Olá, seja bem-vindo! Muito obrigado pela sua visita!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI CARLOS SPEICHER ?

Carlos Speicher e Helena Olsen, em 20/07/1921 (Foto: acervo de Glicia Neidert)

Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia Josef Anton Carl Speicher, ou simplesmente Carlos Speicher, de origem alemã, que durante mais 25 anos prestou serviços em nossa cidade, com a denominação de uma importante rua, situada no bairro Vila Nova. O presente texto foi cedido pelo Arquivo Histórico de Rio Negrinho, que agradecemos pelo atendimento e gentileza, complementado com outras informações do autor deste Blog.

Josef Anton Carl Speicher, natural de Trier na Alemanha filho de Heinrich Speicher e de Regina Speicher, nasceu em 26 de janeiro de 1893.
Veio para o Brasil, bastante jovem e naturalizou-se brasileiro ficando conhecido como Carlos Speicher.
Homem de renomada cultura apreciava boa leitura sendo um apaixonado pelas artes, possuindo um grande acervo de bons livros, jornais e revistas, com grande gosto pela leitura.
Foi casado com Luisa Anna Helena Olsen, filha de Adolfo Olsen e de Magdalena Olsen, cujo enlace foi realizado em dia 15 de maio de 1920.

Residência de Carlos Speicher, atualmente demolida, situada à rua São Bernardo, com vista à rua D. Pio de Freitas (Foto: do acervo do autor do Blog)

Teve uma filha Maria de Lourdes Speicher que mais tarde casou-se com Benone Hermógenes de Oliveira, conhecido comerciante de nossa cidade.

Carlos Speicher, Helena Olsen e sua filha Maria de Lourdes (Lourdinha), em 1931 (Foto: acervo de Glicia Neidert)

Em 06 de janeiro de 1931 foi nomeado Agente Fiscal em Rio Negrinho em cujo cargo permaneceu até 1933.

Carlos Speicher foi Intendente do então Distrito de Rio Negrinho (Foto: extraída do livro "RIO NEGRINHO que eu conheci", pág. 115, 1980, de autoria do Prof. José Kormann)

Foi nomeado Intendente para o Distrito de Rio Negrinho pela Resolução nº 91 de 06 de julho de 1933 e tomou posse no dia 10 de julho de 1933 perante o então Prefeito Municipal de São Bento do Sul, Sr. Eduardo Virmond exercendo este cargo até 31 de dezembro de 1933.
Logo a seguir passou a exercer funções na empresa de Luiz Bernardo Olsen, até o seu falecimento em 31 de outubro de 1947 aos 54 anos, 9 meses e 5 dias.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Prédios Públicos de Nossa Cidade: Quem foi Pedro Henrique Berkenbrock ?


Professor Pedro Henrique Berkenbrock (Foto: extraído do site da EMEB Pedro H. Berkenbrock)
Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia o Professor Pedro Henrique Berkenbrock, que durante mais de 15 anos prestou relevantes serviços em nossa cidade, no magistério em Rio Negrinho, com a denominação de uma via pública e de uma importante Escola Municipal, ambas situadas no bairro Industrial Norte. A presente biografia tem por base o texto do livro “A TRILHA” (Volume I, 2007, págs. 272 a 275), de autoria do consultor e professor Marcos Alberto von Bahtem, publicado no Blog da EMEB Professor Pedro Henrique Berkenbrock, a quem agradecemos pela gentileza, atualizado e complementado com informações e fotos do autor do Blog.

O saudoso Prof. Pedro Henrique Berkenbrock nasceu em 1º de outubro de 1938, na localidade de São Luiz, em Imaruí – SC, filho de Henrique Berkenbrock e Josefina Boeing, agricultores. Pedro Henrique é filho caçula de uma família de nove irmãos e irmão da Beata Albertina que faleceu em 15 de abril de 1931, por defesa de sua honra, ganhando fama de mártir e santa e muitas são as pessoas que peregrinam até seu túmulo pedindo e alcançando graças. Ela foi beatificada em 19 de outubro de 2007 e poderá se tornar a segunda santa genuinamente brasileira.
Pedro Henrique ingressou no seminário aos 12 anos de idade, contrariando a vontade de seu pai. Mas embora houvesse resistência e muita tristeza pela sua partida, o garoto seguiu seu caminho, pois deseja muito estudar.
Começou a cursar o Seminário São José de Rio Negrinho, freqüentando mais tarde o Seminário Sagrado Coração de Jesus de Corupá, onde concluiu o curso ginasial. Em 1958 deixou o seminário para o sacerdócio, ingressando ao mesmo tempo no noviciado de Jaraguá do Sul, onde ficou por um ano. Esta etapa de estudos o marcou profundamente, pois a religiosidade sempre foi uma constante em sua vida. Em 1961, regressou a Rio Negrinho, após ter sentido que sua vocação não era o sacerdócio e sim a educação.
Permaneceu na cidade como professor do Ginásio São José e da Escola Técnica de Comércio, até que resolveu, em 1964 continuar seus estudos. Decidido, viajou para Curitiba, onde passou a lecionar no tradicional Colégio Bom Jesus e continuando, ao mesmo tempo, seu curso superior. No entanto, Pedro Henrique havia deixado saudade e admiração dos rio-negrinhenses. Naquele mesmo ano, foi procurado pelo Padre Luiz Gonzaga Steiner, pelo Sr. Péricles Porto Virmond e pelo Sr. Álvaro Spitzner para que retornasse a cidade de Rio Negrinho.
Colégio Cenecista São José na década de 1980 (Foto: acervo de Marilia K. Berkenbrock)
Pedro Henrique atendeu ao apelo e retornou, assumindo a direção do então Ginásio São José, hoje transformado em colégio, do qual foi diretor e administrador até seus últimos dias.
Em 1964, quando retornou a Rio Negrinho, iniciou namoro, tendo contraído matrimônio com Marília de Vasconcellos Kruger em 15 de dezembro de 1965, sendo que desta união resultou o nascimento de Patrícia, Luis Henrique e Pedro Paulo, hoje também de saudosa memória.
Equipe de professores do Colégio Cenecista São José, em 1973, da esq. p/ dir.: Prof. José Kormann, Prof. Arnaldo Almeida Oliveira, Prof. Valdir Vegini, Prof. Antonio Serafim Venzon, Prof. Pedro H. Berkenbrock, Profª Maria Bernadete Trapp, Profª Marilia K. Berkembrock, e seus filhos Pedro Paulo  e Luiz Henrique, Profª Marli Junctum e a secretária Maria Bernadete Gonçalves Peyerl (Foto: acervo de Marilia K. Berkenbrock)
Suas atividades não se resumiram ao magistério. Professor Pedrinho chegou a tentar um mandato político ao candidatar-se a prefeito pela extinta ARENA, em 1976, não conseguindo se eleger. Foi também o primeiro líder das grandes gincanas de Rio Negrinho, defensor e praticante de um grande número de modalidades esportivas. Além disso, foi defensor intransigente das causas comunitárias, tendo participado ativamente da vida cultural de sua cidade. Foi um dos fundadores da Escola de Pais do Brasil,  em Rio Negrinho.

Osmar N. Jablonski, Pedro H. Berkenbrock, Dona Mazinha e Alvaro Guerreiro Kruger, em outubro de 1972. (Foto: acervo de Marilia K. Berkenbrock)
Seu grande mérito foi fazer do Colégio São José, estabelecimento exemplar, atraindo a atenção das personalidades ligadas à educação em Santa Catarina e também de ter conseguido verbas para construir o primeiro Ginásio de Esportes coberto de nossa cidade, que recebeu o nome de Ginásio de Esportes Osny Vasconcellos.
Seu espírito empreendedor foi responsável por grandes conquistas na área do ensino rionegrinhense. O professor Pedrinho, como era chamado, sempre soube contornar as situações difíceis e elevar o padrão do Colégio são José, fazendo o estabelecimento ganhar relevo no contexto educacional catarinense. Conseguiu ainda, atender a uma das maiores aspirações dos estudantes rionegrinhenses, fazendo retornar o Curso Técnico de Contabilidade atraindo alunos das cidades vizinhas.
Em conversas com amigos, Professor Pedrinho revelou que seu patrono e mentor espiritual era São Pedro, o apóstolo. E explicou: “ele era mais ou menos como eu. Era humano, tinha problemas, traiu Jesus, mas depois soube se arrepender e por isso foi nomeado Papa. Não foi o santo que nunca Errou. Sou humano, procuro fazer aquilo que posso fazer, mas sei que não sou perfeito”.
Professor Pedrinho faleceu dia 7 de março de 1981, aos 42 anos de idade, depois de uma partida de futebol com amigos, quando foi vitimado por um ataque cardíaco fulminante.
Grande homem, grande pai, grande amigo, grande educador. Professor Pedrinho é uma pessoa que por todo o carinho que teve com todos que o conheceram será sempre lembrado e impossível de ser esquecido.
Imagem da EMEB Prof. Pedro H. Berkenbrock, quando foi inaugurada em 27/10/1996 (Foto: acervo do site da EMEB Prof. Pedro H. Berkenbrock)
Imagem atual da EMEB Prof. Pedro H. Berkenbrock (Foto: acervo do site da EMEB Prof. Pedro H. Berkenbrock) 
Como forma de homenagear a sua memória, em agosto de 1986, uma via pública, e posteriormente em 27/10/1996, foi inaugurada uma Escola Municipal, ambas situadas no Bairro Industrial Norte, pelo então prefeito Romeu Ferreira de Albuquerque, atualmente com a denominação de Escola Municipal de Educação Básica Professor Pedro Henrique Berkenbrock.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

PRÉDIOS PÚBLICOS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI CARLOS LAMPE ?

Carlos Lampe (esq.), sua esposa Ema e seus filhos Oswaldo, Bráulio e Alcides. Somente anos mais tarde nasceu o filho caçula, Milton (Foto: extraído do livro "A Trilha", vol. I, pág. 64)

Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia Carlos Lampe, de origem são-bentense, que durante mais de 45 anos prestou serviços em nossa cidade, no pioneirismo da indústria metal mecânica em Rio Negrinho, com a denominação do Museu Municipal, situada no centro da cidade, no Casarão Zipperer. A presente biografia tem por base o texto do livro “A TRILHA” (Volume I, 2007, págs. 64 a 66), de autoria do consultor e professor Marcos Alberto von Bahtem, o texto fornecido pelo Arquivo Municipal de Rio Negrinho, e o site das empresas Fábrica de Máquinas Lampe Ltda. e M. Lampe e Cia. Ltda. - MELA, a quem agradecemos pela gentileza, complementado com informações do autor do Blog.


Carlos Lampe nasceu em 08 de janeiro de 1900, em São Bento do Sul, filho de Roberto Lampe, natural da Alemanha e Berta Zimm Lampe, natural da Áustria. Casou-se com Emma Greipel Lampe, nascida em 11 de outubro de 1902, filha de Vitor Greipel e Lina Rudnik Greipel, falecida em 02 de outubro de 1969, com quase 67 anos. Carlos e Emma tiveram quatro filhos: Alcides, Osvaldo, Bráulio e Milton. Faleceu em 16 de dezembro de 1971.

Máquinas Lampe em 1928 (Foto: acervo do site "Máquinas Lampe de Rio Negrinho")

Carlos Lampe iniciou suas atividades com uma serraria de madeira no interior de Rio Negrinho, numa região que pertence ao distrito de Volta Grande. O local era aproximadamente onde hoje se encontra a CVG – Cia. Volta Grande.
Naquela época, as estradas eram caminhos que só permitiam o transporte de madeira com carroças. Anos mais tarde, Carlos Lampe e Ignácio Kohlbeck, que possuía uma ferraria em Rio Negrinho, resolveram trocar as suas propriedades. Isso aconteceu ao redor em 1928 com vantagem recíproca. Como Carlos Lampe era de profissão mecânico, a empresa iniciou suas atividades em 1928, tendo como atividade inicial, a fabricação de carroças e implementos agrícolas, tipo foices, enxadas, machados, descascador de arroz, milho entre outros, nominada Oficina Mecânica Carlos Lampe.


Máquinas Lampe em 1928 (Foto: acervo do site "Máquinas Lampe de Rio Negrinho")

Durante a Segunda Guerra Mundial, devido ao racionamento de combustível, imposto pelo governo, a empresa especializou-se na fabricação de gasogênio para veículos e caminhões. Equipamento este que retirava o gás da madeira e carvão usando-o como combustível.
Na década de 50, paralelamente a linha de implementos agrícolas, guinchos e gasogênio, a empresa iniciava a fabricação de uma linha de máquinas para madeira, tais como: desempenadeiras, furadeiras e o primeiro torno copiador semi-automático para madeira no Brasil, com o qual se consolida no mercado até hoje.
Sua indústria passou a ser conhecida em outras regiões e para tanto, em 1949, contratado pela Cia de Terras Norte do Paraná para fornecer e dar assistência aos guinchos que efetuavam na época a destoca. Pela passagem por Apucarana – PR. Empolgado pelo desenvolvimento que já se fazia ver na região, motivou seu filho Osvaldo Lampe instalar uma oficina, que inicialmente prestava serviços de locomóveis e máquinas em geral. 
Em 1951, é fundada a MELA Metalúrgica Lampe Ltda na Cidade de Apucarana, sob o comando dos filhos mais velhos Alcides e Osvaldo. 
Na década de 50, paralelamente a linha de implementos agrícolas, guinchos e gasogênio, a empresa iniciava a fabricação de uma linha de máquinas para madeira, tais como: desempenadeiras, furadeiras e o primeiro torno copiador semi-automático para madeira no Brasil, com o qual se consolida no mercado até hoje.
Em 1958, passa a denominar-se “Carlos Lampe & Filhos Ltda.”, entrando na sociedade seus quatro filhos, Alcides, Osvaldo, Bráulio e Milton. 
Em 1973, a empresa passa-se denominar “Fabrica de Máquinas Lampe Ltda. Em Agosto de 1991, é criada a Lampe Comércio e Representações Ltda., no intuito de facilitar a comercialização de maquinários que as indústrias moveleiras necessitavam e que não faziam parte da produção da empresa. Trabalhando com máquinas novas e usadas, representação e distribuição. 
A Lampe Equipamentos Industriais Ltda. foi fundada em 20 de agosto de 2000, tendo como ramo principal à fabricação de equipamentos para movimentação e armazenagem de matéria prima do setor moveleiro.



Máquinas Lampe atualmente (Foto: acervo do site "Máquinas Lampe de Rio Negrinho")


Seguindo a tradição familiar, hoje estão no comando a 3ª geração da família de Carlos Lampe, tanto em Rio Negrinho, como na região de Apucarana e Arapongas.
Carlos Lampe teve sua participação comunitária como um dos fundadores e presidente da Associação Hospitalar de Rio Negrinho, hoje Fundação. Na sua gestão trouxe os primeiros médicos para atuar em Rio Negrinho. Contribuiu no desenvolvimento educacional trazendo o CENEG – Centro Educacional Nacional de Educandários Gratuitos, órgão coordenador do ensino secundário hoje Colégio Cenecista São José.
Em 1880, o Lions Clube de Rio Negrinho doou ao município, o acervo de Geologia e, a comunidade colaborou, doando o acervo de antiguidades. O Museu foi instalado na Casa que foi de Carlos Lampe, situada na rua Pedro Simões de Oliveira, ao lado da Fábrica de Máquinas Lampe, que foi cedida à Prefeitura pelo sistema de Comodato. O Museu recebeu o nome de Carlos Lampe, numa homenagem ao pioneiro da Indústria Metal Mecânica em Rio Negrinho.

sábado, 9 de agosto de 2014

PRÉDIOS PÚBLICOS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI AURORA SIQUEIRA JABLONSKI ?

Professora Aurora Siqueira Jablonski (Foto: acervo do autor do Blog)
Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia Aurora Siqueira Jablonski, de origem paranaense, que durante mais de 10 anos prestou serviços ao magistério, com a denominação de uma das mais importantes escola de nossa cidade, situada no bairro Bela Vista. O presente texto foi fornecido pelo Arquivo Municipal de Rio Negrinho, a quem agradecemos pela gentileza, complementado com informações do autor do Blog.

Nasceu em Guarapuava-Pr, em 13 de dezembro de 1916, filha de Marcelino Ferreira dos Santos e Maria Joaquina Siqueira, tinha mais um irmão que se chamava Brasilio Siqueira Ribas.
Estudou no Colégio Santos Anjos de Porto União da Vitória Pr. Sendo sempre uma aluna exemplar, cujo o nome sempre estava inscrito em "Quadro de Honra".
Casou-se no dia 28 de dezembro de 1940 em Três Barras, na Igreja São João Batista, com Rodolfo Jablonski. Desse enlace matrimonial teve 04 filhos: Osmar Nei Jablonski, Maria Aparecida Jablonski, João Alexandre Jablonski e Marco Aurelio Jablonski.
Iniciou sua carreira de Professora em Guarapuava. Trabalhou muitos anos em Três Barras como professora, no Grupo Escolar General Osório. Vindo para Rio Negrinho, no ano de 1950 e trabalhou no Grupo Escolar Marta Tavares até o ano de 1960. Foi uma professora muito querida por todos, e muito exemplar e de muita responsabilidade. Veio a falecer no dia 15 de setembro de 1960, com 44 anos de idade, ano em que completaria 25 anos de carreira profissional. AURORA SIQUEIRA JABLONSKI, um orgulho de mãe, um orgulho como professora.
Escola Municipal Professora Aurora Siqueira Jablonski (Foto: acervo do autor do Blog)
Como forma de homenagear a sua memória, a então Escola Estadual Reunidas, situada no Bairro Bela Vista passa a ser chamada oficialmente de "Aurora Siqueira Jablonski", pelo Decreto NSE 5.947 de 13 de outubro de 1967, que foi publicado no Diário Oficial do dia 26 de maio de 1970. Um dia antes, 25 de maio de 1970, é publicado o Decreto NSE 9.094 que transformou a Escola Reunidas em Grupo Escolar Aurora Siqueira Jablonski. Atualmente esta unidade escolar é municipalizada com a denominação de Escola Municipal de Educação Básica Professora Aurora Siqueira Jablonski.

domingo, 3 de agosto de 2014

PRÉDIOS PÚBLICOS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI A PROFESSORA MARTA TAVARES ?

Professora Martha Marieta Tavares Leal (Foto: extraída do site da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho)
Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia Martha Marieta Tavares Alves, ou simplesmente Professora Marta Tavares, de origem são-bentense, que durante 16 anos prestou serviços ao magistério, com a denominação da mais antiga escola em atividade em nossa cidade, situada no bairro Cruzeiro. O presente texto foi extraído do site oficial da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho, publicado em 13/09/2013, e, complementado com informações do autor do Blog.

MARTA MARIETA TAVARES ALVES nascida em São Bento do Sul, em 24 de dezembro de 1888, filha de Manoel Gomes Tavares, brasileiro e Martha Richter Tavares, natural da Saxônia, na Alemanha. Seu pai Manoel Gomes Tavares foi prefeito de São Bento do Sul, de 01/01/1903 até 31/12/1914.
Suas duas irmãs Ceci e Ilsa Thadia também foram professoras. Delas escreveram Osny Vasconcellos e Alexandre Pfeiffer em "São Bento - Cousas do Nosso Tempo" (1991, 362, 366, 218-220): “Quem da nossa geração, pode negar o valor profissional das educadoras Martha e Ilsa Tavares e sua contribuição na formação moral e intelectual da juventude são-bentense, na época? Educadoras natas, trouxeram do berço as qualidades que revelavam no desempenho do sacerdócio. Eram ambas filhas de Manoel Gomes Tavares, varão ilustre, originário de um dos troncos vicentinos do litoral norte-catarinense e que estabeleceu-se na novel colônia serrana, à qual trouxe, com sua presença marcante, as primeiras manifestações de brasilidade".
Até seus 14 anos Martinha (como era mais conhecida) estudou na escola Alemã, indo após para Curitiba onde cursou a Escola Normal, terminando seus estudos em 1908.
Em 1910 foi nomeada para reger a escola pública no município de Lapa, PR.
Em 1911 foi, a pedido, removida para Fragosos, município de Rio Negro, PR.
Em 1912 tendo vagado a escola pública de São Bento, foi para lá nomeada. Exerceu este cargo até 15 de agosto de 1918, data em que passou a dirigir o Grupo Escolar “Professor Orestes Guimarães”, então Escolas Reunidas São Bento.
Casou-se com Francisco Theotônio Alves, funcionário estadual, em 24 de junho de 1918, acompanhando-o em suas remoções.
Em 1919 foi, a pedido, removida para Porto União, onde foi diretora das, então “Escolas Reunidas”, até 1921. Nesse ano foi removida para São Francisco, onde exerceu o cargo de professora do Grupo Escolar “Felipe Schmidt” e Escola Complementar anexa.
Desse grupo foi removida em 1923 para o “Silveira de Souza” em Florianópolis, onde, por algum tempo, exerceu interinamente a direção.
Em 1926 voltou novamente para São Francisco, onde se achava lecionando no Grupo Escolar “Felipe Schmidt”. Aí adoeceu.  Faleceu aos 15 de abril de 1928 em Joinville, onde fora se tratar e em cujo cemitério municipal jazem seus restos mortais.

Grupo Escolar Professora Marta Tavares (Foto:acervo de Foto Weick)
Profundamente religiosa, nunca teve filhos e se dedicava à educação e instrução da infância, que amava de todo o seu coração. Ex-alunos seus de São Bento do Sul, que se transferiram para Rio Negrinho, (famílias Zipperer, Jung e Ehrl) querendo prestar uma homenagem à sua professora, pediram ao Governador do Estado, na época Sr. Nereu Ramos, que desse o nome de “MARTA TAVARES” ao Grupo Escolar fundado em Rio Negrinho, em 1933. 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

OS PRIMEIROS REGISTROS DE HABITANTES EM RIO NEGRINHO !

Henrique Fendrich, jornalista e pesquisador histórico são-bentense (Foto: extraído do site do Jornal Evolução de São Bento do Sul)

NOTA DO BLOG: O texto abaixo foi publicado em 26/10/2012, no facebook grupo Rio Negrinho no Passado, de autoria de Henrique Fendrich, jornalista e pesquisador histórico são-bentense, atualmente residindo em Brasília (DF), colunista do Jornal Evolução de São Bento do Sul e mantenedor do Blog São Bento no Passado.

A primeira vez que o nome de Rio Negrinho aparece em um livro de registros da Igreja Católica de São Bento do Sul ocorre aos 25.11.1877, ocasião em que foi batizada Quintiliana, filha de Fidélis da Luz e Joanna de Siqueira, "moradores no Rio Negrinho deste distrito", sendo avós paternos Bento da Luz e Maria Isabel e avós maternos Manoel de Siqueira e Joaquina Maria. Foram padrinhos Amaro de Carvalho e Brandina Simões de Oliveira.

Amaro de Carvalho e sua esposa, ele de Rio Negro e ela de Curitiba, aparecem em janeiro do mesmo ano como moradores dos Campos de Lençol. O registro mais antigo de Lençol é de novembro de 1876, quando foi batizada uma filha de Fabiana Carvalho, da Lapa, com pai incógnito (o marido estava ausente há cinco anos) e também Inez, uma das filhas do Antônio Ferreira de Lima com Maria Evangelista de Faria.

Em 27 de novembro de 1877, houve também o batizado de uma criança filha de João Mariano e Rita Maria, moradores dos Campos de Lençol.

O batizado foi na capela dos polacos, lá na Estrada Wunderwald. Ou seja, longe pra burro de Rio Negrinho, considerando que havia uma capela no centro de SBS.

Muita gente de São José dos Pinhais entre os primeiros moradores de Rio Negrinho, como acontecia também com São Bento. 

Na década de 1870, estimo em quase 50% os brasileiros na região, dos quais mais de 80% eram de São José dos Pinhais. (Fonte: texto de Henrique Fendrich)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

FOI EM JUNHO DE 1891 A PRIMEIRA GRANDE ENCHENTE DE RIO NEGRINHO !

Imagem de pequena enchente, onde vê-se a rua Jorge Zipperer e o alagamento da Travessa Domingos Ferreira de Lima, na década de 1940 (Foto: acervo de Helmar Klaumann)

NOTA DO BLOG: Erroneamente várias autoridades municipais tem divulgado que a grande enchente que sofremos recentemente no período de 07 a 14 de junho de 2014 foi a terceira maior catástrofe deste gênero que sofremos. A verdade histórica é que a recente grande enchente, se constitui a quarta maior registrada, a começar pela primeira grande enchente que se tem registro que foi em junho de 1891, a segunda em maio/junho de 1983, a terceira em maio/junho de 1992 e a quarta em junho de 2014. Outras de pequeno porte sempre as tivemos. Como prova transcrevemos o texto abaixo, publicado em 23/09/1948, por ocasião da comemoração dos 75 anos da Fundação de São Bento do Sul, que relata com destaque a grande enchente de junho de 1891. Nossos agradecimentos ao Arquivo Histórico de São Bento do Sul pela gentileza da cessão do texto e pelo atendimento.

Imagem de enchente, onde vê-se a rua Duque de Caxias, na década de 1940 (Foto: acervo de Helmar Klaumann)

“Em junho de 1891, em todo planalto do Sul do Brasil choveu torrencialmente durante 10 a 15 dias, provocando enchentes nunca vistas; o Rio Negrinho, subiu 7,75 metros sobre o seu nível, tendo a enchente atingido seu máximo no dia 21 de junho e os citados Snrs. José Brey e Luiz Scholz sofreram grandes prejuízos. Também foram destruídas pelas águas, as pontes sobre o Rio Negrinho, Rio dos Bugres e igualmente a importante ponte sobre o Rio Negro na cidade vizinha do mesmo nome. Todo município de São Bento e todo o planalto catarinense e paranaense sofreram grandes prejuízos. Em nossa zona não houve vítimas pessoais”. (Fonte: “EDIÇÃO COMEMORATIVA AO 75º ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DE SÃO BENTO HOJE SERRA ALTA”, pág. 19, publicado em 23/09/1948, de autoria da Profª Alda Moeller, Ervino Treml e Irineu Zimmermann). 

Imagem de enchente, onde vê-se a rua da Estação (atual rua Jorge Zipperer), defronte a Igreja Matriz e o Salão Lampe, na década de 1930 (Foto: acervo de Foto Weick)