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sábado, 13 de dezembro de 2014

A ORIGEM DA DENOMINAÇÃO DOS BAIRROS DA CIDADE DE RIO NEGRINHO !


Vista aérea da cidade de Rio Negrinho (Foto: acervo do site oficial da Pref. de Rio Negrinho)


Oficialmente a denominação dos bairros da cidade de Rio Negrinho ocorreu apenas em 1° de dezembro de 1982, através da Lei n° 1259/82. Nela foram denominados 15 bairros, assim descritos: Centro, Vila Nova, Bela Vista, Ceramarte, Alegre, Cruzeiro, Vista Alegre, Quitandinha, Pinheirinho, Campo Lençol, São Pedro, Barro Preto, Industrial Norte, Industrial Sul e São Rafael.

Na sua grande maioria a denominação escolhidas foi respeitando-se os nomes comumente usados em cada região da cidade, a exemplo dos bairros Centro, Vila Nova, Bela Vista, Ceramarte, Alegre, Cruzeiro, Vista Alegre, Quitandinha, Pinheirinho, Campo Lençol, São Pedro, Barro Preto e São Rafael. As denominações novas foram Industrial Norte e Industrial Sul. No meu modo de ver uma grande falha verificada, na formatação da mencionada Lei 1259/82, foi a não utilização do nome do bairro Rio dos Bugres, para a região situada nas proximidades do Estádio de Futebol do Esporte Clube Continental, que geograficamente englobaria parte dos atuais bairros Ceramarte e Quitandinha.

Uma alteração a Lei 1259/82 sofreu em 31 de março de 2000, na qual foi criado o Bairro Jardim Hantschel, desmembrado do Bairro Vista Alegre. Portanto, oficialmente a cidade de Rio Negrinho possui atualmente cerca de 16 bairros. Futuramente vamos buscar a origem dos nomes destes bairros.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A Evolução da Decoração Natalina em Rio Negrinho!























Nota do Blog: O presente texto é de autoria "ARQUIVO HISTÓRICO DE RIO NEGRINHO", publicado originalmente em 12/12/2014, em sua página do facebook, com as imagens acima publicadas, a quem agradecemos.

A evolução da decoração natalina em Rio Negrinho, vem de muitos anos atrás, no 2º governo do então Prefeito Romeu Ferreira de Albuquerque (in memoriam), onde teve a iniciativa de transformar a Chaminé numa árvore natalina gigante.

Com a simplicidade de poucos recursos materiais existentes na época (1994/1995), a imponente árvore natalina impressionou toda a região, trazendo os primeiros indícios para atrair a visitação de pessoas. Já no ano seguinte, houve uma programação natalina, onde retretas no coreto ao lado da Praça, bandas alegravam a noite com apresentações musicais, envolvendo as entidades como Lions e CAJURINE (atual JCI Rio Negrinho) e Rotary Clube.

Nesta ocasião, a JCI Rio Negrinho foi pioneira na vinda do trenzinho da alegria, garantindo a alegria das crianças com passeios na área central, em troca de 1 Kg de alimento. Toda a região central, era reservada para que pessoas pudessem circular com segurança. Muitas luzes iluminavam o centro da cidade, marcando a época e anunciando, que mais um natal se aproximava.

Outro fato importante foi a implantação de uma área central de lazer, que com o passar dos anos e gestões foi evoluindo e tendo a transformação que hoje podemos conferir: Prédio da Prefeitura; Pavilhão dos Imigrantes; Câmara de Vereadores; Terminal Urbano; Urbanização; e, Vias Pavimentadas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

80 Anos do Falecimento do Imigrante Benedicto Bail !


Benedicto Bail, tido como o noivo  do primeiro casamento boêmio em São Bento do Sul, ocorrido em julho de 1876 (Foto do acervo do autor do Blog)

Nota do Blog: O presente texto foi publicado originalmente no Blog São Bento no Passado, em 24/02/2008, de autoria de Henrique Fendrich, a quem agradecemos, por ocasião do 80 anos do falecimento do imigrante Benedicto Bail, cujos numerosos descendentes se encontram espalhados por várias cidades brasileiras, especialmente São Bento do Sul e Rio Negrinho. Dos 10 filhos de Benedicto Bail, salvo melhores informações, 5 deles residiram em Rio Negrinho, a seguir mencionados: Maria Bail, casada com Otto Zeithammer; Engelberto Bail, casado com Paula Heiden; Benedicto Bail Filho, casado com Maria Grosskopf; Rodolfo Bail, casado com Margarida Hübl; e, Paulo Bail, casado com Marta Grosskopf.

No dia 24.02.1928 faleceu meu trisavô Benedicto Bail[1], tido como o noivo do primeiro casamento boêmio de São Bento do Sul[2]. Nasceu em 30.04.1856 em Holschlag e foi batizado em Gutwasser, ambas aldeias da Boêmia.[3] Conforme o registro de imigração, no entanto, ele seria natural de Haidl, atualmente Zhuri. Era filho natural de Maria Bail, e tinha ao menos uma irmã mais velha, chamada Bárbara Bail. Conta a história que cedo os dois ficaram órfãos.
Benedicto, ainda rapazote, se empregou na marcenaria de Georg Neppel. E lá conheceu Anna Maria Neppel, a filha de seu chefe. Não demorou muito até que os dois acabassem se enamorando. O que não foi visto com bons olhos por Georg, que teria então demitido Benedicto, achando que a filha merecia melhor destino do que ter um noivo órfão e bastante humilde. A separação forçada não foi suficiente, no entanto, para que os dois deixassem de se gostar.
Mas sem muitas perspectivas de vida, Benedicto decidiu acompanhar seus padrinhos Georg Gschwendtner e Francisca Raiel[4] quando imigraram ao Brasil. Veio então com o Navio Shakespeare, que saiu de Hamburgo no dia 20.09.1874 e chegou em São Francisco do Sul a 11.11.1874. Então subiram a serra até São Bento, onde passaram a morar. Benedicto morava onde hoje é a Rua Antônio Hilgenstieler. Como quase todos naquela época, também trabalhou como lavrador.
Reza a tradição que Benedicto e Anna Maria Neppel, ainda apaixonados, continuaram trocando cartas, ele em São Bento e ela na Europa. O que é de difícil comprovação, afinal cremos que Benedicto não sabia ler ou escrever. Além do mais, foram poucos os navios que vieram entre 1874, ano de imigração de Benedicto, e 1876, quando Anna Maria imigrou.
De fato, os Neppel também passaram a ter dificuldades na Europa e acharam que o melhor seria tentar a sorte em outro lugar. E esse lugar foi exatamente São Bento. Vieram pelo navio Humboldt que saiu de Hamburgo em 15.04.1876 e chegou em São Francisco do Sul no dia 11.06.1876.
Após longo período, Benedito e Anna Maria finalmente puderam se reencontrar, agora em solo brasileiro. Certamente, o novo encontro trouxe à tona todos aqueles sentimentos que haviam sido tolhidos pela separação imposta pelo pai da noiva. Com as esperanças renovadas, o casal decidiu enfrentar a oposição da família Neppel. E tanta era a vontade de legitimar a união, que um mês depois de Anna Maria chegar ao Brasil, ela e Benedicto já estavam se casando.
A data do casamento foi marcada para 10.07.1876, na próxima visita que faria o Pe. Carlos em São Bento. A refeição matinal do noivo naquele dia foi na casa de Franz Pöschl, cunhado de Benedicto e o almoço na casa de Georg Bayerl[5]. A Johann Christoff coube a missão de divulgar a notícia desse casamento. Para isso, ao fazer o seu pronunciamento, desenha com giz um convite na porta da casa das pessoas.
Benedicto, que não era, como visto, dos mais afortunados financeiramente, começou a se preocupar com a roupa que teria que vestir na ocasião do casamento – pois não tinha nenhuma em condições para cerimônia tão especial! Quem conseguiu um terno para ele foi Josef Augustin. Benedicto vestiu, o terno serviu, e foi com ele que esteve durante o casamento.
No dia do casamento, os músicos já estavam a postos na casa de Franz Pöschl. A primeira bandinha de São Bento tocou no primeiro casamento boêmio. O primeiro convidado a chegar foi Georg Gschwendtner, tido como padrinho do noivo. E como era costume, recebeu uma garrafa de vinha por isso. A todos que chegavam, era oferecido uma cerveja de gengibre, num caneco especial. Os conviddados também eram enfeitados com ramos e fitas coloridas. Havia bolos, cucas e salgados, além de café. E tudo isso servido em mesas pra lá de rústicas, como tudo o mais era rústico naquele tempo.
Era a celebração da união de Benedict e Anna Maria, contra a vontade dos Neppel. Houve, como costuma acontecer em muitas festas, uma “discussão acalorada”, pra não dizer uma briga, entre Franz Pöschl e Georg Seidl. Este havia emprestado uma pistola para Pöschl dar uma salva de tiros. Seidl estava tomando a sua cerveja de gengibre, e logo passou a se sentir tonto. Mesmo assim, estava tentando recarregar a pistola, mas acabou derramando pólvora fora do cano, e não dentro. Quando apertou o gatilho, só a espoleta estourou. Isso teria despertado a primeira discussão em um casamento na cidade, mas que logo foi controlada e apaziguada pelos demais convidados.
Fora isso, a festa seguia, animada por canções da velha Boêmia. Johann Grossl, fervoroso rezador, fez um Pai Nosso pedindo bênçãos aos noivos, além de orações pelos parentes já falecidos – como os pais de Benedicto. Feito isso, seguiu-se para a pequena capela do Santíssimo Coração de Maria, que ficava a cerca de 2 quilômetros da casa de Franz Pöschl. Para lá sergiu o cortejo nupcial. Atrás dos músicos vinha Anna Maria, acompanhada do jovem Franz Grossl, o seu guia, e Benedict acompanhado de Theresia Zipperer, a “dama de honra”. Havia ainda a representante da mãe da noiva, que foi Margareth Schiessl.
Já na capela, os dois se casaram perante o Pe. Carlos Boergershausen. Era a consumação dos desejos do casal, da paixão que começara na Europa, que fora interrompida, e que ressurgira com força total em solo são-bentense, a despeito da oposição dos Neppel. Consta que os pais da noiva permaneceram firmes e não apareceram na cerimônia de casamento da filha. Na oportunidade, também se casaram Johann Schiessl e Barbara Simet.
Depois de finda a cerimônica religiosa, foram para o hotel e restaurante de Georg Bayerl, onde a comida já estava pronta e a cerveja fora preparada pelo próprio dono. Lá também se inicou outro costume da terra natal daquelas pessoas, que era a corrida pela “offaschüssel”, uma espécie de pá de madeira, com um cabo comprido. Sob ela se deitava a massa de pão para colocá-la no forno e assim assá-la. A pá era enfeitada e colocada numa distância entre 100 e 200 metros dos “corredores” concorrentes. Vários homens se dispunham a correr. Quem venceu foi Georg Gschwendtner. Como prêmio, podia dançar com a representante da noiva, quando as danças tivessem início.
Os convidados tratavam então de sentar-se às meses, em cujo centro estava um prato para se colocar o preço da refeição, já anunciado no dia do convite por Johann Christoff, e que era de mil réis. Benedict Bail e Anna Maria Neppel sentaram-se num canto do salão, sob um crucifixo. Os parentes mais próximos sentaram-se perto. Quando todos já estavam acomodados, o dono da casa rezou em voz alta as orações de costume nessas ocasiões, as quais eram respondidas pelos convidados. Depois todos almoçaram.
Quando terminaram, as mesas foram arrumadas. Anna Maria caminhou sob uma passarela de meses em direção ao centro do salão. Fez isso em companhia de Franz Grossl, o seu “guia”. Começou então a dança da noiva, a primeira feita exatamente com Grossl. A seguinte foi chamado Benedicto Bail, e então o casal dançou pelo salão. Depois de tantos problemas, proibições e distância, não estavam os dois ali casados e dançando para celebrar a união? Essa dança também foi dançada por Franz Grossl e Therezia Zipperer, além de Georg Gschwendtner, o vencedor da “offaschüssel”, e a representante da mãe da noiva.
Depois seria a hora de chamar o pai de Benedicto. Como ele há longo tempo já descansanva no solo de sua pátria, foi rezado um Pai Nosso pelo descanso de sua alma. O pai da noiva também seria chamado, mas, como dito, ele não compareceu. Depois foram chamados os padrinhos e depos os demais parentes. E ao final, todos os convidados puderam dançar pelo salão.
O simples Benedicto viveu menos de dez anos em companhia de Anna Maria. No dia 29.09.1885 Anna faleceu, vítima de tifo. Era o triste fim do relacionamento que começara ainda na Boêmia. Não sabemos se nessa época houve alguma alteração no relacionamento de Benedicto com os pais da noiva. Sabemos que em 1884, Benedicto aparece como testemunha de casamento de Josef Neppel e também de Aloís Neppel, irmãos de Anna Maria, de modo que sabemos que mantinham relações. Não temos notícia de filhos de Benedicto com sua primeira esposa Anna Maria Neppel.
Algum tempo depois de ficar viúvo, Benedicto se casou novamente, dessa vez com Catharina Brandl, que ainda criança também imigrou pelo Shakespeare em 1874. Transcrevemos o registro de seu casamento, conforme os livros da Igreja Católica de São Bento do Sul:
“A dez de fevereiro de mil oitocentos e oitenta e seis, às 10 horas da manhã, na Capella do Smo. Coração de Maria deste Municipio de S. Bento, feitos os tres banhos canonicos a 24 e 31 de Janeiro e 2 de Fevereiro do corrente anno, sem impedimento algum e com palavras de presente e de mutuo consentimento na forma do sagrado Concilio de Trento, em minha presença e das testemunhas José Schroeder e Jorge Weiss, receberão-se em matrimonio Bendedicto (sic) Beierl e Catharina Prandl, elle de idade de 30 annos, viuvo por obito de sua primeira mulher Maria Neppel, filho natural de Maria Beierl, nascido em Holzschlag e baptisado em Gutwasser na Bohemia, e ella de idade de 18 annos, solteira, filha legitima de José Prandl e Anna Weinfalter, nascida e baptisada em Eisenstrass, também na Bohemia, ambos os contrahentes livres, estrangeiros, lavradores e moradores neste Municipio. E logo em seguida na missa pro sponcis lhes dei a Benção Nupcial Solemne do que para constar lavrei este termo que assignei com as testemunhas. O Vigário Pe. Carlos Boegershausen”.
Desse casamento nasceram os seguintes filhos, não necessariamente na ordem:
Luiz Bail, casado com Francisca Fleischmann.
Thereza Bail, casada com Engelberto Bechler.
Maria Bail, casada com Otto Zeithammer.
José Bail, casado com Martha Maahs.
Carlos Bail, casado com Maria Quandt.
Engelberto Bail, casado com Paula Heiden.
Catharina Bail, casada com Rodolfo Giese.
Benedicto Bail, casado com Maria Grosskopf.
Rodolfo Bail, casado com Margarida Hübl.
Paulo Bail, casado com Marta Grosskopf.
A vida de Benedicto já havia tido perdas prematuras, e ele teve ainda mais uma em 04.02.1912. Nesse dia faleceu, com cerca de 43 anos, sua segunda esposa Catharina Brandl. Faleceu antes de seu pai, Josef Brandl, que continuou morando com seu genro Benedicto até falecer em 1917. Já Benedicto, faleceu no dia 24.02.1928, conforme atesta o registro de óbito que tivemos o cuidado de transcrever abaixo:
“Aos vinte e cinco dias do mez de Fevereiro do ano mil novecentos e vinte e oito, nesta villa de São Bento, Estado de Santa Catarina, em meu cartório compareceu Benedito Bail e perante as testemunhas abaixo assignadas declarou que no dia de hontem às dezoito e meia horas, falleceu em seu domicilio na Estrada Argolo, neste distrito, seu pai Benedicto Bail, vítima de fraqueza cardíaca, com idade de 71 anos, natural de Áustria, de cor branca, profissão lavrador, viúvo de Catharina Brandl, de filiação ignorada, residia à dita Estrada Argolo, tendo fallecido sem assistência médica, não deixa bens, vae ser sepultado no Cemitério Público desta villa de São Bento, do que para constar lavrei o presente termo, depois de lido e achado conforme, assina Luiz Guenther a rogo do declarante, por não saber este escrever, conforme declarou, com as testemunhas que são Paulo Grossl, alfaiate, e Antônio Ruzanowski, ambos residentes nesse districto. Eu, Erico Bollmann, official do Registro Civil, o escrevi e também assigno.”
Benedicto está sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul, no lado esquerdo de quem entra pela escadaria, no mesmo túmulo em que descansa sua filha Catharina Bail e o esposo desta, Rodolfo Giese. Cremos que há um equívoco na sua lápide ao afirmar que nascera em 1854, quando na verdade foi 1856. O fato de seu filho ser analfabeto comprova novamente que Benedicto deve ter tido uma vida muita simples e sob condições bastante humildes.
[1] A grafia varia muito de documento para documento, podendo ser Bail, Beil, Beyerl, Bayerl, e assim por diante. Os descendentes de Benedicto usam, quase todos, “Bail”, razão pela qual também é essa a grafia que aqui adotamos.
[2] A história é tratada no livro de Josef Blau “Bayern in Brasilien” e também no “São Bento do Passado”, de Josef Zipperer. Também já foram realizadas apresentações teatrais.
[3] Holschlag atualmente se chama Paseka e contava com a seguinte população e moradias: em 1910 eram 172 habitantes morando em 8 casas; em 1921 eram 9 casas, e desconhecemos a população. Paseka fica a cerca de 3 quilômetros de Zhuri. Já Gutwasser, em nossos dias se chama Dobrá Voda, a 5,7 quilômetros de Paseka.
[4] A informação de que eram padrinhos de Benedicto está no livro “São Bento na Memória das Gerações”, de Alexandre Pfeiffer.
[5] Não sabemos ainda qual o parentesco com Benedito, se de fato existe, como o cremos. George Bayerl também veio pelo navio Shakespeare em 1874.

sábado, 6 de dezembro de 2014

FOI CRIADO A PARÓQUIA CRISTO REI, NO BAIRRO SÃO RAFAEL, EM RIO NEGRINHO!


Vista da Igreja Cristo Rei (Foto do acervo do autor do Blog)

Vista da Igreja Cristo Rei (Foto do acervo do autor do Blog)
Vista da Igreja Cristo Rei com destaque à imagem do padroeiro da igreja (Foto do acervo do autor do Blog)
Placa alusiva a criação da Paróquia da Igreja Cristo Rei (Foto do acervo do autor do Blog)
Bispo diocesano de Joinville D. Irineu Roque Scherer apresentando à comunidade o primeiro pároco Antonio Humberto Zanini, por ocasião da criação da Paróquia Cristo Rei (Foto do acervo do Blog Paroquial da Igreja Cristo Rei)
Vista da celebração por ocasião da criação da Paróquia Cristo Rei (Foto do acervo do Blog Paroquial da Igreja Cristo Rei)

Nota do Blog: Mesmo com um pouco de atraso, mais com muita alegria, estamos compartilhando aos amigos e amigas, a criação da Paróquia Cristo Rei, com sede no bairro São Rafael, em Rio Negrinho, ocorrida no último dia 23/11/2014, desmembrada da então única Paróquia Santo Antonio, que atendia todo o nosso município.

No último dia 23 de novembro de 2014 foi celebrado a criação da Paróquia Cristo Rei de Rio Negrinho com a posse do Pároco Antonio Humberto Zanini. A criação desta paróquia foi por ato bispo Diocesano de Joinville Dom Irineu Roque Scherer, que se fez presente na celebração, com padres, visitantes de outras cidades e a comunidade rionegrinhense que lotou a igreja Cristo Rei, agora transformada em Paróquia. Rio Negrinho que desde novembro de 1948 até a presente data contava somente a Paróquia Santo Antonio, abrangendo todo o município, passa agora a atendida com duas paróquias.  O expediente da Secretaria Paroquial Cristo Rei é o seguinte:

SECRETARIA PAROQUIAL CRISTO REI
Telefone 3644-1703
Horário de Atendimento
De Segunda à Sexta-Feira
Das 08h30 às 11h42 e das 13h00 às 18h00
Aos Sábados - Das 08h00 às 11h00
Secretária: Jéssica Aparecida Maros
Blog: www.cristoreirionegrinho.blogspot.com.br


Histórico da Comunidade Cristo Rei

A Igreja Cristo Rei que teve seu inicio em 1972, quando o Bispo Diocesano Dom Gregório Warmeling trouxe para a Paróquia Santo Antônio de Pádua, um curso de criatividade comunitária, com a finalidade de formação de lideranças.
Um grupo liderado pelos Senhores José Carlos Pscheidt, Renésio Pscheidt e Luiz Schoeffel, em 20 de janeiro de 1973 iniciou a busca de recursos para aquisição do terreno para a Igreja. Foi lançado o primeiro livro ouro, onde as empresas Ceramarte, Famorine e Miner e pessoas da comunidade doaram os recursos necessários para a compra do terreno, sendo efetivada a compra do terreno no dia 22 de março de 1973.
O Padroeiro Cristo Rei é celebrado sempre no último domingo do Ano Litúrgico. A primeira festa do Padroeiro aconteceu no dia 23 de novembro de 1975, com a celebração da Santa Missa. Já no dia 17 de abril de 1977, com a presença de autoridades e comunidade local, o então Pároco Padre José Norberto Konrad, celebrou a missa de lançamento da Pedra Fundamental da Igreja Cristo Rei, neste ano completando 37 anos.

Comunidades pertencentes a nova Paróquia Cristo Rei:

Comunidades na sede do município: Igreja Cristo Rei bairro São Rafael; Imaculado Coração de Maria, do bairro São Pedro; Nossa Senhora das Graças, bairro Jardim Hantschel; São João Batista, bairro Quitandinha; e, São José de Anchieta, bairro Vista Alegre.

Comunidades no interior: Nossa Senhora da Salete, localidade de Colônia Olsen Queimados; Nossa Senhora de Fátima, localidade de Rio dos Bugres; São Pedro, localidade de Colônia Olsen; São Roque, localidade de Rio Preto Velho; e, Mosteiro Trapista, localidade de Boa Vista.

domingo, 21 de setembro de 2014

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI O BARÃO DO RIO BRANCO ?

Barão do Rio Branco

Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia o Barão do Rio Branco, advogado, geógrafo, historiador e principalmente diplomata brasileiro, que durante mais de 40 anos prestou grandiosos serviços ao Brasil, com a denominação de uma importante via pública, situada no Bairro Vila Nova. O presente texto foi extraído do site “Wikipédia – A enciclopédia livre”, a quem agradecemos.

José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, nascido no Rio de Janeiro em 20/04/1845, e falecido no Rio de Janeiro em 10 de fevereiro de 1912, foi advogado, diplomata, geógrafo e historiador brasileiro. Em 1862, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, porém transferiu-se no último ano para a Faculdade de Direito do Recife onde recebeu o grau de bacharel. Filho de José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco, Rio Branco é o patrono da diplomacia brasileira brasileira e uma das figuras mais importantes da história do Brasil.
Iniciou-se nas letras em 1863, nas páginas da revista Popular, com uma biografia de Luis Barroso Pereira, comandante da fragata Imperatriz. Posteriormente, em 1866, na revista I’Illustration, desenhou e escreveu sobre a guerra do Paraguais, defendendo o ponto de vista do Brasil.
Em 1868, substituiu por três meses Joaquim Manuel de Macedo como professor na cadeira de coreografia e história do Brasil, no Colégio D. Pedro II.

A diplomacia

Iniciou-se na carreira política como promotor e deputado, ainda no Império. Em 1871 foi redator no periódico A Nação, tendo colaborado, a partir de 1891, no Jornal do Brasil. Cônsul-geral em Liverpool a partir de 1876, foi ministro acreditado na Alemanha em 1900, assumindo o Ministério das Relações Exteriores, de 3 de dezembro de 1902 até sua morte, em 1912. Ocupou o cargo ao longo do mandato de quatro presidentes da república -- governos de Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca – configurando-se uma unanimidade nacional em sua época.
Recebeu o título de barão do Rio Branco às vésperas do fim do período imperial, mas continuou a utilizar o título "Rio Branco" em sua assinatura mesmo após a proclamação da república, em 1889. Isso se deu por ser um monarquista convicto e para homenagear seu falecido pai, o senador e diplomata José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco.

Questões internacionais

Sua maior contribuição ao País foi a consolidação das fronteiras brasileiras, em especial por meio de processos de arbitramento ou de negociações bilaterais, dos quais se destacam três questões de fronteiras:

 Amapá

Obteve uma vitória sobre a França sobre a fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, causa ganha pelo Brasil em 1900 em uma arbitragem do governo suiço. A fronteira foi definida no rio Oiapoque.

Palmas

Em 1895, havia já conseguido assegurar para o Brasil boa parte do território dos estados de Santa Catarina e Paraná, em litígio contra a Argentina no que ficou conhecido como a questão de Palmas. Essa primeira arbitragem foi decidida pelo presidente norte-americano Grover Cleveland, e teve como opositor pelo lado da Argentina Estanislau Zeballos, que mais tarde se tornou ministro do exterior argentino e durante muito tempo acusou Rio Branco de perseguir uma política imperialista.

Acre

Foi o prestígio obtido nesses dois casos que fez com que Rodrigues Alves escolhesse Paranhos para o posto máximo da diplomacia em 1902, quando o Brasil estava justamente envolvido em uma questão de fronteiras, desta vez com a Bolívia.
Esta tentava arrendar uma parte do seu território a um consórcio empresarial anglo-americano. A terra não era reclamada pelo Brasil, mas era ocupada quase que integralmente por colonos brasileiros, que liderados por Plácido de Castro resistiam às tentativas bolivianas de expulsá-los, episódio que ficou conhecido como "Revolução Acreana".
Em 1903, assinou com a Bolívia o tratado de Petrópolis, pondo fim ao conflito dos dois países em relação ao território do Acre, que passou a pertencer ao Brasil mediante compensação econômica e pequenas concessões territoriais. Esta é a mais conhecida obra diplomática de Rio Branco, cujo nome foi dado à capital daquele território (hoje estado).

Outros sucessos e reconhecimento

Negociou com o Uruguai o condomínio sobre o rio Jaguarão e a Lagoa Mirim, essencialmente uma concessão voluntária do Brasil a um vizinho que necessitava daqueles canais. Por essa razão, foi homenageado pelo governo do Uruguai, sendo conferido seu nome à antiga Pueblo Artigas, hoje cidade de Rio Branco, no departamento de Cerro Largo, vizinha da brasileira Jaguarão.
O município de Paranhos - MS, localizado na fronteira com o Paraguai foi batizado em sua homenagem.
Em 1908, então no Rio de Janeiro, convidou o engenheiro Augusto Ferreira Ramos a projetar um sistema teleférico que facilitasse o acesso ao cume do morro da Urca, conhecido mundialmente como o bondinho do Pão de Açúcar.
Em 1909, seu nome foi sugerido para a sucessão presidencial do ano seguinte. Rio Branco preferiu declinar de qualquer candidatura que não fosse de unanimidade nacional.
Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1907 - 1912) e escreveu dois livros.
Seu filho, Paulo do Rio Branco, foi um proeminente jogador de rugby do Brasil na França.

Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira

Últimos dias

Sofrendo de problemas renais, pediu demissão de seu cargo, o que foi negado pelo presidente Hermes da Fonseca. Em seus últimos instantes de vida, lamentou o bombardeio da capital baiana, Salvador, motivado por uma crise política e ocorrido em 10 de janeiro de 1912.
Sua morte, ocorreu durante o carnaval de 1912, alterou o calendário da festa popular naquele ano, dado o luto oficial e as intensas homenagens que lhe renderam na cidade do Rio de Janeiro.
Por ajudar na consolidação do território nacional sempre buscando soluções pacíficas para os conflitos com os vizinhos do Brasil o Barão do Rio Branco é considerado o patrono da diplomacia brasileira.
Seu corpo foi sepultado no jazigo de seu pai, no Cemitério do Cajú, na cidade do Rio de Janeiro.

Academia Brasileira de Letras e Homenagens

Foi o segundo ocupante da cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras. Foi eleito em 1º de outubro de 1898, na sucessão de João Manuel Pereira da Silva.
Atualmente, também há referência a seu famoso título de nobreza no nome do notório Instituto Rio Branco – IRBr (instituição de ensino superior subordinada ao Ministério das Relações Exteriores, que forma diplomatas de carreira). Fundado em 1945 como parte da comemoração do centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, o IRBr localiza-se em Brasília atrás do Palácio do Itamaraty.
Seu título é também atribuído ao nome do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, localizado na cidade de Urussanga - SC, à cidade de Rio Branco, capital do Estado do Acre, à Avenida Rio Branco, uma das principais vias urbanas do centro da cidade do Rio de Janeiro, capital, a Rua Barão do Rio Branco em Curitiba –PR, a Rua Barão do Rio Branco em nossa cidade de Rio Negrinho - SC.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI D. PIO DE FREITAS ?

D. Pio de Freitas, primeiro bispo da diocese de Joinville (Foto: acervo do site da diocese de Joinville)
Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia D. Pio de Freitas, primeiro bispo da Diocese de Joinville, na qual a nossa comunidade católica está inserida, que durante mais de 25 anos prestou serviços a toda região, com a denominação de uma importante via pública. O presente texto foi baseado no caderno AN Memória do Jornal “A Notícia” de Joinville de 29/04/2012, na “Edição Comemorativa do Sexagenário Jubileu da Paróquia Santo Antonio de Pádua – Rio Negrinho – SC – Novembro de 2008”, com adequações do autor do Blog.

Dom Pio de Freitas nasceu em Campina Verde (MG) no dia 29 de abril de 1885. Ele foi ordenado em Dax (França) no dia 13 de junho de 1908. Eleito bispo em 25 de janeiro de 1929, recebeu a ordenação episcopal no dia 9 de junho de 1929, em Diamantina, das mãos de dom Joaquim Silvério de Souza, sendo concelebrantes dom João Antonio Pimenta e dom Antonio José dos Santos. Ele foi o primeiro bispo da diocese de Joinville. Nomeado em 25 de janeiro de 1929 para assumir a função na diocese criada dois anos antes, pelo papa Pio XI, e sagrado na Basílica do Sagrado Coração, ele ficou no posto até 1955, quando, acometido pelo Mal de Parkinson, renunciou para tratar-se. Após a renúncia, em 1955, dom Pio transferiu-se para o ginásio dos Padres Lazaristas, em Irati, no Paraná. Com o agravamento da doença, em 1960 foi transferido para o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, onde morreu em 19 de maio de 1963. Seus restos mortais estão sepultados na cripta da Catedral de Joinville.

Igreja Matriz Santo Antonio, ainda em fase final de construção, em 1948 (Foto: acervo de Walcir Vidal Senna)
A gestão de dom Pio ficou marcada pela criação de novas paróquias pela diocese. Dentre as paróquias criadas encontra-se a de Rio Negrinho. Próximo a conclusão das obras do novo prédio da Igreja Católica em Rio Negrinho, em 1948, a rogo da comunidade, através de Luiz Bernardo Olsen e do Padre Celso Michels, solicitou-se a criação da paróquia de Rio Negrinho, desmembrada de São Bento do Sul, a D. Pio de Freitas, então bispo diocesano de Joinville. Pleito que foi materializado em 14/11/1948, além do que a Igreja recém construída foi estabelecida na qualidade de Igreja Matriz da Paróquia de Rio Negrinho, com a presença do então bispo D. Pio de Freitas.

Na foto vemos ao centro o bispo D. Pio de Freitas, ladeado a direita por Luiz Bernardo Olsen, por ocasião da inauguração da Igreja Matriz Santo Antonio, em 14/11/1948. Em primeiro plano, a direita, vê-se o primeiro pároco de Rio Negrinho Padre Celso Michels. (Foto: acervo de José Luimar Meyer)

domingo, 14 de setembro de 2014

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI HERBERTO TURECK ?

Herberto Tureck (Foto: extraído do site da Pref. Municipal de Rio Negrinho)

Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia Herberto Tureck, que durante mais de 40 anos prestou serviços a nossa comunidade, com a denominação de uma importante via no bairro Quitandinha, a ainda, ao estádio do Esporte Clube Continental. O presente texto foi fornecido pelo Arquivo Histórico de Rio Negrinho, a partir de dados e informações dos familiares, com adequações do autor do Blog.

Nasceu em Rio Negrinho, na localidade de Colônia Olsen, no dia 30/11/1920. Primogênito do casal, Rodolfo Muller Tureck, (Colono, Técnico Engenheiro construtor de serrarias e moinhos, fundador da Banda Tureck) e Olga Kwitschal Anton Tureck.
Teve 13 irmãos: Linus, Alfredo, Salvino, Afonso, Cecília, Francisco, José, Mário, Nilo, Eugenio, Paulo, Traudio e Orlando. Também teve duas adotivas: Lourdes e Sandra. Concluiu o Curso Primário na Colônia Olsen, primeira Escola de Rio Negrinho.
Desde muito criança ajudou seus pais nos diversos serviços: lavoura, madeira, serraria, moinho, etc.
Como músico se destacou tocando clarineta. Sábados e Domingos tocava na Banda de seu pai, em bailes, festas, casamentos. Numa destas festas conheceu Ana Wantowski Ruzanowsli, com a qual casou-se em 1939, mulher inteligente e dedicada.
Do feliz consórcio nasceram: Lusia Leoni: Escrivã aposentada do Cartório de Registro do Civil de São Bento do Sul, casada com Alexandre Garcia. Dolores Maria: Professora – casada com Oscar Vellasques. Genésio Tureck: Médico, Deputado Estadual e Prefeito em São Bento do Sul – casado com Mª da Conceição Husmam. Gelásio Tureck: Vereador por duas vezes em São Bento do Sul – casado com Kátia Richter. Herberto Tureck é avô de Fernando Tureck, atual prefeito de São Bento do Sul.
Serviu o governo em tempos de guerra por 3 anos, no Batalhão de Joinville e Rio de Janeiro, saindo com o título de Cabo.
Em junho de 1943, ao voltar do Exército se dedicou com sucesso em várias atividades liberais, tanto comerciais, (comprando e vendendo madeira para a Móveis Cimo); como industriais, (dirigindo moinho, serrarias) oportunizando-lhe novos horizontes.
Sua trajetória política teve início em 1947, quando em outubro do mesmo ano, (morava no interior, Rio dos Bugres e dirigia serraria) devido a seus próprios valores, foi escolhido e convidado pelo então eleito a Prefeito de São Bento do Sul, Sr. Henrique Schwarz, para administrar o Distrito de Rio Negrinho, como Intendente no período de 01/10/1947 a 06/02/1951. Foi nomeado pelo antigo Prefeito Antonio Treml.

Herberto Tureck, na qualidade de Intendente do Distrito de Rio Negrinho (Foto: extraído do livro "Rio Negrinho que eu conheci", pág. 117, de autoria do Prof. José Kormann)
Em 1950, juntamente com Eugênio Ferreira de Lima e Carlos Weber, fundaram o Partido Trabalhista Brasileiro - PTB de Rio Negrinho, fundado na esfera federal por Getúlio Vargas.
No mesmo ano fez parte da Comitiva Catarinense, quando foram a São Borja RS solicitar a Getúlio Vargas a ser candidato a Presidente da República, saindo vitorioso nas urnas.
Devido a relevantes trabalhos prestados a comunidade até 1951 Herberto foi nomeado sub-Delegado do Distrito de Rio Negrinho pelo Governador Aderbal Ramos da Silva. Naquela época havia apenas um policial o Sr. Enoque Tavares e foi muito respeitado.
Em 1953 foi nomeado encarregado dos serviços gerais do IAPI (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários) e do IAPETEC (Instituto de Aposentadorias e Pensões de Empregados em Transportes e Cargas) na praça de Rio Negrinho (o mesmo que INSS de hoje).
Participou ativamente na linha de frente nas iniciativas juntamente com outras lideranças pela Emancipação política de Rio Negrinho, conquista que consta nos anais da nossa história, no livro “Enciclopédia dos Municípios Brasileiros pg. 307 e 308”.
A criação do Ginásio Cenecista São José se deu graças a uma pequena nota em um jornal veiculado por todo o Estado, orientando o que fazer para criar o Ginásio lido e recortado pela esposa de Herberto (Ana) que se utilizou do recorte como ponta-pé inicial nesta caminhada.
Também esteve presente nas seguintes marcas de nossa cidade: Associação Hospitalar, Igreja, Cruzeiro, RBA, etc.
Foi vereador por duas legislaturas (quando vereador não recebia vencimentos, era cargo de honra).  A primeira em 1958, foi eleito vereador pela Aliança Social Trabalhista, (PTB/PSD), com 594 votos, obtendo um percentual de histórico de 21,25% do eleitorado de Rio Negrinho. Em 1962 obteve 546 votos e foi eleito pela Aliança Social Trabalhista, (PTB/PSD), novamente com um percentual de 15,06% do eleitorado.
Ocupou com dinamismo por duas vezes (de 07/02/1961 a 07/02/1963 e 07/02/1963 a 23/09/1963) a Presidência da Casa de Leis.
Ao tempo que os mandatos do executivo eram de 5 anos e ao legislativo eram de 4 anos, Herberto foi eleito em 1958 com uma estrondosa votação a vereador que o habilitou a concorrer ao cargo a Prefeito Municipal em 1959.
Foi nessa disputa que se apresentaram como candidatos o vereador Herberto Tureck pela coligação PTB/PSD e o seu compadre Nivaldo Simões de Oliveira, apoiado pela UDN, com apoio decisivo da poderosa Móveis Cimo. Depois de uma renhida disputa eleitoral elegeu-se Nivaldo.
Mais acontecimentos na vida fazem com que certas missões sejam cumpridas e em 23/09/1963 em decorrência de enfermidade do então Prefeito Nivaldo Simões de Oliveira o então Presidente da Câmara de Vereadores Herberto Tureck o substituiu como Prefeito Interino, até 23/01/1964.
Em 15/11/1964 até 31/01/1966 foi Prefeito mais uma vez, agora eleito de forma indireta pela Câmara de Vereadores em atendimento a Lei Constitucional nº 10 da Assembléia Legislativa de SC. Suas prioridade foram o social, a saúde e a educação. Sem esquecer do atendimento do homem do interior. Instalou um britador para a conservação e melhoramento das estradas do interior e centro. Fez pontes, bueiros, escolas.
Depois de ter exercido no Poder Legislativo, no Poder Executivo de Rio Negrinho, foi atuar no Judiciário, transferiu-se para São Bento do Sul, onde passou a atuar no cargo de Escrivão do Civil, Órfãos e Anexos, da Comarca de São Bento do Sul, desempenhando a função com a competência de sempre.
Infelizmente faleceu, em 1º de junho de 1974, acometido por um derrame cerebral, aos 54 anos de idade.
Foi velado em sua casa em São Bento do Sul e na Câmara de Vereadores de Rio Negrinho, sepultado no Cemitério de Colônia Olsen, bem pertinho onde nasceu.
Herberto Tureck foi homenageado pelo povo de Rio Negrinho que deu seu nome a uma rua, no Bairro Quitandinha. O Esporte Clube Continental deu seu nome para o Estádio, que por sinal está na rua Prefeito Herberto Tureck.
Sua foto ornamenta a Galeria dos Intendentes, Prefeitos e Presidentes da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho.