grega, cujo significado é “fazer juntos o caminho” ou “caminhar juntos”. Trata-se de uma série de encontros de representantes das diversas classes de fiéis para tratarem de assuntos propostos por quem convocou o Sínodo e proporem encaminhamentos para as questões discutidas. Um Sínodo acontece somente a partir da convocação do bispo, quando se realiza em uma Diocese ou do Papa, quando se realiza para tratar de assuntos relativos à Igreja Universal. No caso daquele Sínodo Diocesano, a convocação do Bispo de Joinville ouviu os diversos representantes de toda a diocese, sugestões de princípios e orientações que nortearam a missão evangelizadora do rebanho, discutindo e apresentando reflexões acerca de encaminhamentos necessários.

QUEM FOI D. GREGÓRIO WARMELING

D. Gregório Warmeling, 2º bispo diocesano de Joinville, durante 36 anos, entre os anos de 1957 e 1993
Nasceu em São Ludgero, SC em 17 de abril de 1918. Ingressou no Seminário de Azambuja em 1929 e foi ordenado presbítero em 5 de setembro de 1943. De setembro de 1943 a 12 de fevereiro de 1944 foi vigário paroquial do Santíssimo Sacramento, Itajaí.
Nos três anos seguintes, dedicou-os à formação no Seminário de Azambuja: de 1944 a 1946 como professor, em 1944 prefeito de disciplina, nos anos de 1945 e 1946 foi diretor espiritual. Ao mesmo tempo, Pe. Gregório foi mestre de canto na Scholla musical do Seminário: era regente e tinha habilidade para arranjos e composições musicais. Criou a Banda de Música em Azambuja.
Em 18 de janeiro de 1947 foi nomeado vigário paroquial de São José, em Criciúma, acompanhando o pároco, Pe. Wilson Laus Schmidt.
Em 25 de janeiro de 1948 Pe. Gregório Warmeling recebeu a provisão de pároco de Santo Antônio de Laguna onde, por seus dotes humanos e sacerdotais, tornou-se um verdadeiro mito. No plano administrativo foi o responsável pela colocação da imagem de Nossa Senhora da Glória no Morro Pau-do-Sinai, hoje Morro da Glória. O monumento tem 14 metros de altura e foi inaugurado em 1953. É local de turismo e devoção. Durante muitos anos Laguna viveu da lembrança desse grande pároco, de sua oratória, zelo e simpatia. Como que recordava as glórias passadas da comunidade lagunense.
Externamente, Dom Gregório Warmeling poderia ser descrito como “uma imagem e uma voz”: com seu 1,85 de altura e média de 120kg. causava profunda impressão. E essa era aumentada quando soltava a voz: dicção impecável, belo timbre com inflexões seguras que iam do profundo grave ao agudo. Um comunicador nato.
 No dia 3 de abril de 1957 foi eleito segundo bispo diocesano de Joinville. Como lema episcopal escolheu “Mihi vivere Christus” (Fl 1,21): Para mim o viver é Cristo. Seu longo episcopado foi uma busca séria, pessoal e eclesial, da centralidade de Jesus Cristo.
A ordenação episcopal, grandiosa sobre todos os pontos, foi na secular matriz de Laguna em 29 de junho de 1957, sendo bispo ordenante Dom Joaquim Domingues de Oliveira e co-ordenantes Dom Anselmo Pietrulla, OFM e Dom Inácio Krause, CM.
Assumindo Joinville, Dom Gregório deparou-se com a difícil situação vivida pela renúncia por motivo de saúde do primeiro bispo, o santo Dom Pio de Freitas, CM e pela experiência tumultuada de dois bispos administradores apostólicos que dividiram o clero. Dom Gregório foi recebido com muito entusiasmo e esperança. Parte do clero o tinha conhecido no Seminário de Azambuja.
Para auxiliar o povo no canto e nas orações durante a Missa e como devocionário, elaborou o livro ALELUIA, usado por muitas paróquias do Brasil.
Um ponto que marcou a unidade diocesana foi a construção da polêmica Catedral diocesana, um plano que se arrastou 45 anos, no qual optou-se a construção com simbologia moderna. A construção teve início em 1960, foi inaugurada em 5 de junho de 1977 e só terminou em 24 de dezembro de 2005, quando foi concluída a torre do campanário de 24 metros de altura.
Acompanhando a expansão demográfica dos polos Joinville e Blumenau, criou 32 paróquias. Devido ao forte crescimento populacional da diocese e à sua grande extensão geográfica, em 1968 teve parte desmembrada para a criação da Diocese de Rio do Sul. Passo seguinte, mas tendo como bispo Dom Orlando Brandes, novo desmembramento no ano de 2000 para a criação da diocese de Blumenau. 
O Concílio do Vaticano II (1962-1965) despertou em Dom Gregório um entusiasmo incontido. Pode-se resumir isso numa frase pronunciada por ele já no final da existência: “Incendeiem a Diocese!”. Participou de todas as Sessões do Concílio e, ao final, fez parte do grupo de bispos que nas Catacumbas de São Calixto assinaram o “Pacto das Catacumbas”: ao retornarem às suas dioceses renunciariam a toda ostentação, a tudo o que simbolizasse poder e prestígio.
Retornando à Diocese, Dom Gregório abandonou vestes e ornamentos episcopais principescos, assumindo as vestimentas dos padres e leigos. Alugou o Palácio episcopal e foi morar num apartamento, mais tarde trocado por uma casa. Evidente que não foi pequeno o escândalo e a revolta dos joinvillenses que, com tanto carinho, tinham edificado o Palácio!
Teve uma grande preocupação ecumênica mantendo um relacionamento fraterno com os pastores evangélicos, fugindo a qualquer tipo de agressão confessional.
Dom Gregório era um pastor e não um teólogo refinado: toda a sua atividade ecumênica, sua vida fraterna com pastores evangélicos era conseqüência de um sonho: que estivessem unidos todos os que crêem no Cristo.
Dom Gregório foi ao mesmo tempo amado pelo povo cristão e, certamente, muito criticado pelas elites e certas esferas religiosas e clericais. Sua atitude aberta, sua palavra nem sempre refinada e que lembrava um colono de São Ludgero, foram motivos de incompreensão e geraram calúnias diabólicas.
Foi acusado de ser rico, ser proprietário de fazendas, empresa de ônibus, estar envolvido em tráfico de drogas etc. Dom Gregório era efusivo, afetuoso com todos. Daí a caluniá-lo o caminho era curto.
Completados os 75 anos de idade, apresentou o pedido de renúncia em 17 de abril de 1993. No dia 9 de março de 1994 foi publicada a nomeação de seu sucessor, o Pe. Orlando Brandes, professor de Teologia Moral no ITESC de Florianópolis e que assumiu no dia de sua ordenação episcopal, em 5 de junho de 1994. Era o candidato de Dom Gregório e, organizado, deu impulso a muitas intuições do antecessor. Os que fazem leituras históricas ingênuas procuram fazer a diocese começar com Dom Orlando: na Igreja, os grandes homens se sucedem e não se substituem!
Disposto a colaborar com o sucessor, passou a residir em casa própria. Pouco depois foi surpreendido por um câncer maligno de efeitos devastadores.
Faleceu em 3 de janeiro de 1997. Seus restos mortais repousam na Catedral diocesana de Joinville.

sábado, 2 de maio de 2015

O “BATISMO” DA RUA JORGE ZIPPERER!

Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia Jorge Zipperer, que por quase 30 anos prestou grandiosos serviços em nossa cidade, com a denominação da mais importante rua no centro de nossa cidade. O presente texto foi redigido com base no texto da coluna Túnel do Tempo, do Jornal Perfil de nossa cidade. As fotos são extraídas do acervo do Arquivo Histórico de Rio Negrinho a quem agradecemos.

Fotografia da pintura de Jorge Zipperer, realizada pelo pintor Victor Kursancew (Foto: acervo de Foto Weick)

Rio Negrinho – Ano de 1944. Autoridades do então Município de Serra Alta e a população do Distrito da Vila de Rio Negrinho, reúnem-se em frente a então Cooperativa da Móveis Cimo (atual prédio da Relojoaria Visual), para a cerimônia oficial de nomeação da “Rua Jorge Zipperer”, antiga “Rua da Estação”. A via urbana central mais movimentada da cidade sempre se manteve nesse ritmo.


Imagem da inauguração da placa de denominação da Rua Jorge Zipperer, realizado em 1944 (Foto: acervo do Arquivo Histórico de Rio Negrinho)

O título foi uma homenagem ao empresário, falecido em 31 de janeiro de 1944, precursor da extinta Móveis Cimo. Iniciada como uma pequena serraria, na localidade do Rio do Salto, a indústria foi trazida ao centro de Rio Negrinho (atual centro cívico da cidade) em 1918. E o município cresceu em torno dela. Depois que Jorge faleceu, seu irmão, Martin Zipperer, passou a comandar o empreendimento, que vigorou até meados da década de 70.

Imagem do Decreto-Lei nº 64/1944, da denominação da Rua Jorge Zipperer (Foto: acervo do Arquivo Histórico de Rio Negrinho)

O Decreto-Lei nº 64, de 03 de abril de 1944, que denominou a rua Jorge Zipperer foi assinado por Joaquim de Salles, então prefeito municipal de São Bento do Sul, então denominada de Serra Alta.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

PERSONAGENS DE NOSSA HISTÓRIA: LUIZ BERNARDO OLSEN !

Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia Luiz Bernardo Olsen, que durante mais 50 anos prestou serviços em nossa cidade, com a denominação de uma importante rua no bairro Cruzeiro e com a denominação da Escola de Educação Básica no Distrito de Volta Grande. O presente texto foi redigido com base no texto cedido pelo Arquivo Histórico de Rio Negrinho e no livro “HISTÓRIA DE RIO NEGRINHO” de autoria do Prof. José Kormann, aos quais agradecemos pela gentileza.

Luiz Bernardo Olsen, comerciante, industrial, madeira, um dos maiores empreendedores da história de Rio Negrinho (Foto: acervo de José Luimar Meyer)
  Filho de Bernardo Olsen e Maria Olsen, Luiz Bernardo Olsen (Luizinho), nasceu em 15 de setembro de 1895 no município de São Bento do Sul. Em 15 de novembro de 1919, contraiu núpcias com Otília Virmond, nascida em 28 de fevereiro de 1896, em São Bento, filha de Nestor Virmond e Lina Richter Virmond. Teve três filhos: Lourdes que foi casada com Alberto José Trouche, Bernardo Olsen Neto (Bernardinho) e um filho que nasceu morto.
Luiz Bernardo Olsen, conhecido como Luizinho (segundo a esq.) com seus irmãos na volta de uma caçada (Foto: acervo do Arquivo Histórico de Rio Negrinho)
Quando seu pai Bernardo Olsen mudou-se da localidade de Lençol (São Bento do Sul) por volta de 1920, para a localidade de Marcilio Dias (Canoinhas), acompanhado de sua esposa Maria e seus filhos Francisco Waldemiro, Wiegando, Elfriede, Luiza, Emílio Líbero e Rodolpho, deixou em Rio Negrinho cuidando dos seus negócios, além do Irmão Georg Joahannes Adolf, ou Adolfo Olsen, como era conhecido o seu filho Luís Bernardo.

Casa comercial de Luiz Olsen, vendo-se aos fundos o atual "Casarão Olsen" (Foto: acervo de Glicia Murara Neidert)
Seu pai Bernardo Olsen nunca residiu em Rio Negrinho, mas foi incontestável a sua influência no desenvolvimento nos primórdios em nossa terra, com o comércio de secos e molhados, negócio de erva-mate ou no ramo imobiliário, que originou a localidade de Colônia Olsen. 
Imagem da Igreja de São Pedro, na localidade de Colônia Olsen 
Muito mais, com o seguimento dos empreendimentos realizados pelo seu filho Luiz Bernardo Olsen, Luizinho como era conhecido. Teve um papel fundamental no desenvolvimento da cidade de Rio Negrinho, fazendo um contraponto com a família Zipperer, além do desenvolvimento do interior com a exploração madeireira (serrarias), criação da Colônia Olsen e de Volta Grande.

Residência de Luiz Bernardo Olsen, atual "Casarão Olsen", construída aos meados da década de 1920 (Foto: acervo de Glicia Murara Neidert)

Na segunda década do Século XX, Luizinho mudou-se a Rio Negrinho, construindo o atual denominado “Casarão Olsen”, cujos tijolos foram transportados de Lençol, em carroças. Esta casa foi e é destaque em nossa cidade pelo encanto de sua beleza.
Em Rio Negrinho desenvolveu atividades no ramo industrial tendo sido grande empreendedor e atuante na sociedade rio-negrinhense. A sua indústria teve várias denominações como:
- Luiz Olsen & Cia com a casa de negócio, serraria, fábrica de caixas, exportação de madeira e erva-mate até a década de 30.
Luiz Bernardo Olsen, ladeado por seus empregados em 1935 (Foto: acervo de José Luimar Meyer)
- Luiz Olsen S/A – com Serraria, Fábrica de Caixas, Exportação de Madeira e Fecularia no início da década de 40;
- Madeiras e Fécula Luiz Olsen S/A com serraria, exportação de madeiras bruta e beneficiada, fecularia, pasta mecânica com matriz em Rio Negrinho e filial em Joinville ainda na década de 40;
- Indústria e Comércio Luiz Olsen S/A – Loja – com sede em Curitiba, Fábrica de Pasta Mecânica em Rio Negrinho e Volta Grande, serraria e exportação de madeira na década de 50.
Escritório da empresa Luiz Olsen, construída em 1947, situada na esquina das ruas D. Pio de Freitas e Otilia Virmond Olsen (Foto: acervo de Gertrudes Jung)
Em Rio Negrinho foi cidadão bastante atuante na política local como membro da UDN opinava em todas as indicações de servente a diretor de escola bem como delegado, coletor, etc.
Antes da emancipação política foi vereador do então Distrito de Rio Negrinho em São Bento, durante os quadriênios 1927/1930 e 1947/1950 e foi participante ativo na emancipação política de Rio Negrinho.
Participou ativamente da construção do novo prédio Igreja Católica entre 1947 e 1948, como membro da diretoria.
Inauguração da Igreja Matriz Santo Antonio em novembro de 1948. Na foto vê-se Luiz Bernardo Olsen, ao lado esq. do então Bispo D. Pio de Freitas, demonstrando assim a sua força e prestígio (Foto: acervo de José Luimar Meyer)
Fundou a Sociedade Hípica Cruzeiro do Sul cuja inauguração foi no dia 01 de abril de 1943, tendo sido o primeiro Presidente.
Imagem de uma corrida de cavalos na Sociedade Hípica Cruzeiro do Sul, situada no entroncamento das rua Alberto José Trouche e Luiz Peyerl, no bairro Pinheirinho (Foto: acervo de Glicia Murara Neidert)
Homem de grande visão empreendedora foi sócio de uma empresa de gasogênio. Participou como sócio fundador da Fiação São Bento, era acionista de uma empresa de navegação em São Francisco do Sul.
Em junho de 1960, doou ao Governo do Estado de SC, através de sua empresa Indústria e Comércio Luiz Olsen S./A., um terreno situado na localidade de Volta Grande, distrito e município de Rio Negrinho, com a área de 10 mil metros quadrados, que destinou à construção de um prédio escolar, atual Escola de Educação Básica Luiz Bernardo Olsen.

Vista parcial de Volta Grande e Águas Claras (Foto: extraído do site da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho)
Faleceu em Curitiba em 20 de maio de 1972, deixando seus empreendimentos a seus filhos, Bernardo Olsen Neto (Bernardinho) na localidade de Volta Grande, cuja empresa é a atual CVG – Cia. Volta Grande de Papel e a sua filha Lourdes, casada com Alberto José Trouche, a atual empresa Incopisa – Indústria e Comércio Pinheirinho S/A. Um dos maiores frutos de seu empreendimento é a construção da barragem da usina para a produção de energia elétrica, que gerou a famosa represa de Volta Grande, área de beleza e lazer.

Imagem aérea das empresas Cahdam, situada no bairro Indl. Norte e CVG, localizada no Distrito de Volta Grande, em Rio Negrinho (Foto: extraído do site da empresa Cahdam)
Pela sua importância e pelo seu trabalho a Escola Estadual de Volta foi emprestado o seu nome. Além de uma via do bairro Cruzeiro e o Estádio da Sociedade Esportiva Ipiranga, o homenageia.

Vista parcial da Represa de Volta Grande (Foto: extraído da site oficial da Prefeitura Municipal de Rio Negrinho)

terça-feira, 31 de março de 2015

40 ANOS DA DENOMINAÇÃO DE ESCOLA MUNICIPAL DE PREFEITO FREDERICO LAMPE!

Foi comemorado hoje (31/03/2015), os 40 anos da denominação de Prefeito Frederico Lampe, a então Escola Municipal Dona Francisca - Km. 106. A Escola Municipal de Educação Básica de Educação Básica foi denominada de Prefeito Frederico Lampe, através da Lei nº 88, de 19 de março de 1975, pelo então prefeito municipal Nivaldo Simões de Oliveira. Esta Escola, segundo pesquisa recente da atual Diretora Andreia Veiga, foi criada em 1952, ainda quando Rio Negrinho era Distrito de São Bento do Sul.
O ginásio de esportes da mencionada Escola foi denominado pelo então prefeito Mauro Mariani, em 07/08/2001, de Vereador Alvino Anton, político e morador do bairro São Pedro.
Participaram desta comemoração a Secretária de Educação Anita Raschke, os vereadores Osni Boelitz e Liliana Schroeder Jurich, o Presidente da Fundação Municipal de Esportes Osmair Fischer, familiares do prefeito Frederico Lampe e do vereador Alvino Anton, atuais professores e servidores, ex-diretores e ex-professores e convidados especiais e alunos. A comemoração organizada pela atual diretora Andreia Veiga foi realizada no Ginásio de Esportes “Alvino Anton” da Escola Municipal Frederico Lampe. Como parte da comemoração usaram da palavra Andreia Veiga atual diretora da Escola, o vereador Osni Boelitz, e a Secretária de Educação Anita Raschke.  Alunos também fizeram apresentações tendo como principal destaque a fanfarra daquela escola.

Convite do Evento Comemorativo dos 40 anos da denominação da Escola Municipal de Educaçao Básica Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo da EMEB Pref. Frederico Lampe)
Edifício da Escola Municipal de Educaçao Básica Prefeito Frederico Lampe e ao lado o Ginásio de Esportes Vereador Alvino Anton (foto: acervo da EMEB Pref. Frederico Lampe)
Anexo do Edificio da Escola Municipal de Educaçao Básica Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo da EMEB Pref. Frederico Lampe)
Raimundo José Veiga, secretário municipal em 1975 (foto: acervo do autor do Blog)
Licio Nicacio Schroeder, morador do bairro São Pedro, e genro do vereador Alvino Anton (foto: acervo do autor do Blog)
Ione Lampe e Florinda Silva, nora e filha do prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Zoraide da Cruz Santos, ex-diretora da EMEB Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Luzia Leoni Tureck Garcia, ex-professora da EMEB Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Giovane Silva Nardon, neta do prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Trineto do prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Eliza Junctum Bail, convidada especial (foto: acervo do autor do Blog)
Clovis Daniel Silva Jr., neto do prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)

Marlene de Souza Freita e Lourival de Souza Freitas, ela é ex diretora-presidente da Fundação Municipal de Cultura e ele é ex-professor da Escola Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Anita Meister Raschke, Secretária Municipal de Educação (foto: acervo do autor do Blog)

Osmair Fischer, diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes e neto do vereador Alvino Anton (foto: acervo do autor do Blog)
Vereador do Osni Boelitz (foto: acervo do autor do Blog)
Andreia Veiga, atual diretora da Escola Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Josenite Leck Doerlitz, ex-diretora da Escola Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Francisco Eduardo Schiessl, ex-diretor da Escola Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Ilze Vicente, Silvane Baptista e Sergio Picolli, assessores da Secretaria Municipal de Educação (foto: acervo do autor do Blog)
Assessoras da Secretaria Municipal de Educação (foto: acervo do autor do Blog)
Osmair Bail e Eliza, convidados do eventos (foto: acervo do autor do Blog)
Alunos e professores da Escola Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Mesa dos trabalhos do evento comemorativo (foto: acervo do autor do Blog)
Apresentação da fanfarra da Escola Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Eliza Bail, Luzia Leoni Tureck Garcia, Marlene e Lourival de Souza Freitas, Raimundo José Veiga e a Profª Bernadete Peyerl (foto: acervo do autor do Blog)
Dilma Hubner, a servidora mais antiga da Escola Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Professores da Escola Prefeito Frederico Lampe (foto: acervo do autor do Blog)
Servidora Dilma Hubner encarregada de servir o bolo da confraternização (foto: acervo do autor do Blog)
Luzia Leoni Tureck Garcia e sua filha (foto: acervo do autor do Blog)
Clovis Daniel Silva Jr. e seu neto, Giovane da Silva Nardon, Florinda Silva, Ione Lampe, Andreia Veiga e Raimundo Jose Veiga (foto: acervo do autor do Blog)

Josenite Leck Doerlitz, Dilma Hubner e Andreia Veiga (foto: acervo do autor do Blog)