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domingo, 3 de junho de 2018

PERSONALIDADES DE NOSSA HISTÓRIA: QUEM FORAM OS VICE-PREFEITOS DE RIO NEGRINHO? (2ª PARTE)


Nota do Blog:

O Blog Rio Negrinho no Passado apresenta os dados biográficos, mesmo que de forma sintética, dos nossos vice-prefeitos, que num determinado momento de nossa história deram a sua contribuição no desenvolvimento de nosso município, uns em maior grau, outros em menor intensidade. Mais são os personagens de nossa história. Esta segunda parte abrange o período de 2001 a 2016 (mandato atual).

Normalmente a figura do vice-prefeito é considerado peça meramente figura decorativa, levando a poucos deles se lembrarem. Mas a grande maioria deles tiveram papeis de assessoramento e direção de nosso município. A relação entre os prefeitos com os seus respectivos vices, ao longo de nossa história, tem sido das mais variadas formas, desde um relacionamento amistoso e de amizade, até de uma conduta inamistosa, que prejudicaram os interesses da comunidade. 

O vice-prefeito é o segundo na hierarquia do Executivo municipal. Caso o prefeito precise se ausentar por motivo de viagem, licença, morte, renúncia, ou tenha o mandato cassado, quem assume as funções do titular é o vice. Enquanto o prefeito está em exercício, o vice deve auxiliar na administração, discutindo e definindo em conjunto as melhorias para o município. O vice-prefeito é eleito na mesma chapa de candidatura do prefeito.

Até a presente data entre o período de 01/02/1970 e 01/01/2017 já foram eleitos 13 vice-prefeitos, cargo não existente entre 1954 e 1970, função esta que era exercida pelo presidente da Câmara de Vereadores.

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Oitavo Vice-Prefeito – A oitava eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 01/10/2000, no qual se elegeu como prefeito Mauro Mariani, para o período de 01/01/2001 a 31/12/2004, tendo como seu vice Almir José Kalbusch.


Prefeito Mauro Mariani (foto extraída do site do TRE/SC)


Quem foi Almir José Kalbusch? Natural de Presidente Nereu-SC, em 05/02/1960. Filho de Leontino Kalbusch e de Norbertina B. Kalbusch, foi casado com Caria Lúcia Leite Kalbusch, pai de Thalyni Ayne Kalbusch e Leontino Kalbusch Neto. Estabeleceu-se em Rio Negrinho em meados da década de 1980.

Vice-Prefeito Almir José Kalbusch (foto do acervo do autor do Blog)

Foi empresário de indústria no ramo de papel. Foi presidente do Rio Negrinho Tênis Clube e da Sociedade Esportiva Ipiranga. Foi presidente da Comissão Pró-Construção do novo prédio do hospital de Rio Negrinho, desde o seu início até sua inauguração, onde agregou a comunidade, empresários e o poder público federal, estadual e municipal. Em homenagem o atual prédio da Fundação Hospitalar Rio Negrinho é dedicado em sua memória. Foi Secretário Municipal entre 01/01/2001 a 05/04/2002. Com a renúncia do então prefeito Mauro para concorrer a disputa ao cargo de deputado estadual, Almir, assumiu a prefeitura a partir de 05/04/2002, exercendo o cargo até 31/12/2004. Concorreu as eleições de outubro de 2004, onde venceu aquele pleito, tendo como vice-prefeito o professor Abel Schroeder. Faleceu a 20/05/2007 em Rio Negrinho, onde encontra-se enterrado, vítima de infarto fulminante.


Nono Vice-Prefeito – A nona eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 03/10/2004, no qual se elegeu como prefeito Almir José Kalbusch, para o período de 01/01/2005 a 31/12/2008, tendo como seu vice o Professor Abel Schroeder.

Prefeito Almir José Kalbusch (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)


Quem é o Professor Abel Schroeder? Natural de Rio Negrinho-SC, nascido em 15/10/1956 é filho Bernardo Schroeder e Maria Ivanilde Schroeder. Casado com Clicia Maria Jantsch Schroeder, pai de 03 filhos, é administrador de empresas e professor universitário. 

Vice-prefeito Abel Schroeder (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)


Foi vereador por duas ocasiões, na 11ª legislatura, no período de 01/01/1997 a 30/12/2000 e na 12ª legislatura, no período de 01/01/2001 a 30/12/2004. Assumiu o mandato de prefeito municipal com a renúncia de Almir J. Kalbuch em 17/10/2005. Renunciou o mandato de prefeito em 19/12/2006, vagando os cargos de prefeito e vice, provocando novas eleições municipais em 2007, para término do mandato. Foi Secretário Municipal e Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional em Mafra. Atualmente exerce o cargo de gerente da Agência de Desenvolvimento Regional de Mafra. Reside em Rio Negrinho.


Décimo Vice-Prefeito – A décima eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu na eleição municipal extemporânea de 11/03/2007, no qual se elegeu como prefeito Alcides Grohskopf, para o mandato entre 01/04/2007 a 31/12/2008, tendo como seu vice Cléverson José Vellasques.

Prefeito Alcides Grohskopf (foto extraída do site do TRE/SC)


Quem é Cléverson José Vellasques? Natural de Rio Negrinho-SC, nascido em 06/07/1973, é filho Oscar Correa Vellasques e Dolores Maria Vellasques.

Vice-prefeito Cléverson José Vellasques (foto extraída do site do TRE/SC)


Foi despachante e atualmente é advogado. Foi vereador na 12ª legislatura, no período de 01/01/2001 a 31/12/2004. Reside em Rio Negrinho.


Décimo primeiro Vice-Prefeito – A décima primeira eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 05/10/2008, no qual se elegeu como prefeito Osni Jose Schroeder, para o período de 01/01/2009 a 31/12/2012, tendo como seu vice Dr. Luiz Gonçalves Junior.

Prefeito Osni José Schroeder (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)


Quem é o Dr. Luiz Gonçalves Junior? Natural de Mafra-SC, nascido em 19/12/1949. Divorciado e pai de 02 filhos. Foi Secretário Municipal. 

Vice-prefeito Dr. Luiz Gonçalves Jr. (foto extraída do site do TRE/SC)

Foi candidato derrotado a prefeito em duas eleições municipais, a de 2004 e a de 2007. Nas eleições de 05/10/2010, foi candidato não eleito a deputado estadual. É médico clínico e empresário em nossa cidade. Reside em Rio Negrinho a mais de 30 anos.


Décimo segundo Vice-Prefeito – A décima segunda eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 07/10/2012, no qual se elegeu como prefeito Alcides Grohskopf, para o período de 01/01/2013 a 31/12/2016, tendo como seu vice Aldo Packer.

Prefeito Alcides Grohskopf (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)


Quem é Aldo Packer? Natural de Doutor Pedrinho-SC, nascido em 14/01/1958 é filho Angelo e Alfrida Sacht Packer. Casado com a vereadora Maria Eni de Castilho Packer, e pai de 04 filhos. Foi empregado de empresa do ramo de papel, entre 1972 e 2014.


Vice-prefeito Aldo Packer (foto extraída do site do TRE/SC)

Foi fundador e presidente do Sindicato do Papel, Papelão, Químico e Plástico de Rio Negrinho por 24 anos. Foi vereador por quatro ocasiões, na 10ª legislatura, no período de 01/01/1993 a 30/12/1996, na 11ª legislatura, no período de 01/01/1997 a 31/12/2000, na 12ª legislatura, no período de 01/01/2001 a 30/12/2004 e na 13ª legislatura, no período de 01/01/2005 a 30/12/2008. Atualmente é empresário e reside em Rio Negrinho.


Décimo terceiro Vice-Prefeito – A décima terceira eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 02/10/2016, no qual se elegeu como prefeito Julio Cesar Ronconi, para o período de 01/01/2017 a 31/12/2020, tendo como seu vice Roberto Schweitzer de Albuquerque.


Prefeito Julio Cesar Ronconi (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)

Quem é Roberto Schweitzer de Albuquerque? Natural de Rio Negrinho-SC, nascido em 11/01/1969, é filho do ex-prefeito Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque e da ex-vereadora Yelva Schweitzer de Albuquerque.


Vice-prefeito Roberto S. Albuquerque (foto extraída do site do TRE/SC)


      Casado com Cyntia Hosang de Albuquerque, pai de 03 filhas. Foi eleito suplente de vereador pelo PMDB, nas eleições de 2012, em São Bento do Sul. Foi Secretário Municipal de Agricultura em São Bento do Sul. Mudou-se em 2015 para Rio Negrinho, filiando-se ao Partido Progressista (PP). É empresário e reside em Rio Negrinho.


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Nota complementar do Blog:

1 - O Prefeito Almir José Kalbusch renunciou o cargo de prefeito em 17/10/2005, assumindo o vice Abel Schroeder;

2 – O prefeito Abel Schroeder renunciou o cargo de prefeito em 19/12/2006, assumindo sucessivamente como prefeitos interinos os presidentes da Câmara de Vereadores Gervasio Simões da Maia e Osni José Schroeder, até a posse de Alcides Grohskopf, prefeito eleito extemporaneamente, a partir de 01/04/2007;

3 – Por vacância dos cargos foi realizada eleição municipal extemporânea para prefeito e vice em 11/03/2007, para complementar o mandato até 31/12/2008.

sábado, 2 de junho de 2018

PERSONALIDADES DE NOSSA HISTÓRIA: QUEM FORAM OS VICE-PREFEITOS DE RIO NEGRINHO? (1ª PARTE)


Nota do Blog

O Blog Rio Negrinho no Passado apresenta os dados biográficos, mesmo que de forma sintética, dos nossos vice-prefeitos, que num determinado momento de nossa história deram a sua contribuição no desenvolvimento de nosso município, uns em maior grau, outros em menor intensidade. Mais são os personagens de nossa história. Esta primeira parte abrange o período de 1970 a 2000.

Normalmente a figura do vice-prefeito é considerado peça meramente figura decorativa, levando a poucos deles se lembrarem. Mas a grande maioria deles tiveram papeis de assessoramento e direção de nosso município. A relação entre os prefeitos com os seus respectivos vices, ao longo de nossa história, tem sido das mais variadas formas, desde um relacionamento amistoso e de amizade, até de uma conduta inamistosa, que prejudicaram os interesses da comunidade. 

O vice-prefeito é o segundo na hierarquia do Executivo municipal. Caso o prefeito precise se ausentar por motivo de viagem, licença, morte, renúncia, ou tenha o mandato cassado, quem assume as funções do titular é o vice. Enquanto o prefeito está em exercício, o vice deve auxiliar na administração, discutindo e definindo em conjunto as melhorias para o município. O vice-prefeito é eleito na mesma chapa de candidatura do prefeito.

Até a presente data entre o período de 01/02/1970 e 01/01/2017 já foram eleitos 13 vice-prefeitos, cargo não existente entre 1954 e 1970, função esta que era exercida pelo presidente da Câmara de Vereadores.
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Primeiro Vice-Prefeito – A primeira eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 15/11/1969, no qual se elegeu como prefeito Alvaro Spitzner, para o período de 01/02/1970 a 31/01/1973, tendo como seu vice Jorge Quandt.

Prefeito Alvaro Spitzner (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)


Quem foi Jorge Quandt? Natural de Joinville-SC, nascido em 10/05/1914 era filho Friedrich Quandt e Maria Krelling. Veio para Rio Negrinho, por volta de 1935, trabalhando primeiro na antiga Móveis Cimo, e mais tarde, em 1945, abriu uma casa comercial. Foi sócio-fundador da extinta Móveis Capi, em 1972. 

Vice-prefeito Jorge Quandt (foto extraída do site da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho)


Foi presidente da Associação de Agricultores de Rio Negrinho, atual Sindicato Rural, e do Esporte Clube Continental. Casado com Anita Maria Bail, pai de 03 filhos, foi agricultor, marceneiro e comerciante. Foi vereador na 4ª legislatura, no período de 31/01/1967 e 30/01/1970. Nos últimos anos de sua vida mudou-se para a localidade de Pirabeiraba, município de Joinville, onde faleceu em 23/02/2001.


Segundo Vice-Prefeito – A segunda eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 15/11/1972, no qual se elegeu como prefeito Nivaldo Simões de Oliveira, para o período de 01/02/1973 a 31/01/1977, tendo como seu vice Clovis Ararahy de Campos e Silva.

Prefeito Nivaldo Simões de Oliveira (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)


Quem foi Clovis Ararahy de Campos e Silva? Natural de Biguaçú-SC, nascido em 23/09/1928 era filho Geraldino Caetano da Silva e Iracy de Campos Silva. Casado com Florinda Almira da Silva, pai de 02 filhos. 

Vice-prefeito Clóvis A. de Campos e Silva (foto do acervo de Florinda Silva)


Veio para Rio Negrinho em 1948, foi bancário e comerciante em nossa cidade. Foi presidente da Associação Hospitalar Rio Negrinho, atual Fundação Hospitalar. Faleceu em 17/10/2013 em Rio Negrinho, onde encontra-se enterrado.


Terceiro Vice-Prefeito – A terceira eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 15/11/1976, no qual se elegeu como prefeito Paulo Beckert, para o período de 01/02/1977 a 31/01/1981, teve o seu mandato prorrogado por mais 2 anos, até 31/01/1983, tendo como seu vice Dr. Alvaro Lima de Oliveira.

Prefeito Paulo Beckert (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)


Quem é o Dr. Alvaro Lima de Oliveira? Natural de Itabuna-BA, nascido em 31/07/1942 é filho Alvaro Pinto de Oliveira e Orcina Lima de Oliveira.

Vice-Prefeito Dr. Alvaro Lima de Oliveira (foto do acervo de Alvaro Lima de Oliveira/Márcia Kwitschal)


Estabeleceu-se em Rio Negrinho em 1973, foi médico, diretor clínico da Associação Hospitalar Rio Negrinho, industrial e dono de posto de gasolina em nossa cidade. Transferiu-se de Rio Negrinho em 1978. Atualmente casado com Márcia Kwitschal, é pai de 03 filhos, e reside em Ilhéus-BA.


Quarto Vice-Prefeito – A quarta eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 15/11/1982, no qual se elegeu como prefeito Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque, para o período de 01/02/1983 a 31/12/1988, tendo como seu vice Conrado Treml.

Prefeito Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)


Quem foi Conrado Treml? Natural de São Bento do Sul-SC, nascido em 21/05/1936 era filho Antonio Treml e Maria Treml. 

Vice-prefeito Conrado Treml (foto extraída do site da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho)

Casado com Arlene Maria Treml, pai de 05 filhos, foi comerciante e industrial em nossa cidade. Foi vereador na 6ª legislatura, no período de 31/01/1973 e 30/01/1977. Faleceu a 12/01/2016 em Rio Negrinho, onde encontra-se enterrado.


Quinto Vice-Prefeito – A quinta eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 15/11/1988, no qual se elegeu como prefeito Guido Ruckl, para o período de 01/01/1989 a 31/12/1992, tendo como seu vice o Professor José Kormann.

Prefeito Guido Ruckl (foto extraída de propaganda eleitoral/2000)


Quem é o Professor Doutor José Kormann? Natural da localidade de Colônia Olsen, município de Rio Negrinho-SC, nascido em 21/07/1941 é filho Alois e Francisca Kormann. Foi casado com Eva Maria Kormann, pai de 03 filhos. É professor  e historiador. Além de professor já foi vereador, secretário e vice-prefeito de Rio Negrinho. Foi candidato não eleito a prefeito municipal de Rio Negrinho nas eleições de novembro de 1992. 

Vice-prefeito Prof. José Kormann (foto extraída do site da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho)

Transferiu-se a residência para São Bento do Sul, onde foi eleito vereador, em 2004, sendo a época o vereador mais votado, com 1564 votos. Por dois anos foi presidente da Fundação Cultural de São Bento do Sul e, no final de 2006, retornou à vereança, sendo eleito presidente da Câmara Municipal de São Bento do Sul, mas teve seu mandato cassado em 2008 por infidelidade partidária.  Em 2012 foi candidato a vereador em São Bento do Sul novamente, dessa vez pelo PDT, recebendo 471 votos, não sendo eleito para essa legislatura. É doutor em história, pela Universidade de León, na Espanha, defendendo a sua tese em 2002, e pós-graduado em pedagogia e psicologia educacional. Tem 21 livros publicados, sendo 14 sobre a região norte-catarinense, e outros relacionados com psicologia. É também membro da Academia Parano-Catarinense de Letras. Reside atualmente em São Bento do Sul. (texto com base no site Wikipédia)


Sexto Vice-Prefeito – A sexta eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 03/10/1992, no qual se elegeu como prefeito Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque, para o período de 01/01/1993 a 31/12/1996, tendo como seu vice Antonio Zaleski.

Prefeito Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)

Quem é Antonio Zaleski? Natural de Rio Negrinho-SC, nascido em 05/11/1951 é filho Francisco e Maria Zaleski. Casado com Tereza, pai de 02 filhos. 
Vice-prefeito Antonio Zaleski (foto extraída do site da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho)

Foi empregado de indústria do ramo moveleiro. Foi vereador na 6ª legislatura, no período de 31/01/1973 e 30/01/1977. Foi secretário municipal. Atualmente é aposentado e reside em Rio Negrinho.


Sétimo Vice-Prefeito – A sétima eleição para vice-prefeito em conjunto com o prefeito ocorreu nas eleições municipais de 03/10/1996, no qual se elegeu como prefeito Mauro Mariani, para o período de 01/01/1997 a 31/12/2000, tendo como seu vice Eloy Schoeffel, mais conhecido como Kempa.

Prefeito Mauro Mariani (foto extraída do site da Prefeitura de Rio Negrinho)


Quem é Eloy Schoeffel? Natural de Rio Negrinho, nascido em 01/12/1956. Foi empregado de indústria do ramo moveleiro em nossa cidade. Foi vereador por quatro ocasiões, na 9ª legislatura, no período de 01/02/1989 a 31/12/1992, na 10ª legislatura, no período de 01/01/1993 a 31/12/1996, na 13ª legislatura, no período de 01/01/2005 a 31/12/2008, e na 14ª legislatura, no período de 01/01/2009 a 31/12/2012. Foi Secretário Municipal. Foi presidente da Fundação Hospitalar Rio Negrinho. É membro do Rotary Club de Rio Negrinho – Cimo. Reside em Rio Negrinho.

Vice-prefeito Eloy Schoeffel (Kempa) (foto extraída do site da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho)



Nota complementar do BlogA segunda parte deste trabalho vai abranger o período de 2001 até 2016 (mandato atual). Obrigado.

sábado, 19 de maio de 2018

AS PRIMEIRAS ESCOLAS NA REGIÃO CENTRAL DE RIO NEGRINHO


Nota do Blog: O BLOG RIO NEGRINHO NO PASSADO publicou recentemente três textos sobre os professores Ricardo Hoffmann, Humberto Hermes Hoffmann e Freya Hoffmann Wettengel, pai e dois filhos, que estão ligados aos primórdios do ensino escolar de Rio Negrinho, nos meados da década de 1920.

A atuação destes três professores em nossa futura cidade tráz consigo várias interrogações, a exemplo: Como se deu o desenvolvimento do ensino regular em nosso município? Teriam sido eles os primeiros professores do ensino regular em nosso município? Aonde foram construídas primeiras escolas?

Este ensaio, sem maiores pretensões, procura fornecer alguns dados e informações sobre o ensino regular em nosso município, que por certo merecerá dos estudiosos um amplo estudo sobre o assunto.


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Para formarmos uma ideia das atividades escolares no atual território de Rio Negrinho é preciso termos noção de como se deu a sua ocupação territorial, e a formação de suas diversas localidades.  Obviamente a formação das diversas comunidades dentro do território de nosso município foi acontecendo paulatinamente, e na medida de suas formações buscava-se além do sustento e moradias das famílias, o auxilio espiritual e a formação escolar.

Nos vários escritos existentes que tratam do funcionamento escolar se dá a impressão que na futura região central de Rio Negrinho, a partir de 1917, foi a primeira escola existente em nosso município.

Escola Desdobrada Mista de Rio Negrinho, situada ao lado da Igreja Santo Antonio


Hora, escolas se constroem e se formam a medida que as comunidades vão se formando. Não existe escola sem aluno, essa é a lógica. O que se constata a existência de comunidades criadas, muito antes da comunidade da região central, a exemplo das comunidades de Lagoa Alto Rio Preto, Salto e Colônia Olsen.

A ocupação das terras de Rio Negrinho, então parte integrante do território de São Bento do Sul, se dá a partir do final do século XIX e do começo do século XX.

Em recentes pesquisas no acervo do Arquivo Histórico de São Bento do Sul, encontramos os registros abaixo descritos, que por certo ajudarão a dar uma luz inicial da construção das unidades escolares em nosso município.

Outras comunidades e escolas ainda não temos as informações, que merecerão outras pesquisas.


Localidade
Ano
Nº Alunos
Professor
Queimados
(?)
(?)
Quiliano Martins
Patrimonio Rio dos Bugres
(?)
(?)
Ladislau Mario Stachon
Lagoa Alto Rio Preto
1899
10
Serapião Marcondes da Fonseca
Salto
1913
26
1941 – Befreir Silveira; 1942 – Alice Carvalho; e, 1947 – Jacira Simoes da Maia
Colonia Olsen
1914
21
Antonio Schiessl
Rio Feio
1925
15
Pedro Fernando de Castilho
Rio da Veada (Escola Ministro Gaspar Dutra)
1943
30
Eloy Mariano Pereira
Corredeira
1946
22
Juvelina M. Nunes
Campo Lençol
1948
36
Leonita Brusky
Patrimonio do Salto
1948
(?)
Joana Alves de Lima

Partindo do pressuposto que várias outras comunidades já existiam antes da formação da comunidade da futura região central de nossa cidade, a partir de 1910, trabalho que requer uma amplitude maior, vamos a partir de agora tratar especificamente dos primórdios do ensino regular em nosso futuro centro de Rio Negrinho.

Segundo relato da primeira Ata Solene da Comunidade Católica de Rio Negrinho, lavrada em 07 de junho de 1924, foi relatado que a “localidade de Rio Negrinho existia lá cerca de 45 anos à margem da Estrada Dona Francisca Km. 103, contendo naqueles anos apenas três a quatro casas sem manifestar progresso; nos anos de 1910 a 1912 foi construída a Estrada de Ferro, ramal de São Francisco e o lugarejo doado da Estação de Rio Negrinho; logo o número de casas aumentou, de modo que, em 1918 existiam 12 a 15 casas, entre elas três casas comerciais”.

Portanto, entre 1879 a 1910, na futura região central de Rio Negrinho, entre os kms. 102 e 103 da antiga Estrada Dona Francisca, havia 3 a 4 casas.

Somente, a partir de 1910, com a construção da Estrada de Ferro que o número de casas aumentou, chegando em 1918 a 12 a 15 casas, e, em 1924, 80 e tantas casas, com 600 habitantes.

O futuro centro de Rio Negrinho entre 1910 e 1912, com a construção da Estrada de Ferro, teve muita vida, enquanto durou a construção da via férrea, declinando logo que foi finalizada esta importante obra, que foi inaugurada no ano de 1913.

Entre 1910 e 1917 não encontramos, até a presente data, nenhum registro de atividades escolares nesta incipiente comunidade. Como eram então atendidas as crianças em idade escolar?

Havia várias possibilidades, a primeira, o de não estudar, a segunda, as famílias mais abastadas de contratar um professor particular, e a terceira, de irem a outras localidades, como Lençol ou São Bento do Sul.

Dentro deste quadro populacional, o início das atividades escolares na área central da pequena Vila de Rio Negrinho, então parte integrante do território de São Bento do Sul, se dá em 1917, com a criação de uma escola pública, sendo nomeada Maria Dias de Olliveira como sua professora.

A professora Maria Dias de Oliveira, nascida em 15 de fevereiro de 1900, era filha de Antonio Dias de Oliveira e Maria Ignes de Oliveira, e casou-se com 25 de junho de 1918, com Alexandre de Almeida Milicio, agrimensor, empregado da Estrada de Ferro, na localidade de Rio Preto, para onde transferiu-se.

Infelizmente, esta escola, com a transferência da professora Maria Dias de Oliveira para a localidade de Estação de Rio Preto, município de Mafra, foi transferida para lá, a partir de junho de 1918, ficando a Vila sem o ensino escolar.

Neste vácuo, Martin Ilg, lecionava pela manhã e a tarde atuava como guarda-livros na firma Jung & Cia., isto até maio de 1920.

As tratativas para construção de um prédio escolar na Vila de Rio Negrinho somente veio a acontecer em meados de dezembro de 1919. Nesta reunião, Luiz Scholz, um dos pioneiros moradores da Vila de Rio Negrinho ofereceu um terreno com 3.500 metros quadrados, fazendo frente à rua da “Estação”, atual rua Jorge Zipperer, e ainda, cada um dos presentes se cotizaram para a construção da nova escola.

Iniciou-se a construção medindo 14 x 10 metros para sala de aulas e residência de professor e família, as despesas foram pagas dentro de um período de 3 anos. Organizou-se festas populares em benefício em benefício da obra e buscava-se donativos.

Em abril de 1920 o prédio escolar estava pronto e em 04 de maio foram iniciadas as aulas. Neste terreno doado por Luiz Scholz pouco mais tarde foi construída a primeira Igreja Católica.

Em 1923 o prédio escolar foi deslocado 16 metros em direção ao norte, no mesmo terreno, com o objetivo de alojar a projetada Igreja Católica. Esse deslocamento foi feito sem ser desmontado o prédio, conduzido em estaleiros de pau de prumo e teve duração de 3 dias.

Já em 1925 o prédio escolar original sofreu ampliação, na frente da escola e ligado este destinado a residência dos professores e familiares, cuja construção era de 2 andares, tudo de madeira.

Pronto o prédio escolar, foram contratados dois professores, o professor particular Roberto Hoffmann e como professora pública Adelaide Ferreira da Costa. A frequência inicial era de 25 alunos, que na medida do aumento populacional da Vila, tornou-se cada vez maior.

Prédio da Escola Mista de Rio Negrinho, antes de sua ampliação, onde se vê junto aos alunos a professora Adelaide Ferreira da Costa (centro) e a esq. o professor Roberto Hoffmann

A professora Adelaide lecionava de manhã em português e o professor Hoffmann que residia na própria escola, lecionava na parte da tarde e em alemão.

Nestes primórdios o alfaiate Bernardo Wolf, nesta escola, organizou um curso de ginástica.


O alfaiate "professor" de ginástica Bernardo Wolf e os alunos da Escola Desdobrada Mista de Rio Negrinho, depois da ampliação, situada ao lado da Igreja Santo Antonio

Uma sociedade escolar tomou a si o encargo de organização e do financiamento dos custos gerais.

Na descrição de Jorge Zipperer, Adelaide Ferreira da Costa, oriunda de Itajaí, era viúva há pouco tempo, com duas filhinhas, tinha aula das 8 às 12 horas, porém, não tinha muito conhecimento da matéria, e praticou somente 15 dias no Grupo Escolar Itajaí. Procurou cumprir o seu dever a todo custo, porém, não conseguiu resultado satisfatório; e, era paga pelo Governo.

Enquanto, o Professor Roberto Hoffmann, é qualificado por Jorge Zipperer, com “meu amigo”, bom professor, um tanto fraco em português, e ainda “muito esquisito”, dava aulas das 13 às 17 horas e percebia a sua remuneração da Sociedade Escolar.

Segundo recentes pesquisas o Professor Carlos Frederico Roberto Hoffmann, ou simplesmente Roberto Hoffmann, é filho de Frederico Carlos Roberto e Elisabeth Hoffmann, nascido em 1876, no bairro de Lichterfelde, na cidade de Berlim, capital alemã. Imigrou para o Brasil em 1903, com 27 anos, em companhia de seu irmão Ricardo, com 23 anos, sua irmã Elisabeth, com 25 anos, e sua mãe Elisabeth, com 53 anos. Casou-se aos 40 anos de idade, em São Bento do Sul, em 29 de janeiro de 1916, com Ida Krause. Lecionou em São Bento do Sul até 1920, quando foi contratado pela Sociedade Escolar de Rio Negrinho, como professor particular.

O professor Roberto permaneceu como professor até dezembro de 1924, quando “renunciou” o cargo. A última notícia que temos dele foi de 06 de maio de 1928, como morador na localidade de Rio do Salto, por ocasião do registro do falecimento de um de seus filhos.  Após esta não temos outra informação do seu paradeiro.

Com a “renúncia” do professor Roberto Hoffmann de Rio Negrinho, em dezembro de 1924, e da remoção da professora Adelaide da Costa, no início de 1925, para a localidade de Avencal, município de Mafra, assumiu as atividades de magistério o professor Ricardo Hoffmann, em 04 de junho de 1925.

Professor Ricardo Hoffmann (foto do acervo de Yara Maria de Goss)


Professor Ricardo lecionou a partir de 04 de junho de 1925, aos 56 alunos, que até outubro desse ano, subiu para 80 alunos, quando a escola foi desdobrada. Além de professor do ensino regular, foi professor de língua alemã.

Professor Humberto Hermes Hoffmann (foto da EEB Humberto H. Hoffmann)

Em março de 1927 foi nomeado professor Humberto Hermes Hoffmann, então com 16 anos de idade, filho do professor Ricardo, da 2ª escola pública, que funcionava no mesmo prédio. O professor Humberto Hermes permaneceu em Rio Negrinho até 18 de abril de 1929, quando foi removido para Brusque, assumindo no seu lugar a sua irmã Freya, com apenas 15 anos de idade.

Professora Freya Hoffmann Wettengel (foto do acervo de Yara Maria de Goss)

As matrículas subiram em 1929 até 170 alunos, e em 1932 foi de 139 alunos.  Em 22 de maio de 1932, domingo, um tufão se abateu sobre a Vila, que prejudicou grandemente a comunidade, inclusive destruindo o edifício escolar. A escola funcionou no pequeno salão Brusky.

Escola destruída pelo tufão em 22/02/1932 (foto do acervo de Doris Piccinini)


Com o prédio escolar destruído o Governo do Estado tomou a decisão de estadualizar a escola, e construir um novo prédio, livre das enchentes, situado no atual bairro Cruzeiro, com 4 salas de aula, o futuro Grupo Escolar Professora Marta Tavares, inaugurado em 17 de setembro de 1933.

Imagem antiga do Grupo Escolar Professora Marta Tavares


Imagem da EEB Professora Marta Tavares


Em setembro de 1948, data do 75º Aniversário de São Bento do Sul, o número de alunos do Grupo Escolar Professora Marta Tavares era 400 a 500 alunos e era dirigido pelo Professor Arthur Sichmann.

Imagem externa do EEB Professor Jorge Zipperer (foto extraída da Rede Social)

Imagem interna do EEB Professor Jorge Zipperer (foto extraída da Rede Social)


A segunda unidade escolar da cidade de Rio Negrinho foi implantada no Bairro Vila Nova, que iniciou suas atividades em 07 de maio de 1945, com o nome de Escola Pública Mista Estadual de Vila Nova, na rua 21 de abril. Contava com apenas com uma professora chamada Leopoldina Rosa Soares, com duas turmas, num total de 45 alunos. Em 04/05/1958, a escola foi transferida para a rua Carlos Speicher, denominada: Escola Reunida Professor Jorge Zipperer, tendo como diretor o professor Alberto Tomelin. A escola atendia inicialmente aos alunos de 1ª a 4ª séries.

Imagem de uma das primeiras turmas de alunas do Educandário Santa Terezinha (foto do acervo de Glicia Neidert)

Imagem do Educandário Santa Terezinha (foto do acervo de Glicia Neidert)

A terceira escola, em 1947, foi o Educandário Santa Terezinha, incentivado pelo padre Celso Michels, primeiro vigário de Rio Negrinho, com objetivo de trazer uma nova opção educacional, através das irmãs da “Congregação das Irmãs de São José de Chambéry”, sediadas em Curitiba, se estabelecem em Rio Negrinho com a criação de um Jardim de Infância. Depois de uma série de transformações é o atual Colégio Cenecista São José.


Outras escolas foram sendo implantadas a medida que a cidade foi crescendo e se expandindo, como no Bairro Bela Vista, no Bairro São Pedro, no Bairro São Rafael, no Bairro Vista Alegre, e no Bairro Industrial Norte, entre outras, que merecerão um trabalho futuro mais acurado.


Fontes:

ARQUIVO HISTÓRICO DE SÃO BENTO DO SUL.
ATA SOLENE DA COMUNIDADE CATÓLICA DE RIO NEGRINHO, 1924
KORMANN José. Rio Negrinho que eu conheci, 1980, págs. 94 e 95 e 158 a 160.

SITE DO COLÉGIO CENECISTA SÃO JOSÉ DE RIO NEGRINHO.
SITE FAMILY SEARCH.