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quinta-feira, 19 de abril de 2018

GENTE NOSSA: HIPOLITO BRINIAK


Nota do Blog: GENTE NOSSA foi uma coluna publicada no Jornal PERFIL de Rio Negrinho, nos anos de 1995 e 1996, no qual o administrador deste Blog por um período foi colaborador. Apresentamos mais um artigo da coluna GENTE NOSSA, homenageando Hipolito Briniak, publicado originalmente no Jornal Perfil, edição nº 126, pág. 8, em 06 de outubro de 1995. A foto reproduzida no texto original do Perfil é de autoria do repórter Alceu Solano Peyerl.


GENTE NOSSA não poderia deixar de homenagear os heróis da classe operária, na figura de um imigrante que adotou Rio Negrinho a 65 anos. Trata-se do ucraíno-brasileiro Hipolito Briniak.

Imigrantes – Filho de pequeno proprietário rural, com cerca de 12 morgos, correspondendo a 30.000 m2, seu pai – Teodoro, foi soldado na 1ª Guerra Mundial, durante 4 anos, falecendo por ironia em plena 2ª Guerra Mundial, vítima de bala perdida. 

Nasceu Hipólito na Ucrânia, próximo a divisa polonesa, à 14 de março de 1910, numa família de 7 irmãos. Estudou durante 03 invernos de 05 meses, nas línguas polonesa, russa e ucraína, conforme a dominação que se encontrava o país.


Hipólito Briniak (foto do acervo do Jornal Perfil, de autoria de Alceu Solano Peyerl)



Atestado de vacinação e saúde de Hipólito Briniak, expedido em 14/11/1929,
pelo Consulado do Brasil em Varsóvia (do acervo de Lourival Briniak)


Definindo-se como curioso e corajoso, em companhia de 2 amigos, deixou a terra natal, para ganhar dinheiro no Brasil e posteriormente retornar.

Chegou de navio ao Rio de Janeiro em 05 de fevereiro de 1929, dirigindo-se a São Paulo, onde tinham cartas de conhecidos como referência. Aí começa a proeza para se fixar no País.

Ao encontrar o endereço conhecido o mesmo havia se mudado.  Imagine 3 jovens imigrantes, com costumes e línguas diferentes, tentando fazer algum contato numa metrópole como São Paulo.

Como alternativa então se encaminharam para Ponta Grossa, pois tinham notícias de outros imigrantes conterrâneos que lá moravam.  Trabalharam em Ponta Grossa, na Estrada de Ferro durante 6 meses, quando terminou a empreitada, se deslocaram para Erval, localidade próxima a Porto União, dali partindo para Paranaguá, localidade onde trabalharam na construção de um túnel para estrada de ferro, durante 09 meses.

Terminada esta empreitada, se dirigem a Jaraguá do Sul, Blumenau e Itajaí a procura de trabalho. Nesta última cidade tiveram o dissabor na espera de um suposto trabalho, durante 2 meses, quando acaba o dinheiro. Resolveram ir a Florianópolis, onde pretendem pedir passagens de navio se deslocarem ao Rio Grande do Sul. Foram atendidos numa repartição pública, onde foram bem tratados, mas apenas receberam pernoite, comida e alguns trocados para a viagem, pois resolveram ir a Rio Grande do Sul a pé.

Caminharam neste rumo cerca de 50 km., quando encontram-se com 3 imigrantes que vinham em sentido contrário, desaconselhando o percurso. Retornam então a Blumenau, Pomerode, Jaraguá do Sul, subindo pela estrada férrea até chegar a Rio Negrinho, todo este trajeto feito a pé.

Chegaram em Rio Negrinho em 15 de abril de 1930, onde pernoitaram num galpão próximo a Estação ferroviária.  Acordaram no dia seguinte ao som de um apito de fábrica, da firma “Zipperer”, onde resolveram solicitar emprego, sendo imediatamente contratados.

Trabalharam então durante algum tempo numa seção conhecida como descascadeira, transferido mais tarde para a seção de serra-fita, sendo mais tarde promovido a encarregado da seção de sala-máquinas onde permaneceu por 25 anos.

Trabalho – Nesta época não havia legislação trabalhista em vigor, trabalhava-se cerca de 10 horas por dia, e mais 4 horas de serão, que eram pagas no mesmo valor. 

O pagamento mensal era na forma de vales, que eram recebidos num armazém da empresa, dirigido por Carlos Weber e José Zipperer Neto, e alguns trocados em moeda corrente para cobertura de outras necessidades.

Sentiu de perto a repercussão da implantação das leis trabalhistas como a jornada de 8 horas, o salário mínimo, junto com a empresa. Trabalhou na Móveis Cimo durante 45 anos.

Medalha comemorativa de lembrança dos 25 anos de trabalho concedido pela Móveis Cimo a Hipolito Briniak (acervo de Lourival Briniak)


Lembranças – Rio Negrinho, em 1930, lembra que havia 3 casas de alvenaria, a de Luiz Olsen, Carlos Lampe e Leopoldo Ribeiro. 

A rua Jorge Zipperer tinha poucos moradores como: Max Jantsch – sapateiro, Bernardo Wolff – alfaiate, Max Simm – botequim, Arthur Meyer – alfaiate e Inácio Gonchoroski (ao lado da ponte); do outro lado (em frente) tinha uma sapataria, Willy Beckert – açougue, Pedro Simões de Oliveira – barbearia e Francisco Araújo – intendente à época, Carlos Lampe e o comércio da firma “Zipperer”.

Os casos de pacientes doentes eram encaminhados a São Bento do Sul, levados por trem, deslocando-se num dia, pousando naquela localidade e retornando somente no dia seguinte. Eram as dificuldades de então.

Casamento – Hipólito casou-se em 1934, com Laura Witt (que veio a falecer em 1946) e teve como filhos: Vladimir, Félix e Olga (casada com Afonso Gruber); mais tarde casou-se com Zoraide Nascimento e teve como filhos: Mario e Lourival.

Hipolito e sua esposa Zoraide em 1995 (imagem do acervo de Lourival Briniak)


Estabeleceu-se em 1940, no bairro Bela Vista, onde havia poucos moradores como André Dums, Max Henning, Emilio Witt e José Hackbart. 

Dos amigos imigrantes, um retornou logo em seguida a Ucrânia, onde morreu como soldado na 2ª Guerra Mundial e o outro mudou-se para Curitiba, morrendo solteiro, prestes a retornar à terra natal. Sente-se feliz, pois dos 3 imigrantes, pode contemplar 5 filhos, 13 netos e 10 bisnetos.

Imagem da festa comemorativa dos 50 anos de casamento de Hipolito e Zoraide, ocorrida em 1996 (Imagem do acervo de Lourival Briniak)


De fato, não foi um curioso, mas um grande corajoso, hoje rio-negrinhense, que merece nossa admiração.


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Nota complementar do Blog:

* Hipólito Briniak, é nascido na localidade de Smyków (condado de Sokalski), Ucrânia. A aldeia está localizada na parte noroeste da região de Lviv e na parte oriental da região de Sokal. A localidade de Smyków está localizado a 22 km da cidade de Sokal e a 125 km de Lviv (fonte Wikipédia). Filho de Theodor e Maria Briniack, em 14 de março de 1910, faleceu em Rio Negrinho, em 26/01/2000, Hipólito, está sepultado no Cemitério da Paz de Rio Negrinho;

** Hipólito Briniak aposentou-se na Móveis Cimo em 01/01/1964 e trabalhou mais 10 anos na mesma empresa;

*** Hipólito foi casado em primeira núpcia com Laura Witt, nascida em 18/07/1913 e falecida em 09/11/1946, e tiveram como filhos Vladimir, Félix e Olga (casada com Afonso Gruber); viúvo, casou-se com Zoraide de Souza Nascimento, nascida em 04/04/1914 e falecida em 10/12/2009, e tiveram como filhos Mario e Lourival;

**** Nos festejos de 07 de setembro de 1994, após a denominação oficial de Avenida dos Imigrantes, a via pública situada defronte ao prédio da Prefeitura, o então prefeito Dr. Romeu Albuquerque fez uma justa homenagem a vários imigrantes, entre eles, o sr. Hipólito Briniak.

Imagem do palanque dos festejos cívicos de 07/09/1994, no momento da homenagem ao imigrante Hipólito Briniak, pelo então prefeito Dr. Romeu Albuquerque (imagem do acervo de Lourival Briniak)

sábado, 14 de abril de 2018

GENTE NOSSA: WALCIR VIDAL SENNA


Nota do Blog: GENTE NOSSA foi uma coluna publicada no Jornal PERFIL de Rio Negrinho, nos anos de 1995 e 1996, no qual o administrador deste Blog por um período foi colaborador. Apresentamos mais um artigo da coluna GENTE NOSSA, homenageando Walcir Vidal Senna, publicado originalmente no Jornal Perfil, ano IV, edição nº 146, pág. 8, em 01 de março de 1996. A foto reproduzida no texto original do Perfil é de autoria do repórter Alceu Solano Peyerl.



GENTE NOSSA apresenta a figura de Walcir Vidal Senna, (então) chefe do escritório da CELESC, ex-vereador, ex-presidente da Câmara de Vereadores e ex-radialista. Casado com Nanci Liebl, pai de 2 filhas – Cintia e Luciana.

Walcir Vidal Senna 
(imagem do acervo do administrador do Blog)



INFÂNCIA – Filho de João Lucio e Auta Bernardino de Senna, naturais de Porto Belo (SC), Walcir Vidal Senna nasceu em Rio Negrinho em (28) de abril de 1940.  Fez o curso primário e o curso normal regional (equivalente ao magistério) junto ao Grupo Escolar Marta Tavares. 

Walcir Vidal Senna 
(imagem do acervo do Jornal Perfil, da autoria de Alceu Solano Peyerl)


Sua infância foi pelas brincadeiras e banhos no rio Negrinho, junto ao poço do Cipó (fundos do Banco do Brasil), poço do Ziprinha (fundos da Prefeitura), e do poço do Dums. Isto sem contar a pesca da tarrafa, nas tocas ou nas latas na lagoa do “Engel”, situada no final da rua Otto Dettmer, sempre contando com os resmungos e chingamentos da velha “Baia”.  
O porão do Werna era um caso a parte. Situado no local onde está o Mercado Municipal, prédio grande de madeira, com 2 pisos, alugado em vários quartos, para 4 ou 5 famílias, formava um simpático cortiço, com um grande número de moleques, sempre entregues a traquinagem. No porão do Willy Werner havia o espaço para a barbearia e a sua famosa verdureira. 
Com a construção da ponte nova e o aterro da rua, o porão ficou prejudicado, posteriormente adquirido pela prefeitura e demolido.

VIDA PROFISSIONAL – Aos 14 anos, Walcir inicia juntos aos correios como praticante de telegrafista sem remuneração, onde fica 4 anos.  Ainda antes dos 18 anos, começa a trabalhar como locutor na rádio Rio Negrinho, nos programas sertanejos vespertino e matutino, além do programa noturno “Boa Noite para Você”.  Com 18 anos vai para o serviço militar, retornando continua por mais um breve período junto à Rádio, de onde demite-se, empregando-se na Empresul*, em 1961.

Festa junina realizada ao início da década de 1960, na então sede do Ipiranga, na qual foram apresentados conjuntos musicais de música caipira. Nesta foto vemos a partir da esq. Walcir Vidal Senna, animador do baile, que mantinha um programa deste gênero musical na Rádio Rio Negrinho, com o nome artístico de Nhô Bento; e o trio caipira Osvaldo Maia - Osvaldinho, Jose Vieira Lemos - Juquinha e Pedro Schier – Penoso. (Foto cedida por Ana Alves de Andrade)


Na Empresul, empresa particular de energia elétrica, mais tarde encampada pela CELESC, inicia a profissão de eletricista. A agencia local da Empresul contava apenas com 3 empregados, 1 pessoa no escritório – Theodoro Junctum e outros 2 – Ervino Tascheck e Gabriel Pereira, que eram ao mesmo tempo eletricista, leiturista, consertador de rede, colocador de postes para extensão, enfim “pau pra toda obra”.  

Fato pitoresco, que os postes eram ainda todos de madeira e eram levados até o destino final numa gaiota, com rodas de carroça, puxados pelos 03 funcionários, morro abaixo e ac ima. Levantar um poste era outro drama, só no braço, contando com a ajuda espontânea dos empregados da Móveis Cimo.  Os pedidos de ligações eram poucos, de 1 a 2 mensais. Além de tudo, e Empresul ainda tinha uma loja para a venda à varejo de material elétrico. Em 1974, a Empresul é encampada pela CELESC, melhorando sensivelmente a qualidade da energia, atendimento ao público e conservação de redes de distribuição.  

Somente em 1970, Walcir reinicia os estudos de 2º Grau, com o Curso Técnico em Contabilidade na Escola Técnica de Comércio, junto ao Colégio Manoel da Nóbrega.  Dentro da empresa é requisitado durante 8 meses para a central em Florianópolis, no setor contábil e posteriormente remanejado para o mesmo setor na Agência Regional de São Bento do Sul, onde atua durante 5 anos. 

Retorna ao escritório local em 1981, para assumir a chefia, com a aposentadoria do velho companheiro Theodoro Junctum, onde permanece até hoje na função**.

POLITICA – Com a atuação na rádio e as ligações partidárias como o ex-vereador Theodoro Junctum, lança-se a vereador, elegendo-se para o mandato de 1970 a 1973, tendo como prefeito à época – Alvaro Spitzner.  

Convive com as turbulentas divisões da ARENA, partido aliás oriundo da UDN e PSD, que originavam inúmeras e intermináveis questões. É neste período novas indústrias no município, entre elas a Famorine e Móveis Capi e um hotel de maior porte, o Park Hotel***. 

Neste período foram criados o hino, o brasão e a bandeira de Rio Negrinho; além de ser fixado a data comemorativa da fundação do município.  Eleito como presidente da Câmara para o período de 1/02/72 a 31/01/73, onde foi concedido o 1º Título Honorífico de Rio Negrinho, ao Governador – Colombo Salles. Tenta a reeleição em 1982 e é eleito pelo PDS, tendo como prefeito – Dr. Romeu F. Albuquerque, onde foi presidente da Câmara para o período de 1/02/83 a 10/02/85. 

Câmara de Vereadores, após a eleição na presidência do vereador Wilson Luiz Veiss, em 01/02/1987, para o 3º biênio da direção da Câmara de Vereadores, onde se vê, a partir da esq.  Vitor Reichwald, Elias Graboski Filho, Lauro Anton, Ermelinda Tenfen Borella, Walcir Vidal Senna, Wilson Luiz Veiss, Olavo do Prado, Ilario Schneider, Osmail Joaquim Nunes,  José Euclides Carvalho e José Kormann (foto do acervo de Ismael do Prado)


Guarda entre as inúmeras recordações, a amizade e fidelidade do colega e vereador José Euclides Carvalho, destacando como marco, a indicação da denominação de Professora Selma T. Graboski para a escola no bairro São Rafael.

TEATRO – Em 1968 participa da formação da Sociedade Teatral Rio Negrinho em companhia de Norberto Murara, Pedro Jablonski, Luterina Lehner, Vagemiro Jablonski, Adélia da Luz Souza, Magali (Souza) Szabunia, Alfredo Girardi e de Jussara Zipperer.  

Para ensaios e apresentações foi utilizado o Salão Paroquial da Igreja Matriz, que para isto, foi exigido a instalação elétrica, pintura e montagem do palco, como está atualmente.  

A Sociedade Teatral teve o momento de glória em 1969, quando o ator Walcir Senna foi eleito o 1º ator coadjuvante do estado, no Teatro Carlos Gomes em Blumenau.  Infelizmente a Sociedade Teatral desativou-se em 1970.  GENTE NOSSA futuramente trará matéria sobre esta brilhante entidade.

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Nota complementar do Blog:

* A Empresul - Empresa Sul-Brasileira de Eletricidade S/A foi fundada em Joinville, em 6 de abril de 1929, e era controlada pela AEG (Allgemeine Elektrizitäts Gesellschaft) e depois pela “Berliner Handels-Gesellschaft”, ambas de Berlim.
A Empresul foi encampada pelo governo brasileiro em 1944, em plena 2ª Guerra Mundial. Foram nomeados interventores e após o conflito, a empresa foi passada para o governo catarinense. Em 9 de dezembro de 1955 – o então governador de Santa Catarina – Irineu Bornhausem, criou a Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. - Celesc, com a função de planejar, construir e explorar o sistema de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica no Estado. Depois, assumiu o papel de holding até começar a incorporar, gradativamente, o patrimônio das antigas empresas regionais, ao longo da década de sessenta, passando de canalizadora de recursos públicos para uma Holding atuante no setor elétrico, adquirindo várias empresas do ramo, dentre elas a Empresa Sul Brasileira de Eletricidade S.A. – Empresul, com base em Joinville. A incorporação dessas empresas foi realizada com base em um levantamento patrimonial detalhado, em que instalações e propriedades foram transformadas em ações da Celesc e repassadas aos sócios das antigas empresas. (Texto com base nos sites "Noticias do Dia" e "Didaticativa")
** Walcir Vidal Senna aposentou-se da CELESC em novembro de 1997.
*** O Park Hotel é atualmente denominado de Hotel e Pousada João de Barro.

domingo, 8 de abril de 2018

GENTE NOSSA: FRAU MAROS


Nota do Blog: GENTE NOSSA foi uma coluna publicada no Jornal PERFIL de Rio Negrinho, nos anos de 1995 e 1996, no qual o administrador deste Blog por um período foi colaborador. Apresentamos mais um artigo da coluna GENTE NOSSA, homenageando Luiza Pscheidt Maros – a Frau Maros, publicado originalmente no Jornal Perfil, ano IV, edição nº 158, pág. 10, em 31 de maio de 1996. A foto reproduzida no texto original do Perfil foi em preto e branco.



Com Luiza Maros, GENTE NOSSA, homenageia a figura afável da primeira pessoa, com que temos contato aos nascermos, a parteira.


Missão – A tendência natural do ser humano é achar que um fato é importante, quando envolve um grande estrondo publicitário ou estardalhaço. Porém, muitas vezes, um fato pequeno reveste-se de um simbolismo de grande importância.  Esta comparação cabe também as pessoas.  

Dá-se muitas vezes importância aos líderes políticos, esportistas, religiosos etc. que projetam-se ao estrelato, porém, outros, na singeleza diária, tem um papel fundamental, este é o caso da missão da parteira, a qual destacamos – Luiza Maros, mais conhecida como Frau Maros.

Luiza Maros, ladeada pela irmã Guisela Anton e a amiga Maria Pscheidt


Nascida à 27 de junho de 1920, na localidade de Lençol (São Bento do Sul), filha de José e Catarina Pscheidt, mudam-se para Rio Negrinho, residindo primeiro em Corredeira e posteriormente em Colônia Olsen, quando Luiza, em 1942, casa-se com Alfredo Maros.

Sonho – Ainda menina, Luiza acalentava o sonho de ser irmã de caridade, mas estes anseios não se realizam, porque na região não havia religiosas que a encaminhassem. 

Uma vez casada, começa a sentir que além de dona de casa, deveria ajudar os mais necessitados, e aos poucos, atende principalmente crianças doentes, com remédios caseiros e “esfregações”.  Aos poucos começava entender a sua vocação.

Partos – Rio Negrinho, da década de 1950 tinha apenas um médico, que atendia os casos de doença. Para os casos de gravidez, não havia acompanhamento médico, como nos dias atuais, sendo na maioria das vezes, segredo entre marido e mulher.  Os partos eram feitos diretamente nas casas das famílias, por parteiras, chamando-se o médico só nos casos mais graves. 

Além do mais, Rio Negrinho, na época, uma cidade operária, as famílias não tinham condições financeiras de pagar o tratamento médico e o parto, só pessoas de posses davam-se ao “luxo” de fazer em hospitais.  

Outro costume, era que as parturientes, logo após o parto, ficavam os primeiros nove dias na cama, alimentando-se da tradicional sopa de galinha, que era comida obrigatória.  

As parteiras, verdadeiras abnegadas, faziam como vocação, chamadas, deslocavam-se a pé, de dia ou a noite, com sol e chuva, calor ou frio, praticamente sem nenhuma remuneração. Dentre estas abnegadas, citamos entre outras -  Alvine Luize Boelitz, Mônica Galikoski, Verônica Virgoch e Luiza Maros.

– Especificamente, Frau Maros, começa a atividade de parteira, por volta de 1950, quase por acaso, quando uma vizinha em véspera do parto, solicita sua companhia, até a vinda da parteira Verônica Virgoch, moradora próxima ao Cemitério Municipal.  Como esta era idosa e o deslocamento feito a pé, o parto deu-se antes da chegada da parteira, obrigando a Frau Maros a atende-la. 

Imagem de Nossa Senhora do Bom Parto (Foto extraída da internet)


A partir deste primeiro parto, por mais de 20 anos, outros 2.800 partos se sucederam, dos quais cerca de 12 casais de gêmeos, vários bairros e no interior do município.  Muito religiosa, afima com alegria, que todos os partos feitos por ela, nunca faleceu em suas mãos um recém-nascido ou parturiente, atribuído a este fato, a proteção de Nossa Senhora do Bom Parto, invocação que sempre fazia.  

Com a inauguração do novo prédio do Hospital do Município*, os partos passam lá serem feitos sendo assim mesmo, por diversas requisitada a sua presença, pela confiança das grávidas, nela depositada ao longo dos anos. 

Ainda como parteira, trabalha como funcionária do Hospital, de 1975 a 1978, quando encerra a sua missão. Hoje com 78 anos, viúva, com problemas de artrose que a impede de locomover-se, vive das lembranças, das alegrias do dever cumprido.  A ela nossos respeitos e admiração.

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Nota complementar do Blog:

A parteira Luiza Pscheidt Maros, mais conhecida como Frau Maros, foi casada com Alfredo Maros, e teve 4 filhos, Elvira, Lucinda, Alvino e Landila. Faleceu com 85 anos, em 27 de outubro de 2005, e encontra-se enterrada no cemitério da Colônia Olsen, em Rio Negrinho.


* O prédio hospitalar da então Associação Hospitalar Rio Negrinho foi inaugurado em 1966, e está localizado na rua Carlos Weber, hoje de propriedade da Prefeitura Municipal. As tratativas da construção do atual prédio hospitalar de Rio Negrinho deu-se somente a partir de 1997.

sábado, 31 de março de 2018

GENTE NOSSA: RADAR


Nota do Blog: GENTE NOSSA foi uma coluna publicada no Jornal PERFIL de Rio Negrinho, nos anos de 1995 e 1996, no qual o administrador deste Blog por um período foi colaborador. Apresentamos mais um artigo da coluna GENTE NOSSA, focando no clube RADAR, publicado originalmente no Jornal Perfil, ano III, edição nº 135, pág. 7, em 8 de dezembro de 1995. Somente a foto do Radar E.C. foi reproduzida no texto original do Perfil.


Enfocamos nesta semana um conjunto de jovens, que principiaram em Rio Negrinho, como clube a pratica esportiva do vôlei, basquete e futebol de salão, no então RADAR E.C. As informações desta crônica, foram baseados em depoimentos de Mirno Neidert e Felix Briniak, integrantes da fase inicial do clube.  GENTE NOSSA encomendou um trabalho especial a poetisa e contista Glicia M. Neidert sobre o Radar, da qual ela fez parte, por onde iniciamos o trabalho desta semana.

Glicia – “Tem cada idade a sua juventude (Bastos Tigre), mas, sem dúvida, os 16, 17 18 anos é uma época inesquecível. Por volta de 1956, em nossa simpática Rio Negrinho, viviam os jovens cheios de alegria e dinamismo, que cultivam amizades lindas. Como entretenimento, havia o cinema do Sr. “NONO”, onde toda a patota ia às matinês. Entram triunfalmente pelo corredor central, assobiando em coro aos domingos reuniam-se às margens do rio Negrinho, ainda não poluído, no famoso “Poço do Cipó” (atrás do prédio do Banco do Brasil)¹ para nadar e mergulhar. Verdadeira exibição de coragem e músculos.


Poetisa Glicia Murara Neidert (Foto do acervo de Valderi Aci da Silva)


Havia também as dancinhas na “sede”. Usávamos amplos vestidos e dançávamos ao som dos “Miseráveis do Ritmo”.  Eu tinha ordens de meus pais para chegar em casa pontualmente às 18:00 horas... e obedecia! Ah! As serenatas, que lindas e românticas!

Certamente muitos senhores e senhoras que hoje estão lendo este artigo tem boas lembranças daquele tempo. Para diversificar as diversões e canalizar tanta energia os moços resolveram formar um time de voleibol e de basquete e assim surgiu o RADAR E.C., após muito trabalho, dedicação e garra dos jovens, que eram muito unidos.

O Radar E.C. tinha uma bandeira e uniformes, o das moças era: calção azul, blusa branca com emblema criado por Senildo H. Neidert e saia curta pregueada.

Que lindos tempos! Devo confessar que nunca aprendi a jogar voleibol, mas do companheirismo e amizade que era uma constante no meio dos jovens, surgiu um namoro que culminou em casamento. Hoje vivo feliz ao lado do treinador Mirno H. Neidert. (Glicia M. Neidert – 03.12.95).

Primórdios – No final de 1956 ou início de 1957 ², jovens da faixa etária de 16 a 20 anos, buscam uma nova forma de laser, principalmente nos finais de semana, nos quais as opções eram reduzidas ao cinema do simpático “NONO”, bailes, domingueiras na “sede” do Ipiranga ou Salão Dettmer e jogos de futebol. Influenciados por novos esportes, onde estudantes rio-negrinhenses de escolas em centros maiores (principalmente Curitiba), ou do serviço militar, estes jovens constituem informalmente um clube para a prática do voleibol, basquete e futebol de salão.

Para isso encontram um local adequado e central para a quadra esportiva, junto ao terreno de propriedade da família Neidert³, aos fundos da rua Duque de Caxias, margeando o rio Negrinho e a estrada de ferro, terreno grande com pouco aproveitamento que possuía uma pequena faixa mais elevada, onde à base de pás, picaretas, enxadões, e carrinho de mão fazem a quadra, em forma de “L”, de chão batido, com pequeno vestiário de madeira, iluminado posteriormente com holofotes para jogos noturnos, ficando uma pequena elevação lateral para a torcida. 

Somente, quase no final dos trabalhos que a Prefeitura cedeu os maquinários para complementação dos trabalhos da quadra, denominada “Edulindo Gisbert Neidert”.

O nome escolhido para o clube era revolucionário na época – RADAR, o símbolo do átomo foi adotado pelo clube.  As modalidades esportivas adotadas eram também muito pouco conhecidas do grande público. A semente do Radar estava lançada e a quadra de esportes pronta, constituindo-se, o primeiro clube do município do gênero.

Participantes – Passaram por este clube entre outros: Mirno H. Neidert, Senildo Neidert, Romeo Zipperer, Felix Briniak, Waldemar Bublitz, Edvaldo Bublitz, Valmor Bublitz, Arnaldo Lampe, Roland Thieme, Placido Steffen, Alvino Vutzke, Gerold Lichtblau, Max Reuss, José Cavalheiro Filho (Jeca), Luiz Cavalheiro de Almeida (Camiseta), Adolar Janesch, Marcio Parreira, Raul Zipperer, Gildo Zipperer, Norberto Murara e Adolar Kemper.  Equipe feminina de vôlei: Nilce Zipperer, Glicia M. Neidert, Noly e Iria Scaburi, Maurita e Lizi Parreira, Loni Zipperer, Irene Weick, Glaci Tschoecke, Josefa e Maria Szabunia. Junta-se a este grupo – Clóvis A. Campos Silva, então funcionário do Banco Inco, que colabora na organização e preside por um bom tempo no Radar, formalizando o estatuto e cobranças de mensalidades.

Da esq. p/ direita, em pé: Adolar Kemper, Mirno Neidert, José Cavalheiro Filho (Jeca) e Luiz Cavalheiro de Almeida.  Agachados: Waldemar Bublitz, Arnaldo Lampe (Zizi) e Felix Briniak.


Adversário – O grande problema apresentado após a formação do Radar e conclusão da quadra, e cansativos treinos era não ter um adversário para disputa de partidas. Passado um certo tempo, aparece um rival a altura, oriundo do E.C. Continental, que forma uma equipe de vôlei masculino e feminino. 

As disputas entre os dois clubes são ferrenhas, atraindo uma fanática torcida nos jogos, chegando ao ponto de cobrança de ingressos.  Uma próxima edição do GENTE NOSSA tratará especialmente deste clube. 

Outras disputas feitas pelo Radar fora do município como pela primeira vez jovens do município jogam uma partida num ginásio coberto, na Escola Técnica em Curitiba, onde saem vitoriosos. Além disso fazem jogos na região com São Bento, Mafra e Joinville. Mas sem sombra de dúvida, o maior e quase sempre imbatível adversário foi o Continental.

Bailes – As domingueiras para arrecadação de fundos e diversão na sede eram famosas e aparecem conjuntos como “Os Miseráveis do Ritmo”, composto Milton Righetto (acordeão), Sigolf Lichtblau (violino), Luiz Cavalheiro de Almeida ou Guinter Weber (bateria) e Cristaldo R. Lima (violão elétrico). Chegam-se a promover bailes com conjuntos famosos como o “Marimba Alma Latina” ou a orquestra “Cruzeiro do Sul” do nosso município, que vão das 20:00 horas de sábado às 6:00 horas da manhã de domingo.

Lembranças – A medida que os anos se passam, muitos dos integrantes vão se casando, outros transferem-se de cidade, fazendo com que o Radar vá definhando pouco a pouco, encerrando suas atividades por volta de 1962.  Ficou a alegria das disputas, das amizades e os casamentos realizados à partir do saudoso Radar E.C.


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Nota complementar do Blog:

1 – Em 1995 a agencia do Banco do Brasil de Rio Negrinho estava instalada à rua Luiz Scholz;

2 - O Radar foi fundado em 07/12/1956;

3 - A Prefeitura Municipal, através de Lei nº 1689 de 22/02/2005, sancionada pelo então Prefeito Municipal Almir José Kalbuch, adquiriu dos herdeiros de Afonso Tschoeke (antes pertencente a família Neidert) o terreno que abrigou no final da década de 1950 e inicio da década de 1960 o Radar E.C., destinado a abrigar um parque municipal, denominado de "Parque Municipal Paul Harris", como homenagem ao fundador do Rotary, em comemoração aos 100 anos de existência e dos serviços prestados a humanidade pelo Rotary Club Internacional, naquele ano de 2005; o Parque Municipal Paul Harris foi inaugurado oficialmente em 24/02/2018 numa parceria entre o Rotary Club Rio Negrinho e a Prefeitura Municipal de Rio Negrinho;

Imagem da inauguração do Parque Municipal Paul Harris em 24/02/2018
 (Foto extraída do Jornal do Povo de Rio Negrinho)

4 - Edulindo Gisbert Neidert – Era filho de Eduardo e Jenny Neidert, nascido em 06/05/1930, de profissão comerciante, era irmão de Mirno e Senildo Neidert. Faleceu prematuramente em 03/10/1955.

sexta-feira, 30 de março de 2018

GENTE NOSSA: ALVINO ANTON


Nota do Blog: GENTE NOSSA foi uma coluna publicada no Jornal PERFIL de Rio Negrinho, nos anos de 1995 e 1996, no qual o administrador deste Blog por um período foi colaborador. Apresentamos mais um artigo da mencionada coluna GENTE NOSSA, homenageando Alvino Anton, publicado originalmente no Jornal Perfil, ano III, edição nº 124, pág. 7, em 22 de setembro de 1995. A foto de Alvino Anton extraída do Jornal Perfil é de autoria de Alceu Solano Peyerl. As imagens da Câmara de Vereadores da 4ª legislatura e da Bandinha Anton não foram publicadas no texto original no PERFIL.


Figura conhecida entre nós, tanto por sua atividade profissional, como músico e político da velha geração. GENTE NOSSA desta semana homenageia ALVINO ANTON, de tradicional e numerosa família de nossa cidade. Morador do Bairro São Pedro, atualmente com 82 anos, recolhido às suas lembranças.

ORIGEM – Filho de pai imigrante alemão, Francisco Anton veio ao Brasil com apenas 07 dias, nascido a 03/12/1875, passando a morar na Estrada do Lago, em Lençol – São Bento do Sul, agricultor, vindo mais tarde trabalhar como aprendiz de sapateiro, com Carlos Hantschel em Rio Negrinho. 

Posteriormente adquiriu uma gleba de terras na localidade de São Pedro, onde trabalhou como agricultor e também zelador da estrada Dona Francisca, trecho entre o Rio Preto e Rio Negrinho.  Francisco foi casado com Emilia Kwitschal, teve 12 filhos: Lidia – casada com José Huttl, Olga – casada com Rodolfo Tureck, Frida – casada com Carlos Hantschel Filho, Regina – casada com Emilio Tureck, Elvira – casada com José Pscheidt, Agnes – casada com Antonio Muehlbauer, José, Paulo, Max, Alfredo, Alvino e Ernesto.

PROFISSÃO – Nascido em São Pedro, em 15 de março de 1913, em Rio Negrinho, seu pai muito previdente, aos 16 anos o encaminhou para uma profissão, a de alfaiate, enviando ao mestre – João Augustin, onde residiu durante 03 anos. Fato curioso da época, era que os aprendizes não tinham remuneração, além de pagarem ao mestre oficial pelo aprendizado. De aprendiz passou a trabalhar como empregado de Luiz Grossl, também alfaiate estabelecido, onde sentiu as dificuldades da profissão. 

Alvino Anton (Foto do acervo do Jornal Perfil, 
de autoria de Alceu Solano Peyerl)


Abandonando a profissão aprendida, iniciou na profissão que o acompanharia ao longo dos anos, a de carroceiro. O carroceiro tinha uma importância vital da época, pois não havia automóveis, caminhões, aviões, ônibus, a não ser o ferroviário recentemente implantado. Portanto, o meio de transporte necessariamente era a base de carroças, e o elo de ligação entre os municípios da região era a estrada Dona Francisca. 

Alvino primeiro trabalhou para o irmão – Paulo, depois para o pai e posteriormente para Engelberto Pscheidt. Aos 22 anos, comprou o seu próprio carroção, para uma parelha de 06 cavalos, trabalhando neste ofício até 1969, quando adquiriu um caminhão de fretes, ainda para transporte de toros. 

Casou em 1937, com Frida Jantsch e teve 04 filhos: Lourdes – casada com Adolar Fischer, Alice – casada com Licio Nicacio Schroeder, Alcides – casado com Nilza Peyerl e Eurides – casado com Cacilda Fischer.

VIDA POLÍTICA – Homem ativo, trabalhador, mas somente aos 41 anos com a emancipação do Município em 1954, Alvino foi levado à política, pelas mãos do líder político e sobrinho Herberto Tureck, candidatando-se a vereador pelo antigo PTB, elegendo-se para 1ª Câmara de Vereadores de Rio Negrinho, com 155 votos, de um total de pouco mais de 3.000 eleitores.

As reuniões da Câmara de Vereadores eram esporádicas, convocadas de tempos em tempos, via telegrama em Correios ou pessoalmente; os suplentes eram convocados na hora, em caso na falta do titular; as reuniões eram realizadas numa sala do prédio da Prefeitura (hoje demolido) na praça Oldegar Olsen Sapucaia.

Para se deslocar de São Pedro até a cidade o meio de transporte era a cavalo, e as vezes, até a pé. Reelegeu-se pela 2ª vez em 1962, também pelo PTB, com 177 votos, vivendo os dias conturbados na gestão do Prefeito Municipal – Sr. Nivaldo Simões de Oliveira.

Em 1965, candidatou-se a Prefeito, no qual concorreram – Helladio Olsen Veiga – advogado e Vagemiro Jablonski – cartorário, tendo este último melhor sorte, hoje de saudosa memória. Panfletos jocosos da época apresentavam caricaturas de Helladio com uma Bíblia debaixo do braço, Alvino com um saco de batatas nas costas e Vagemiro em passo de dança. Não eleito, Alvino retornou em 1967, pela 3ª vez a Câmara de Vereadores, eleito com 211 votos.

Vereadores de Rio Negrinho, da 4ª legislatura, a partir da esq.: Marcos A. von Bathen, Afonso Baum, José Flores de Souza, Sergio Ferreira (secretário da Câmara), Theodoro Junctum, Jorge Quandt, Alvino Anton e Orita Fernandes do Amaral. (Foto do acervo do autor do blog)


Sua época política foi marcada por diversas lideranças locais por disputas ferrenhas entre diversas lideranças como Euclides Ribeiro (Quito), Eugenio Dettmer, Herberto Tureck, Vagemiro Jablonski, além de outros. Num balanço afirma que nada ganhou de pessoal com a política, mas assim mesmo valeu a pena.

Em janeiro de 1995 foi homenageado como presidente de honra do PMDB local e uma placa alusiva pelos trabalhos prestados.

MÚSICA – Desde pequeno foi ligado a música, pois já aos 16 anos participava da Banda Anton, da localidade de São Pedro, que funcionou de 1929 a 1934, sendo composta por: Willy Pscheidt, José Anton, Otto Maros, Max Anton, Francisco Anton, Osvaldo Anton, Antonio Pscheidt e José Liebl. 

A Banda Anton teve como fato marcante a comemoração da vitória Getulista, na revolução de 1930, na festa realizada e liderada por Eduardo Virmond, líder político da época; estava presente retornando então o voluntário nesta revolução – José Hantschel.

Bandinha Anton, por ocasião da comemoração de vitória da revolução getulista em 1930 (Foto do acervo do Blog)


Mais tarde participou da Banda Tureck, durante 20 anos, junto com: Rodolfo Tureck, Herberto Tureck, Salvinus Tureck, Linus Tureck, José Munch, Francisco Kwitschal, Emilio Tureck e Carlos Heinecke, entre 1948 a 1968. (Em fase de preparação, será publicado pelo PERFIL, um trabalho sobre a música em nosso meio, onde vários detalhes e fatos são rememorados por este ilustre rio-negrinhense, hoje aqui lembrado).

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O carroceiro/músico/político Alvino Anton veio a falecer em 08 de outubro de 1998, com a idade de 86 anos, e foi enterrado no Cemitério de Colônia Olsen, em Rio Negrinho.