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terça-feira, 22 de julho de 2014

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI O PADRE HENRIQUE MULLER ?

Padre Henrique Muller (SCJ) que desenvolveu fecundo trabalho em São Bento do Sul, atuando aí por 16 anos como pároco. Foi relevante seu trabalho na construção da primeira Igreja Matriz.
Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia com a denominação de uma importante rua no bairro Alegre, um ilustre religioso, de origem alemã, que durante 38 anos prestou serviços desinteressados em terras catarinenses. Trata-se do religioso Padre Henrique Muller (Meller). Nosso município coirmão de São Bento do Sul também empresta o nome do Padre Henrique Muller a uma via naquela cidade. O presente texto se baseia na “Revista Comemorativa ao 100º Aniversário de Criação da Paróquia Puríssimo Coração de Maria”, de São Bento do Sul, publicada em 31/12/2001)

Nasceu em Colônia, Alemanha, em 10/01/1869, filho de uma tradicional família. Cedo alvoreceram-se pendores para o sacerdócio.  Estudou na Escola Apostólica de Clair Fontaine onde persolveu o ciclo humanístico; passou depois para Sittard onde perfaz o noviciado assimilando na solidão o espírito da congregação, após foi admitido aos primeiros votos.
Na Faculdade de Luxemburgo dedicou-se aos estudos da teologia e filosofia, ao término dos quais ordenou-se sacerdote em 10/08/1902.
Desembarcou em Florianópolis na Festa de São Sebastião em 20/01/1904 e reuniu-se aos seus confrades na igreja da ordem dos dehonianos na mesma cidade.
Durante quase 40 anos trabalhou em paróquias de Santa Catarina, nas quais em todas elas ele foi pároco. São elas:
- Paróquia Puríssimo Coração de Maria, em São Bento do Sul, por 4 vezes: 1ª -1905/1906; 2ª – 1919/1920; 3ª – 1925/1932; e, 4ª – 1935/1940.
- Paróquia São Luiz Gonzaga, em Brusque, por 2 vezes: 1ª – 1907/1911; e, 2ª – 1913/1919.
- Paroquia São Sebastião, em Jaraguá do Sul, por 2 vezes: 1ª – 1912 (pouco tempo); e, 2ª – 1932/1934.
Nos últimos anos de vida trabalhou como capelão no Hospital de Tubarão (SC). Após penosos sofrimentos, suportados eficazmente em espírito de amos e reparação ao seu Divino Amigo, entre as preces de seus confrades entregou sua alma sacerdotal nos braços do Coração de Jesus, aos 23/06/1942, em Tubarão, onde seus restos mortais estão sepultados.
Para a Paróquia de São Bento do Sul trouxe o hostensório da Igreja Matriz, que trouxe de sua terra natal. Logo após assumir a primeira vez a paróquia de São Bento do Sul incentivou com vigor a construção do novo prédio da Igreja Matriz, que foi inaugurado em 06/01/1907, ainda sem a torre, já com o novo pároco Padre João Stolte (SCJ), participando, porém, do evento, ainda, com as presenças do Padre José Foxius (SCJ) e o cônego José Ernser.

sábado, 19 de julho de 2014

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI GETULIO VARGAS ?

Getulio Vargas, Presidente da República por duas ocasiões
Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia com a denominação de uma importante rua um ilustre político gaúcho, que governou o Brasil por duas ocasiões. Trata-se de Getúlio Dornelles Vargas que mudou o panorama político brasileiro. O presente texto tem por base o site da UOL e em pesquisas do autor do Blog.

Getúlio Dornelles Vargas nasceu no dia 19 de abril de 1882, em São Borja, no Rio Grande do Sul. Ingressou na política em 1909, como deputado estadual pelo PRP (Partido Republicano Rio-Grandense). De 1922 a 1926, cumpriu o mandato de deputado federal. Ministro da Fazenda do governo Washington Luís, deixou o cargo em 1928, quando foi eleito para governar seu Estado. Foi o comandante da Revolução de 1930, que derrubou o então presidente Washington Luís.
Ocupou a presidência nos 15 anos seguintes e adotou uma política nacionalista. Em 1934, promulgou uma nova Constituição. Em 1937, fechou o Congresso, prescreveu todos os partidos, outorgou uma Constituição, instalou o Estado Novo e governou com poderes ditatoriais. Nesse período, adotou forte centralização política e atuação do Estado.
Na área trabalhista, criou a Justiça do Trabalho (1930), o Ministério da Justiça e o salário mínimo (1940), a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) (1943), a carteira profissional, a semana de 48 horas de trabalho e as férias remuneradas. Na área estatal, criou a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945) e entidades como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -1938). Foi derrubado pelos militares em 1945.
Voltou à presidência na eleição de 1950, eleito pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), que ajudou a fundar. No último mandato, criou a Petrobrás. O envolvimento do chefe de sua guarda pessoal no atentado contra o jornalista Carlos Lacerda levou as Forças Armadas a exigir sua renúncia no último ano do mandato.
Suicidou-se em meio à crise política, com um tiro no peito, na madrugada de 24 de agosto de 1954, dentro do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, deixando uma carta-testamento em que apontava os inimigos da nação como responsáveis por seu suicídio.
(Fonte: Texto extraído do site da UOL e com base nas informações do Centro de Informação de Acervos dos Presidentes da República e Almanaque Abril)

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI LEOBERTO LEAL ?

Deputado Leoberto Leal (centro)

Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia com a denominação de importantes ruas, três ilustres políticos catarinenses, que foram atingidos por uma fatalidade de um acidente aéreo em 16/06/1958. Este acidente que vitimou Jorge Lacerda, então governador de SC, o senador Nereu Ramos e o deputado federal Leoberto Leal mudou o panorama política de Santa Catarina. O presente texto tem por base o site "Wikipédia, a enciclopédia livre" e em pesquisas do autor do Blog.


Nascido em 04 de julho de 1912, no município de Tijucas (SC) e faleceu em 16 de junho de 1958, em São José dos Pinhais (PR), Leoberto Laus Leal foi filho de Miguel da Silva Leal e de Isaura Laus Leal. 
Note-se que Laus é um sobrenome alemão, entrado na região através da Colônia alemã de Armação da Piedade. Leoberto Leal foi casado com Ivone Bruegmann, havendo deixado descendentes.
Cursou primário em Lages, Concluiu o curso secundário no Colégio Catarinense, 1931, em Florianópolis. Bacharel em Direito, pela Universidade do Rio de Janeiro, em 1936.
Em Florianópolis foi advogado de menores. Secretário de Estado da Viação, Obras Públicas e Agricultura, 1947-1950. Foi Deputado Federal por SC, na 39ª legislatura (1951-1954) e reeleito na 40ª legislatura (1955-1958), eleito pelo Partido Social Democrático (PSD). 
Faleceu em 16-6-1958, num desastre aéreo, em Curitiba, quando também pereciam o Governador Jorge Lacerda e o Senador Nereu Ramos.
Homenageando ao Deputado Leoberto Laus Leal, seu nome é lembrado na denominação do município catarinense de Leoberto Leal. Em nossa cidade de Rio Negrinho Leoberto Leal é lembrado numa rua transversal à rua Willy Jung.

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI NEREU RAMOS ?

Dr. Nereu Ramos, Governador de SC e Presidente Interino do Brasil (Imagem oficial da Presidencia de República)
Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia com a denominação de importantes ruas, três ilustres políticos catarinenses, que foram atingidos por uma fatalidade de um acidente aéreo em 16/06/1958. Este acidente que vitimou Jorge Lacerda, então governador de SC, o senador Nereu Ramos e o deputado federal Leoberto Leal, mudou o panorama política de Santa Catarina. O presente texto tem por base o site "Wikipédia, a enciclopédia livre" e em pesquisas do autor do Blog.

Filho de Vidal Ramos, governador de Santa Catarina entre 1910 a 1914, formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1909. Foi deputado estadual na7ª legislatura (1910-192 e na 10ª legislatura (1919-1921). Em 1927 foi fundador e primeiro presidente do Partido Liberal Catarinense. Em 1930 foi eleito deputado federal, mas com o fechamento do congresso teve seu mandato extinto. Apoiou a Revolução Constitucionalista de 1932 e em 1933 foi eleito deputado constituinte com a maior votação do Estado de SC. Foi um dos 26 deputados integrantes da comissão encarregada de examinar o anteprojeto de constituição preparado pelo Governo Provisório da Revolução de 1930. Em 1935 foi eleito Governador de SC, sendo nomeado interventor em 1937, permanecendo neste cargo até 1945. Foi eleito simultaneamente deputado e senador pelo PSD em 1946. Presidente da Câmara de Deputados, em 1951, e vice-presidente do Senado, em 1955.
Como 1º Vice-presidente do Senado Federal, Nereu Ramos assumiu a presidência após o suicídio do titular, Getúlio Vargas, e o impedimento do vice-presidente, Café Filho, e do impedimento do presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, liderados pelo General Henrique Lott no Movimento 11 de Novembro.
Coube a Nereu Ramos, em sua breve passagem pela presidência do Brasil, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956, sob estado de sítio, completar o quinquênio presidencial.
A crise política em que mergulhara o país, após o suicídio de Getúlio Vargas, projetou a figura do Ministro da Guerra Henrique Lott, por ter assegurado tanto a posse de Juscelino Kubitscheck e de João Goulart, eleitos em 1955, como a continuidade democrática. Com a posse de Juscelino Kubitschek, Nereu assumiu o Ministério da Justiça. Em 1957 voltou ao Senado, demitindo-se do ministério.
Faleceu em 16 de junho de 1958, em desastre aéreo. O avião, um Convair CV-440 de matrícula PP-CEP da Cruzeiro do Sul, procedente de Florianópolis, acidentou-se durante o pouso em São José dos Pinhais, vitimando 18 dos 24 ocupantes. Também faleceram no acidente os políticos catarinenses Jorge Lacerda, governador de Santa Catarina na ocasião, e Leoberto Leal, então deputado federal por Santa Catarina.
Foi sepultado no Rio de Janeiro. Seus restos mortais foram depois transladados para Lages, sua cidade natal, sendo resguardados no Memorial Nereu Ramos, juntamente com um acervo de documentos e fotografias, e também partes do avião acidentado.

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI JORGE LACERDA ?

Dr. Jorge Lacerda, Governador de SC (Imagem extraída do site do MASC, de autoria do pintor Martinho de Haro)

Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia com a denominação de importantes ruas, três ilustres políticos catarinenses, que foram atingidos por uma fatalidade de um acidente aéreo em 16/06/1958. Este acidente que vitimou Jorge Lacerda, então governador de SC, o senador Nereu Ramos e o deputado federal Leoberto Leal mudou o panorama política de Santa Catarina. O presente texto tem por base o site "Wikipédia, a enciclopédia livre" e em pesquisas do autor do Blog.

Filho de imigrantes gregos, Komninos Giorgis Lakierdis e Anastácia Joanides Lakierdis, da Ilha de Kastelorizon, Jorge Lacerda nasceu em Paranaguá, em 20/10/1914. Ele iniciou seus estudos primários na Escola Paroquial de Paranaguá, em 1922, cinco anos mais tarde, em 1927, ele fez o ginasial no Colégio Catarinense, em Florianópolis. Em 1932 ele ingressou no Partido Integralista, onde ele conheceu os intelectuais da época: Plínio Salgado, San Thiago Dantas e Augusto Frederico Schmidt.
Jorge Lacerda formou-se em medicina em 1937, pela Faculdade de Medicina do Paraná. Viveu por muitos anos no Rio de Janeiro, onde foi jornalista da área de cultura e oficial de gabinete do ministro da Justiça Adroaldo Mesquita da Costa. Em 1940, no Rio de Janeiro, então Capital da República, ele trabalhou no jornal “A Manhã”, sendo assessor do diretor Cassiano Ricardo.
Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Niterói (RJ) em 1949. Elegeu-se deputado federal pelo PRP em 1950. Depois, reelegeu-se em 1954. Casa-se com D. Kyrana Atherino - 1942, também de descendência grega, e nascem duas filhas: Irene e Zoê. Nove anos depois nasceria Cristina. É médico do antigo Serviço de Assistência aos Menores – SANDU. Em 1945, é candidato a deputado federal por Santa Catarina, pelo Partido de Representação Popular – PRP, a antiga Ação Integralista Brasileira. Tem boa votação, mas não se elege por não ter a legenda partidária necessária. No jornal “A Manhã”, funda e assume a direção do Suplemento “Letras e Artes”, em 1946. Tem como colaboradores escritores e artistas de renomes nacionais: Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Raquel de Queiroz, João Condé, Louis Wiznitzer, Brito Broca, Ledo Ivo, Lygia Fagundes Telles, Dinah Silveira de Queiróz, José Lins do Rego, Santa Rosa. Este seria uma adaptação do antigo Suplemento “Autores e Livros”, de Múcio Leão, pertencente à Academia Brasileira de Letras. Agora o Suplemento enfocaria todos os tipos de artes, não só a literatura, mas também o cinema, o teatro, a pintura, a filosofia. Jorge Lacerda dirige um espaço que não distingue a concepção política. Quando a pessoa realmente tem uma vocação artística, ela é divulgada. Não importando se é comunista, como no caso de Portinari, ou da situação (governo do General Dutra). Além do enfoque nos acontecimentos culturais, há, ainda, um espaço para os novos escritores divulgarem os seus trabalhos. Com uma nova edição jornalística e abrangendo todas as classes de artistas, o Suplemento “Letras e Artes” representa um marco importante na literatura brasileira.
Assessor do Ministro da Justiça Adroaldo Mesquita da Costa – 1948. Numa época em que o país vive o período do pós-guerra contra a Alemanha, Jorge ajuda os imigrantes e empresários catarinenses do Vale do Itajaí. Cola grau na Faculdade de Direito de Niterói – 1949. Deputado Federal em 1950, pelo Partido de Representação Popular – PRP, agora em coligação com a União democrática Nacional – UDN. Consegue a reeleição em 1954. Jorge viaja com freqüência para o interior de Santa Catarina, para ouvir a população mais distante da Capital. E incentiva a montagem de maquinários de hospitais em cidades distantes dos grandes centros urbanos: Itapiranga, Ituporanga e Caçador. Jorge Lacerda se elege ao governo de Santa Catarina, pelo PRP, novamente em coligação com a UDN, em 31 de janeiro de 1956.
Suas principais obras no Governo Estadual são:
- Criação da Sociedade Termelétrica de Capivari – SOTELCA, em 1957, usina termelétrica que garantiria a independência energética do Estado. Sendo, depois, a usina geradora da ELETROSUL. Hoje, o nome da usina é Termelétrica Jorge Lacerda, e com a administração da empresa Tractebel Suez. Sendo a maior termelétrica da América Latina, com uma capacidade de produção de 854 MW de energia;
- Construção de 48 escolas no Estado. Incluindo o Instituto Estadual de Educação, atualmente com 7.000 alunos. São iniciadas as bases para a construção da Universidade Federal de Santa Catarina e, ainda, a Universidade de Engenharia de Joinville;
- Construção de 50 pontes e 10 estradas, como a conclusão da primeira estrada asfaltada estadual, ligando Blumenau à Itajaí e reforma da estrada D. Francisca, que liga a BR-101 à São Bento do Sul;
- Construção do Fórum de Tubarão, da Coletoria de Joaçaba e o Edifício das Diretorias em Florianópolis;
- Construção de diversas obras isoladas: 4 delegacias de polícia, 7 postos de saúde, instalações da Maternidade Carmela Dutra, uma usina emergencial de energia, uma subestação transformadora, um posto de puericultura, uma residência e 4 prédios para o DER.
O seu governo é marcado por uma reestruturação em termos gerais da administração. Quando recebeu o governo das mãos do ex-governador Irineu Bornhausen, o saldo na balança financeira estadual era positivo. Fato que continua até o final de seu governo e do vice-governador Heriberto Hülse, que tomaria posse no seu cargo, logo após o seu falecimento.
O Estado de Santa Catarina entra em acordo com Rio Grande do Sul, Paraná, e São Paulo, através dos governadores Moisés Lupion, Ildo Meneghetti e Jânio Quadros. Para agilizar o tráfego e aquisição dos produtos advindos de seus Estados. Com o governador Ildo Meneghetti, inicia-se um estudo para o aproveitamento da bacia hidrográfica do rio Uruguai.
Todos os municípios recebem pontualmente os 5%, na distribuição das verbas estaduais, como constante no artigo 5º da Constituição Federal. São Paulo é um dos únicos Estados brasileiros a honrar este compromisso, e pagando apenas 4% da cota.
Acontece o maior aumento do funcionalismo público estadual, com 70% dos seus vencimentos.
Jorge Lacerda mostra, em 31 de janeiro de 1958, ao completar 2 anos de governo, as realizações de sua administração no Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis. Com exposições de fotos das obras em execução em todo o Estado.
Na área cultural há um incentivo a todas as classes de artistas. O governador viaja para São Paulo, onde financia a apresentação da Ópera Anita Garibaldi, do maestro Heinz Geyer, no Teatro Municipal de São Paulo. No cinema, tem-se o apoio do governo para a gravação do primeiro longa-metragem catarinense: “O Preço da Ilusão”, de Armando Carreirão e Salim Miguel. Que, também, fazem parte do Grupo Sul e lançam, com a ajuda do governo, a Revista Litoral. É nesse governo que acontece a reforma do Museu de Arte de Santa Catarina.
Em 18 de abril de 1958, é publicado no Diário Oficial, o Decreto nº7, para a construção da nova Biblioteca Pública Estadual de Florianópolis, com Centro de Pesquisas, no pátio do Palácio Cruz e Souza. Este projeto é elaborado no Rio de Janeiro, pelos arquitetos Oscar Niemeyer Filho e Flávio de Aquino. Este fato não fora concretizado, entre tantos outros, como a usina siderúrgica de Laguna, devido à morte prematura do governador.
É feito o primeiro Levantamento Aerofográfico de Santa Catarina. Para auxiliar na expansão das estradas e nos estudos das bacias hidrográficas. Santa Catarina colabora com a madeira e com provimentos alimentícios para a construção de Brasília, a nova Capital Federal.
No dia 15 de junho de 1958, a convenção do PSD, em Florianópolis escolhe Carlos Gomes de Oliveira para candidato ao senado. Antes eles teriam escolhido Plínio Salgado. Jorge Lacerda mostra-se surpreso, pois saberia desta opção. Isto é, um candidato ao senado sendo o presidente do seu partido e pertencente a uma chapa de oposição a sua.
Jorge deveu muito sua eleição a Irineu, que seria o candidato da UDN ao senado. E resolve viajar no dia seguinte, em 16 de junho, na segunda-feira, para São Paulo e conversar com Plínio a respeito da convenção do PSD. Nessa viagem, Jorge também iria conversar com o prefeito de São Paulo Jânio Quadros sobre questões políticas.
Regressaria na próxima quarta-feira, acompanhando o presidente Juscelino, que viria a Santa Catarina assinar em Criciúma as bases da construção de uma usina siderúrgica na cidade de Laguna. Acontece, então, o fatídico acidente envolvendo as três maiores figuras políticas do cenário catarinense. Jorge Lacerda morre aos 43 anos em acidente de avião em Curitiba, juntamente com o ex-presidente e senador Nereu Ramos e o deputado federal Leoberto Leal, em 16 de junho de 1958.
Hoje são encontradas no Estado diversas homenagens a Jorge Lacerda, incluindo a Termelétrica de Capivari, rodovias, praças, escolas, e até mesmo um município com o nome de Lacerdópolis. Rio Negrinho também em sua homenagem denomina uma importante via, situada entre os bairros Cruzeiro, Ceramarte e São Rafael. (Fonte: texto extraído do site Wikipédia, a enciclopédia livre)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI ADOLFO KONDER ?

Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia com a denominação de uma importante rua, localizada no bairro Ceramarte, um ilustre catarinense, que foi advogado, jornalista, deputado e Governador de SC. O presente texto tem por base o site da Secretaria de Estado da Fazenda de SC e o site da Universidade Federal de Santa Catarina, de autoria do Professor Evaldo Pauli e em pesquisas do autor do Blog.

Dr. Adolfo Konder, Governador de SC (Foto: extraído do site da Secretaria de Estado da Fazenda de SC)
Natural de Itajaí, SC, em 16.02.1884, filho de Marcos Konder e de D. Adelaide Flores Konder, foi o segundo dos assim chamados Irmãos Konder, de que os outros eram Marcos (1882) e Victor (1887). Fez os estudos primários em Itajaí e no Colégio Santo Antônio, Blumenau (1894). Cursou humanidades no Colégio “Nossa Senhora da Conceição”, São Leopoldo, RS. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo (1907).
Voltou para Itajaí e redatoriou o Jornal “Novidades”, participando da Campanha Civilista. Transferiu-se para o Rio de Janeiro. Ingressou no Ministério das Relações Exteriores.
Nomeado por Hercílio Luz, para exercer o cargo de Secretário de Estado da Fazenda, Viação e Obras Públicas e Agricultura no período de 28.09.1918 a 27.10.1920. 
Deputado à Câmara dos Deputados, por Santa Catarina, à 11ª legislatura (1924-1926); e, Governador do Estado (1926-1930).
Eleito Governador de Santa Catarina, 1926 a 1930, realizou uma administração operosa. O acesso à Ponte Hercílio Luz, apenas inaugurada em 1926, foi urbanizado por Adolfo Konder pela banda Sul, conduzindo o tráfego para o início da Rua Conselheiro Mafra, de onde ainda uma via urbanizada em direção do alto da Rua Felipe Schmidt  e Avenida Rio Branco. Numa pracinha entre a Ponte e o alto da Rua Conselheiro Mafra,  poucos anos depois, em 1936, completados 10 anos da ponte, foi erguida estátua de Hercílio Luz, em cuja base, foram depositados os seus restos mortais.  
Teve destaque na opinião pública a viagem do Governador através do Estado, de ponta a ponta, de Florianópolis (Leste) à Dionísio Cerqueira (Oeste, fronteira com a República Argetina), sempre acompanhado de Caravana Oficial. Sobre o acontecimento, até então único, escreveu Othôn d`Eça “Aos Hespanhóes Confinantes”, edição Livraria Moderna, Florianópolis, SC., 1929).  Dentro desse roteiro na visita pelo Estado o Governador Adolfo Konder esteve em visita oficial em 11 de maio de 1927, quando foi homenageado em São Bento, com um grande banquete de 80 talheres. Também nessa ocasião visitou o então Distrito de Rio Negrinho. (vide “Raízes da Comunidade”, pág. 676; e, “Rio Negrinho que eu conheci”, pág. 201)
Convite para a homenagem a Adolfo Konder, Governador de SC, durante a visita oficial a São Bento do Sul, em 11/05/1927 (Imagem: extraída do livro "Raízes da Comunidade", pág. 330)

Retornou à vida política, em 1933.  Deputado à Assembléia Constituinte Nacional (1935) e à 1ª legislatura (1935-1937), pela Coligação “Por Santa Catarina”. Fundou, em Santa Catarina, com Aristiliano Ramos e Henrique Rupp Júnior, a União Democrática Nacional (1945), que dirigiu. Fundou o jornal “Diário da Tarde” Florianópolis.
Idoso, retomava à atividade política, quando do restabelecimento da ordem institucional em 1946. Mas não será ainda no quatriênio 1946-1951 que seu operoso grupo retornará ao poder do executivo, porquanto Aderbal Ramos da Silva se fará eleger Governador. A partir de então ainda terá Adolfo Konder 10 anos de vida. Só em 1951 o seu  grupo político voltará ao poder executivo em Santa Catarina com a eleição de seu cunhado Irineu Bornhausen (casado com Maria Konder), para o Governo do Estado (1951-1956).
Faleceu Adolfo Konder no Rio de Janeiro,  24 de setembro de 1956. Trazido para Florianópolis pelas lideranças do Partido:  Brigadeiro Eduardo Gomes, Antônio Carlos Konder Reis (então Deputado Federal e condição parental de Sobrinho), Paulo Konder Bornhausen (então Deputado Estadual e sobrinho). Foi exposto em câmara ardente, com homenagens fúnebres do Governador Jorge Lacerda, sendo sepultado em Florianópolis, no cemitério da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos.
(Fonte: texto com base no site da Secretaria de Estado da Fazenda de SC e no site da Universidade Federal de Santa Catarina, de autoria do Professor Evaldo Pauli)

quarta-feira, 16 de julho de 2014

VIAS PÚBLICAS DE NOSSA CIDADE: QUEM FOI HENRIQUE SCHWARZ ?

Nota do Blog: Nossa cidade de Rio Negrinho homenageia com a denominação de uma rua, localizada na área central da cidade, um ilustre são-bentense Henrique Schwarz, que foi prefeito e vereador daquele município. O presente texto tem por base a publicação do site da Escola Municipal Prefeito Henrique Schwarz de São Bento do Sul, no livro “São Bento – Cousas do Nosso Tempo”, de autoria de Osny Vasconcellos e Alexandre Pfeiffer e em pesquisas do autor do Blog.

Prefeito Henrique Schwarz (Foto: acervo do Arquivo Histórico de São Bento do Sul)

Henrique Schwarz, filho de Antônio Schwarz e de Anna Tureck Schwarz, nasceu em 1° de julho de 1892, no povoado de Rio Vermelho Velho, município de São Bento do Sul. Fez seus estudos primários em São Bento do Sul e aos 14 anos de idade, entrou como aprendiz de ferreiro e trabalhou com seu tio Oswaldo Hoffmann, que era ferreiro, até 1911. Após esse período seguiu então para Curitiba e trabalhou em uma oficina mecânica até 1916, do são-bentense Roberto Angewitz, conhecido como “Perna de Pau”, natural da estrada Augusto Wunderwald. Depois se empregou na Usina Elétrica de Gustavo Keil, a qual forneceu a primeira luz elétrica em São Bento do Sul. Inicialmente foi maquinista, porém com o aparecimento da Firma Henrique Mulher & CIA, que surgiu para fazer a exploração de Energia Elétrica, iniciou-se seu trabalho ativamente na construção da barragem e Usina Hidrelétrica em Rio Vermelho. Em 1929 é incorporado á expansão da rede interna de transmissão na Empresa Sul Brasileira de Eletricidade S/A (Empresul). Henrique Schwarz sempre consciente de sua responsabilidade foi um homem que soube lutar e buscar melhorias por sua terra natal. Em 21 de agosto de 1921, casou-se com D. Francisca Eckstein Schwarz, mas infelizmente não deixou descendência. Mais tarde assumiu a gerência da filial da Empresul em São Bento do Sul, onde se aposentou em 1954. 
Foi o primeiro prefeito eleito após a ditadura da era Vargas, e exerceu o cargo com brilhantismo entre 24/12/1947 e 03/02/1951.
Após seu mandato, o povo o elegeu vereador por 5 anos. Henrique Schwarz teve um papel fundamental para a emancipação política do então Distrito de Rio Negrinho, quando em novembro de 1953, na condição de vereador em São Bento do Sul, apresentou à Câmara de Vereadores o projeto para criação do município de Rio Negrinho. Naquela sessão ficou deliberado que a decisão da Câmara dependeria da manifestação da livre vontade do povo de Rio Negrinho. Dessa deliberação da Câmara de Vereadores desencadeou um abaixo assinado no qual foram colhidas 1486 assinaturas. Em sessão da Câmara Municipal de São Bento do Sul, do dia 07 de dezembro de 1953, os vereadores foram unânimes em aprovar a criação do novo município de Rio Negrinho, que culminou com a criação do município de Rio Negrinho pela Assembléia Legislativa, pela Lei nº 133, em 30 de dezembro de 1953.
Em 12 de julho de 1955, falece Henrique Schwarz, sem poder ser concluída a construção do ginásio São Bento (colégio São Bento) seu maior sonho, do qual fazia parte na comissão Pró-Ginasial, sendo um grande incentivador desta obra para o engrandecimento do nosso Município. 
Modesto pelos hábitos e otimista pelo temperamento, uma pessoa agradável de se conviver. Era um excelente músico e seu instrumento preferido era o baixo. Tocou até aos 13 anos na Banda de Jorge Zipperer e continuou por algum tempo, a tocar na Banda Treml. Henrique Schwarz então com 21 anos, segundo o pesquisador histórico Henry Henkels (História da Música em São Bento do Sul – parte 2), foi um dos fundadores da Banda Treml em 1913, dentre os membros nesses primeiros anos consta João Treml, Adolfo Weber Senior, Luiz Bollmann, Bernardo Franz, Carlos Zipperer, Max Weber, Frederico Weber, Veith Volkrath, Willy Zimmermann, Alex Zschoerper, José Weiss, Carlos Zipperer Sobrinho, Carlos Ehrl Filho, Carlos Bollmann e Paulo Grossl.
Em sua homenagem em São Bento do Sul uma Unidade Escolar situada no bairro Schramm, inaugurada em maio de 1967, tem a sua denominação. Também vias públicas em São Bento do Sul e Rio Negrinho emprestam seu nome.

Escola Básica Municipal Prefeito Henrique Schwarz, em São Bento do Sul (Foto: extraída do site da Escola)
Em sua homenagem em São Bento do Sul uma Unidade Escolar situada no bairro Schramm, inaugurada em maio de 1967, tem a sua denominação. Também vias públicas em São Bento do Sul e Rio Negrinho emprestam seu nome.