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sábado, 8 de maio de 2021

NOSSA HISTÓRIA: ORIGEM DA DENOMINAÇÃO DO BAIRRO JARDIM HANTSCHEL, EM NOSSA CIDADE

Nota do Blog: Apresentamos o texto publicado originalmente na coluna "Nossa História" em 30/04/2021, na edição nº 5.370, pág. 4, do Jornal Perfil Multi de Rio Negrinho. O Administrador deste Blog, a partir de 07/08/2020, passou a integrar a equipe de colaboradores daquele jornal, na apresentação de uma coluna semanal de abordagem de aspectos históricos do nosso município.

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Um dos bairros de nossa cidade tem a denominação de Jardim Hantschel, margeando a Rodovia Br-280, no sentido Rio Negrinho a Mafra. Esse texto tem por base informações de Theo Ulrich Hantschel e de pesquisas do autor da coluna.

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Largas faixas de terras – Os bairros Bela Vista, Jardim Hantschel, Quitandinha e São Pedro, tem em seus primórdios estreitas ligações com a família do pioneiro Carlos Hantschel e seus descendentes.

Pioneiro Carlos Hantschel com seus 2 filhos Alfredo (frente) e José, em 1914
 (Foto: acervo de Theo U. Hantschel)


Este pioneiro, que imigrou ao Brasil ao 1888, casou-se com Maria Stueber, começou as suas atividades por Rio Negrinho em 1890, onde construiu uma casa num terreno adquirido da família Hillemann, onde a seguir construiu uma sapataria.

Estabeleceu-se em definitivo em Rio Negrinho, em 1894, no Km. 104 da antiga Estrada Dona Francisca, onde até hoje vivem os seus descendentes, com a profissão de sapateiro, defronte à esquina da atual Rua Adolfo Konder. Esta larga faixa de terras cresceu com a compra de outro terreno, em 1910, de José Preisler, os quais formaram todo o Bairro Bela Vista, que trataremos em outra matéria. Isto sem contar um outro imóvel que havia adquirido por ocasião da implantação da Colônia Miranda.

Depois da morte de Carlos, em 1917, sua esposa Maria, de posse de recursos frutos da herança de sua mãe, adquiriu uma gleba de terras, que se estendia da ponte do rio dos Bugres, subindo pela Estrada Dona Francisca até a altura da Quitandinha, onde parte dos seus descendentes residem até hoje, que hoje se constituem o bairro Jardim Hantschel e parcialmente o Bairro Quitandinha. Maria Stueber, faleceu com 83 anos, em 22/09/1956, e encontra-se enterrada no Cemitério da Paz, em Rio Negrinho.

José Hantschel na solenidade de doação oficial do terreno a Escola Aurora, em 1º/07/1967 (Foto: acervo de Theo U. Hantschel)


José Hantschel – Com a morte de Maria Stueber os seus bens foram partilhados com 8 filhos: Carlos (nasc. 08/04/1894), Luiza (nasc. 05/08/1895), Hermina (nasc. 09/02/1898), Maria (nasc. 08/02/1901), Rodolfo (nasc. 17/12/1902), José (nasc. 20/09/1906), Alfredo (nasc. 11/07/1910) e Erna Ema (nasc. 02/02/1912).

José Hantschel ladeado pelo vereador José Flores de Souza e Mateus Bachmann, na solenidade de doação oficial do terreno a Escola Aurora, em 1º/07/1967 (Foto: acervo de Theo U. Hantschel)


Coube a José Hantschel três áreas, uma no bairro Bela Vista, futuro Loteamento Irmãos Hantschel, outra no bairro São Pedro e a terceira, que se constituiu no atual bairro Jardim Hantschel.

Homem tranquilo, solteiro, tinha como renda a de pequeno agricultor e criador de gado, e da venda esporádica de lotes no bairro de Bela Vista.

Foi voluntário na revolução Getulista de 1930. Foi suplente de vereador em São Bento do Sul pelo então Distrito de Rio Negrinho, no quadriênio 1936/1939, cuja posse se realizou em 04/03/1937. Nesta legislatura foram vereadores titulares representantes eleitos por Rio Negrinho Roberto Buchmann, Carlos Lampe, Martim Zipperer.

Foi benemérito doador da área de terras em 1965, para construção da Escola Estadual Reunidas, situado à rua Prefeitura Hugo Fischer, que passou a ser chamada oficialmente de "Aurora Siqueira Jablonski", em 13/10/1967, e atualmente denominada Escola Básica Municipal Professora Aurora Siqueira Jablonski. Infelizmente José Hantschel veio a falecer prematuramente com 62 anos, em 12 de março de 1969.

Vista do Bairro Jardim Hantschel (fundos) a partir da rua Carlos Hantschel 
(Foto: acervo do autor do Blog)


Bairro Jardim Hantschel – Com o falecimento de José Hantschel coube aos seus irmãos e sobrinhos a posse da partilha dos seus bens. Liderados por Alfredo e André Dums Filho ficou definido que duas de suas áreas seriam implantados os futuros Loteamentos Irmãos Hantschel, situado no Bairro Bela Vista e Jardim Hantschel, que atualmente forma grande parte do Bairro Jardim Hantschel.

Vista parcial do Bairro Jardim Hantschel, em 1995 (Foto: acervo de Arlete Dums)


Este Loteamento Jardim Hantschel, que deu origem a denominação do Bairro Jardim Hantschel, possui uma área de 495 mil metros quadrados, foi fracionado em 500 parcelas, entre lotes e áreas públicas, começou a ser ocupado a partir de 1975, tendo a sua principal artéria a Avenida José Hantschel.

Na próxima edição vamos continuar a publicação de aspectos da história de nossa terra! Obrigado!

domingo, 25 de abril de 2021

NOSSA HISTÓRIA: DIA 24 DE ABRIL: PARABÉNS RIO NEGRINHO!

Nota do Blog: Apresentamos o texto publicado originalmente na coluna "Nossa História" em 24/04/2021, na edição nº 5.369, pág. 12, do Jornal Perfil Multi de Rio Negrinho. O Administrador deste Blog, a partir de 07/08/2020, passou a integrar a equipe de colaboradores daquele jornal, na apresentação de uma coluna semanal de abordagem de aspectos históricos do nosso município.

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Cada País, Estado ou Município tem os seus símbolos que o identificam. Mesmo os clubes e entidades tem as marcas. Não raro, até famílias mais tradicionais tem os seus brasões. Assim é Rio Negrinho. Tem o seu brasão, bandeira, hino e datas comemorativas próprias, estabelecidas a mais de 50 anos, ainda no governo do Prefeito Alvaro Spitzner. É o que vamos tratar, ainda que de modo bem sintético.

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Bandeira Oficial de Rio Negrinho (Fonte: acervo de Bibi Weick)


Brasão e Bandeira – Nosso município de Rio Negrinho começou a adotar sua própria identidade através da lei nº 30, de 15 de setembro de 1970, quando oficialmente assumiu como símbolos municipais o seu brasão de armas e bandeira. As cores adotadas foram o verde, a faixa prateada simboliza a paz, trabalho, prosperidade, amizade e pureza. E o azul da 3ª faixa sintetiza a Justiça, e a beleza do Município.

Brasão Oficial de Rio Negrinho (Fonte: acervo de Bibi Weick)


Bibi Weick (Fonte: Redes Sociais) 

A escolha do brasão e da bandeira ocorreu através de concurso público por uma comissão julgadora, sagrando-se vencedor Siegmar Erico Weick, conhecido em nosso meio como Bibi Weick.

Data comemorativa – A 50 anos atrás, através da lei nº 7, de 15 de junho de 1971, a Municipalidade de Rio Negrinho adotava oficialmente o dia comemorativo à sua fundação.

Prefeito Alvaro Spitzner (Fonte: site oficial da Prefeitura de Rio Negrinho)


Buscando formar a sua identidade, um projeto de lei foi remetido à Câmara de Vereadores pelo então Prefeito Municipal Alvaro Spitzner, por sugestão de um clube de serviço de nossa cidade.

A Câmara de Vereadores era então composta por 7 vereadores: Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque, Walcir Vidal Senna, Edmundo Teifke, Carlos Wantowsky, José Tureck, José Cavalheiro Filho e Paulo Gustavo Meyer.

Sede da Câmara de Vereadores, em 1971, situada na Praça do Avião (Fonte: Rede Sociais)


Na tramitação do projeto de lei, que se apresentou bastante polêmico, mas ao final foi aprovado, cujo teor, singelamente estabeleceu o dia 24 de abril como sendo o "Dia Comemorativo à Fundação de Rio Negrinho", e também oficializou o ano de 1880, como sendo o ano de Fundação de Rio Negrinho.

Segundo fundamentação ao projeto de lei, o dia 24 de abril, era a data de nascimento de Jorge Zipperer, um dos pilares da fundação da futura Móveis Cimo, e o ano de 1880, a data da passagem da construção da Imperial Estrada Dona Francisca, pelo centro da cidade de Rio Negrinho.

Imagem da comemoração, em 1980, do centenário de Rio Negrinho (Fonte: acervo de Maria Estela Tavares)


Anualmente na semana do dia 24 de abril são realizadas várias festividades alusivas, mas sem dúvidas a maior delas foi a realização de abril de 1980, por ocasião do centenário de nossa terra, no governo do prefeito Paulo Beckert.

Hino Municipal – Resolvido a questão do Brasão, da Bandeira e da Data Comemorativa, o município procedeu a escolha do seu hino oficial, através de uma comissão julgadora, a partir de junho de 1971.

José Testoni (Fonte: Redes Sociais)


Wilson Glelepi (Fonte: acervo de Marli Pillati)


A escolha da letra e da música foram oficializadas através da lei nº 25, de 3 de novembro de 1971, e os autores foram Wilson Glelepi e José Testoni.


HINO DE RIO NEGRINHO

I
SOB A BRISA SUAVE DA SERRA,
ENTRE CAMPOS DE VERDE ESPLENDOR.
SOB A LUZ QUE ILUMINA ESSA TERRA,
ESTE MUNDO ENCANTADO EM FLOR.

II
LINDOS CAMPOS DE ALTIVOS PINHEIROS,
QUANDO O SOL ORNAMENTA O POENTE.
ESTE AR, ESTE CÉU BRASILEIROS,
DEUS CRIOU E NOS DEU DE PRESENTE.

III (ESTRIBILHO)
SALVE, SALVE, RIO NEGRINHO:
ÉS UM NINHO DE PAZ E AMORES.
SALVE, SALVE, RIO NEGRINHO:
SALVE, SALVE, CIDADE DE FLORES.

IV
MAJESTOSO CEPILHO DESLIZA,
SOBRE O PINHO CRIADO POR TI.
DA CERÂMICA A ARTE REPRISA,
RIO NEGRINHO DISTANTE DAQUI.

V
ESCOLHESTE ESTA TERRA IMPONENTE,
PIONEIRO VALENTE E SAGAZ,
JÁ PLANTASTE A FÉRTIL SEMENTE
E COLHESTE O FRUTO DA PAZ.

VI
ESTRIBILHO (III)


Na próxima edição vamos continuar a publicação de aspectos da história de nossa terra! Obrigado!

quarta-feira, 21 de abril de 2021

NOSSA HISTÓRIA: ORIGEM DA DENOMINAÇÃO DO BAIRRO VISTA ALEGRE, EM NOSSA CIDADE

Nota do Blog: Apresentamos o texto publicado originalmente na coluna "Nossa História" em 16/04/2021, na edição nº 5.367, pág. 6, do Jornal Perfil Multi de Rio Negrinho. O Administrador deste Blog, a partir de 07/08/2020, passou a integrar a equipe de colaboradores daquele jornal, na apresentação de uma coluna semanal de abordagem de aspectos históricos do nosso município.

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Waldemar Werner (Fonte: livro “Waldemar Werner – Uma história de trabalho, amor e dedicação”)

Um dos bairros de nossa cidade tem a denominação de Vista Alegre, situado na lateral da Rodovia Br-280, no sentido Rio Negrinho a Mafra. Esse texto tem por base informações do livro “Waldemar Werner – Uma história de trabalho, amor e dedicação”, editado e publicado pelo Instituto Histórico e Cultural Carlos Rutzen de Corupá e do engenheiro Carlos Dieter Werner, a quem agradecemos.

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Rio Negrinho ao início de 1960 - Depois de 80 anos da passagem da construção da Estrada Dona Francisca, em 1960, é inaugurada a Rod. SC-21 (atual Rod. Br-280) em nossa cidade. A antiga Estrada Dona Francisca então elo de ligação de Joinville a Mafra perdeu a importância à nova estrada.

Vista da recém construída Rod. SC-21, hoje BR-280, a partir da ponte sobre o Rio dos Bugres, completamente inabitada, ao início da década de 1960 (Foto: acervo de Ana Cristina Kohler)

Rio Negrinho contava em 1960, segundo Censo do IBGE, com uma população de 8.559, mas em franco progresso. As margens dessa nova Rodovia, a partir da ponte do rio dos Bugres seguindo na direção de Mafra, até a entrada do futuro loteamento, se apresentava um grande vazio moradores, onde as terras existentes eram de propriedade dos herdeiros da família Hantschel.

Imagem parcial de Rio Negrinho, ao início da década de 1960 (Fonte: livro “Waldemar Werner – Uma história de trabalho, amor e dedicação”)


Waldemar Werner – Nascido em 15/02/1920, em Corupá, na localidade de Rio do Paulo, em Corupá, era filho de imigrantes alemães, Augusto e Charlote Werner. Era de uma família numerosa, formada de 09 irmãos, todos do sexo masculino. Muito jovem ficou órfão do pai, passando a família por momentos difíceis, obrigando-o desde muito jovem na busca de emprego.
Waldemar Werner e sua esposa Renate (Fonte: livro “Waldemar Werner – Uma história de trabalho, amor e dedicação”)


Trabalhou em comércio como balconista, adquirindo suas primeiras experiências neste ramo de atividade. No ano de 1937 iniciou seu emprego na comercial Carlos Rutzen, na localidade de Isabel, em Corupá, lá permanecendo até ser convocado para o serviço militar, quando embarcou para o Rio de Janeiro, então capital federal. Lá permaneceu por 06 anos e durante este período foi promovido de soldado até a categoria de sargento.

Retornando do serviço militar, reassumiu seu antigo emprego no comércio de Carlos Rutzen, que em 1950, se tornaria seu sogro, após o casamento com sua filha Renate, com quem teve 03 filhos Margareth-Rose, Ingelore e Carlos Dieter. Comprou o comércio do sogro em 1958, quando esse se aposentou.

Dentro do seu comércio, aos poucos viu-se envolvido com a compra e venda de terras na região de Corupá e cidades circunvizinhas. Foi adquirindo experiências, e com o lucro obtido adquiria novas terras, pegando gosto pelo negócio imobiliário.

Jardim Vista Alegre – Com a sua aposentadoria Waldemar decidiu alugar o comércio e passou a dedicar-se inteiramente ao ramo imobiliário.

Em uma das visitas ao seu irmão Willy Werner, em Rio Negrinho, que era proprietário de um terreno no atual bairro Vista Alegre, acabou adquirindo dele, ao início de 1964, uma gleba de terras com 203 mil m2, onde já em 1965, implantou o “Loteamento Jardim Vista Alegre”.

Obras de infraestrutura do Loteamento Jardim Vista Alegre (Fonte: livro “Waldemar Werner – Uma história de trabalho, amor e dedicação”)

Obras de infraestrutura do Loteamento Jardim Vista Alegre (Fonte: livro “Waldemar Werner – Uma história de trabalho, amor e dedicação”)

Obras de infraestrutura do Loteamento Jardim Vista Alegre (Fonte: livro “Waldemar Werner – Uma história de trabalho, amor e dedicação”)

Obras de infraestrutura do Loteamento Jardim Vista Alegre (Fonte: livro “Waldemar Werner – Uma história de trabalho, amor e dedicação”)


Este foi o primeiro loteamento registrado de Rio Negrinho, e implantado numa região então completamente inabitada, e sua expansão foi de tal monta que nestes últimos 55 anos, que se expandiu o laborioso e populoso Bairro Vista Alegre.

O loteamento foi feito por etapas, devido a compromissos já assumidos com a aquisição da casa comercial em Corupá. Exigiu muita força de vontade e desprendimento.

Obras de infraestrutura e lista dos primeiros adquirentes do Loteamento Jardim Vista Alegre (Fonte: livro “Waldemar Werner – Uma história de trabalho, amor e dedicação”)


Para as vendas dos lotes foi instalado o primeiro escritório imobiliário na cidade de Rio Negrinho, em 1977, fundando a HW Empreendimentos Imobiliários Ltda., tendo como preposto o futuro corretor de imóveis Airton de Oliveira Machado, hoje de saudosa memória.

Propaganda dos primórdios da HW Empreendimentos Imobiliários (Foto: acervo do autor do Blog)

As atividades comerciais de Waldemar foram interrompidas em 1985 quando foi vitimado por um câncer, vindo a falecer neste mesmo ano, no Hospital Santa Isabel em Blumenau. Foi enterrado em Corupá, sua cidade natal. As atividades imobiliárias iniciadas por Waldemar Werner, prosseguem em nossa cidade até nossos dias, pelo seu filho, o engenheiro e corretor de imóveis Carlos Dieter Werner.

Imagem de 23/05/2011, no plenário da Câmara de Vereadores, logo após a aprovação da denominação oficial de Rua Waldemar Werner, onde vê-se, a partir da esq. Rosangela Werner, Carlos Dieter Werner, Renate Rutzen Werner, o vereador Artemio Correa e Osmair Bail (Foto: acervo da Câmara de Rio Negrinho)


Numa justa homenagem a Municipalidade de Rio Negrinho, denominou Rua Waldemar Werner, numa das vias públicas do Loteamento Pinheiros, implantado em 2011.

Na próxima edição vamos continuar a publicação de aspectos da história de nossa terra! Obrigado!

domingo, 18 de abril de 2021

NOSSA HISTÓRIA: FUTEBOL NO SEMINÁRIO AOS SÁBADOS À TARDE

Nota do Blog: Apresentamos o texto publicado originalmente na coluna "Nossa História" em 09/04/2021, na edição nº 5.366, pág. 6, do Jornal Perfil Multi de Rio Negrinho. O Administrador deste Blog, a partir de 07/08/2020, passou a integrar a equipe de colaboradores daquele jornal, na apresentação de uma coluna semanal de abordagem de aspectos históricos do nosso município.

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Padre Odilo Leviski (Fonte: Redes Sociais)

Nota do Autor: Reproduzimos um texto publicado originalmente no Jornal “A GAZETA” (edição nº 6.844 de 22 e 23/06/2019), com pequenas adequações, de autoria do padre Odilo Leviski, atualmente trabalhando em São Bento do Sul, a quem agradecemos.

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Prof. Pedro Henrique Berkembrock

Houve uma época em que havia futebol de veteranos no Seminário São José, de Rio Negrinho, aos sábados à tarde. Participavam padre, professores do Colégio São José, médicos e outras personalidades ilustres da cidade. Foi uma iniciativa do prof. Pedro Berkembrock, por volta de 1975 e segue a tradição até os dias atuais.

Imagem parcial do campo de futebol do Seminário São José (Foto: acervo do autor de 13/07/2019)

Imagem parcial do campo de futebol do Seminário São José (Foto: acervo do autor de 13/07/2019)

Imagem parcial do campo de futebol do Seminário São José (Foto: acervo do autor de 13/07/2019)

Imagem parcial do campo de futebol do Seminário São José (Foto: acervo do autor de 13/07/2019)

Terminada a partida, sempre acirrada, alguns se dirigiam ao bar da Associmo para bebemorar. Iam alguns poucos, aqueles que tinham proclamado independência da tirania da esposa ou selado com ela um pacto de concessões recíprocas. Não iam aqueles que corriam risco de serem resgatados pela patroa em plena festa.

Parte do grupo atual de atletas dos sábados à tarde no Seminário (Foto: acervo do autor de 13/07/2019)

Um dia, um dos atletas propôs: porque o seminário não providencia um lugar ali mesmo para curtir este momento pós-jogo? Assim foi feito e quase todos passaram a participar. As esposas sabiam onde estavam os seus maridos e com quem estavam. Sabiam também que eles estariam em casa no horário previsto, seminarístico, sem minutos de acréscimo. Assim mesmo, um deles foi resgatado um dia pela sua matriarca e nunca mais ousou deter-se um minuto além da partida. Sofreu bulling dos colegas por semanas.

Lucio e Ico, atletas dos sábados à tarde no Seminário (Foto: acervo do autor de 13/07/2019)

Com o passar dos anos outros ventos passaram a soprar na colina do seminário. Os padres foram sendo substituídos por outros que deixaram de participar, novos atletas foram admitidos, novas regras foram impostas e quando foi adotado um juiz para controlar a partida o ambiente degringolou de vez e o clima de confraternização esvaneceu. Os remanescentes da geração dos anos dourados perderam o ânimo e foram se desligando um após outros. Ficou a saudade e a memória daqueles embates quando seus participantes se encontram ao acaso e comentam aquelas tardes.

Informações complementares:

* Relembramos pessoas conhecidas de nossa comunidade que participaram destes encontros, entre outros, como: Padre Odilo Leviski, Padre Wilson Jong (atual arcebispo de Florianópolis), Prof. Pedro Henrique Berkembrock, Prof. Darci Klaus, Prof. Edvino Boing, Prof. Acildo Tschoeke, Prof. Valdir Vegini, Dr. Osvaldo Butron, Dr. Gilmar Grohs, Dr. Hamilton Bussmann, Dr. Loercirio, Mario Tureck, Gerson Tureck, Norberto Reeck, Rui Alfredo Milcheski, Airton Oliveira, Abel Schroeder, Valmor Bublitz, Laurentino Tenfen, Djalma Morcelles, Dirceu Klaus, Eladio Peyerl, Lourival Eckel, Osmair Bail, Aldo Costa Jr., Venilton Kerne, Valcir Etelvino, Ingomar Janesch, Alcides de Oliveira, Lercio Virmond, José Vilmar Schapieski, Jorge Camargo Fonseca, Mario de Andrade, Fabiano de Oliveira, Valdenir Maito, Jamil Jurich, Luiz Alberto Wiese, Getulio Nardon, Taary Alves Cardeal, Ildefonso Grossl, Hamilton Righetto, Nelson Nagorski, Irineu de Almeida e Alfredo Vila.

* Atualmente cerca de 40 membros atuam no futebol no Seminário dos sábados à tarde.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

NOSSA HISTÓRIA: GRÊMIO ESPORTIVO VILA NOVA

Nota do Blog: Apresentamos o texto publicado originalmente na coluna "Nossa História" em 02/04/2021, na edição nº 5.366, pág. 6, do Jornal Perfil Multi de Rio Negrinho. O Administrador deste Blog, a partir de 07/08/2020, passou a integrar a equipe de colaboradores daquele jornal, na apresentação de uma coluna semanal de abordagem de aspectos históricos do nosso município.

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Nota do Autor: Texto com base em informações de Bento Trentini, Ines Pillati e do professor Romerito Trentini da Cruz e de pesquisas e publicações do autor da coluna.


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Escudo do G.E. Vila Nova de Rio Negrinho (Fonte: Redes Sociais)

Primórdios – Não temos informações até a presente data do início das atividades do “Vila Nova”. Mas segundo depoimento do inesquecível esportista Eugenio Walfrido Liebl, mais conhecido como Padeirinho, publicado no Blog Rio Negrinho no Passado, em 26/11/2011, ele afirma que sua vida esportiva iniciou em 1952, no Vila Nova. E após 1956, retornou as atividades do futebol, após o serviço militar, convidado por Nivaldo Salles, um dos líderes daquele time, à época.

O primeiro local utilizado para os treinos e jogos era no bairro Campo Lençol, no “campo dos Olsen“ e pouco mais tarde, iniciou-se no local onde está situado o atual estádio, cedido gratuitamente por Romédio Pillati. 

Imagem de 07/1967, onde vê-se o time do Vila Nova, ladeado pela rainha e princesa do clube, a partir da esq., agachados: Wilson Glelepi, Miguel, Orlando Tureck (Landi), João Pereira (J. Silva) e Mauro Murara; em pé: a princesa Marli Custódio, Hilário Krol, Ivo Krol, Traudio Tureck, Hilario Carvalho (Alecrim), Celso C. Carvalho, José Osmar Pillati e a rainha Jaci Rodrigues (Mausi). (Foto: acervo Marli Pillati)


G.E. Vila NovaO Grêmio Esportivo Vila Nova foi fundado oficialmente em 05 de setembro de 1960. As cores adotadas pelo Vila Nova são o Preto e Branco.

Sua sede e seu estádio esportivo denominado “Romédio Pillati” estão situados na rua Barão do Rio Branco, no bairro Vila Nova. Para a aquisição do terreno, há duas versões, uma delas que o terreno foi doado ao clube por Romédio Pillati, e a segunda, que foi comprado de Romédio Pillati pelo clube com recursos doados pelo empresário Bernardo Olsen Neto (Bernardinho Olsen), por ocasião da campanha eleitoral de 1959, a Prefeitura Municipal de Rio Negrinho.

Vista parcial do Estádio Romédio Pillati (Foto: extraída do site oficial G.E. Vila Nova)



Vista parcial do Estádio Romédio Pillati (Foto: extraída do site oficial G.E. Vila Nova)


Apesar da existência do estádio esportivo desde a década de 1960, foi inaugurado oficialmente em 1985, depois de uma série de melhorias, implementadas ao tempo da presidência de Bento Trentini. Frise-se que Bento foi presidente daquele clube durante 12 anos, entre 1981 e 1993.

Bento Trentini (Foto: extraída das Redes Sociais)


Ao redor do Vila Nova se reuniu uma grande e fiel torcida. Dentre as lideranças e torcedores deste clube, lembramos Olivio Carvalho, Rodolfo Jablonski, Osmar Nei Jablonski, Mathias Severiano dos Santos, Albino Suszek, Bento Trentini, Elcio Trentini, Irani Detroz, Marcos Zipperer, Ismael Cristoff, Demétrio do Prado, Teco Galikowski, família Pillati, família Vaz, família Brito, família Nitsche, entre tantos.

Imagem do Vila Nova na conquista título estadual Sub-09 de futebol, em maio de 2015 (Foto: Jornal do Povo de Rio Negrinho)


Professor Romerito Trentini da Cruz (Foto: extraída do site oficial G.E. Vila Nova)


Hoje – Sem demérito aos outros clubes esportivos de nossa cidade, o Vila Nova, ao longo das últimas décadas, é o clube que mais tem promovido competições e eventos, seja a nível adulto, como na formação de crianças e jovens, através de sua Escolinha de Futebol, num projeto idealizado pelo professor Romerito Trentini da Cruz, onde atende aproximadamente 200 crianças e jovens, na faixa de 4 a 17 anos, oriundos de todos os bairros da cidade e do interior, de ambos os sexos, com 7 profissionais, representando o município em eventos estaduais e nacionais. Digno de realce é também ao atendimento de grupos da 3ª Idade. O presidente atual é Elcio Rogerio Trentini.

Elcio Rogerio Trentini, atual presidente do Vila Nova (Foto: extraída do site oficial G.E. Vila Nova)


Na próxima edição vamos continuar a publicação de aspectos da história de nossa terra! Obrigado!

NOSSA HISTÓRIA: ESPORTE CLUBE CONTINENTAL

Nota do Blog: Apresentamos o texto publicado originalmente na coluna "Nossa História" em 26/03/2021, na edição nº 5.365, pág. 6, do Jornal Perfil Multi de Rio Negrinho. O Administrador deste Blog, a partir de 07/08/2020, passou a integrar a equipe de colaboradores daquele jornal, na apresentação de uma coluna semanal de abordagem de aspectos históricos do nosso município.

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Nota do Autor: Texto com base em publicações do Blog Rio Negrinho no Passado sob a administração do colaborador desta coluna semanal.

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Esporte Clube Rio Bugrense, nos seus primórdios, onde se vê Juvenal do Rosário, bem a frente (Foto: acervo de Cecilia Munch)


Rio Bugrense – Em 1949 é formado em Rio Negrinho, um pequeno e humilde time de futebol, denominado – Rio Bugrense FC, por iniciativa de Juvenal do Rosário. Homem simples, afrodescendente, motorista de caminhão do DNER, que fazia a conservação da Estrada Dona Francisca, morador de Joinville, dominava a língua alemã, Juvenal era fanático pelo futebol, reuniu ao redor de si alguns jovens da época e formou um novo time de futebol, tendo por base o então bairro Rio dos Bugres. Segundo informações, o primeiro campo era situado à rua Nereu de Assis, onde está situado a antiga Pintura de Móveis Evaristo, no terreno doado por Paulo Hatschbach, proprietário de grande parte das terras naquela região.

Símbolo do EC Continental de Rio Negrinho (Fonte: História do Futebol – A Enciclopédia do Futebol na Internet)

Continental – O Esporte Clube Continental foi fundado oficialmente em 06 de setembro de 1954, no qual Flávio Gonçalves de Oliveira foi o seu 1º presidente. As cores adotadas pelo Continental são o Azul e Branco.

Diante da precariedade do campo esportivo situado às margens do rio dos Bugres, Paulo Hatschbach, doou um excelente terreno situado na atual rua Carlos Pscheidt, na esquina com a Travessa Adolfo Guilgen, no bairro Ceramarte. Em homenagem ao doador do imóvel, a praça esportiva passou a denominar-se de “Estádio Paulo Hatschbach”, local que ficou sediando o Continental até 1976. Este terreno, foi vendido pelo Continental a Ceramarte, onde aquela empresa, mais tarde construiu um inovador empreendimento, a fábrica de helicópteros.

Time do Continental de 1970 (Foto e informações de João Correa)

Contraponto – Como mencionamos em outra ocasião, umas das grandes opções de lazer, nas décadas de 1950 a 1970, era o futebol de campo, destinado aos atletas de final de semana e sua fiel torcida. Os mais tradicionais clubes esportivos que disputavam a hegemonia eram o IPIRANGA, CONTINENTAL, VILA NOVA e o OMERI. O Continental surgiu como uma espécie de contraponto mais famoso ao Ipiranga, que era considerado por muitos, um clube mais elitista.

Ao redor do Continental se reuniu uma grande e ferrenha torcida. Dentre as lideranças e torcedores deste clube, lembramos Flávio Gonçalves de Oliveira, Jorge Quandt e seus filhos Orlando e Osni, Romeu Tabalipa, família Lehner, família Liebl, Santiago Fidélis, Alcides Gonçalves, Carlito Moreira, Querino Neves, Barbeiro Schmidt, Padeiro Janesch, José Cristoff, entre tantos.

Vista parcial do Estádio Herberto Tureck (Foto: acervo do Autor do Blog)

Novo Estádio – Um novo estádio esportivo foi construído pelo Continental situado à rua Prefeito Herberto Tureck, na esquina com a Estrada Dona Francisca. A idealização do novo estádio deu-se na gestão do então presidente Orlando Afonso Quandt, no início da década de 1970, diante das precárias condições do antigo estádio, sem a mínima condição de ampliação. O atual estádio foi adquirido com 19.500m2 na gestão de Orlando Quandt, que realizou a terraplenagem. Posteriormente, durante 2 gestões de Jorge Quandt se iniciou a construção do estádio e o plantio da grama. Finalmente, na gestão de Elias Graboski Filho, que o estádio ganhou as condições de jogo, com a colocação de alambrado e término do muro. O novo estádio foi inaugurado em 15 de novembro de 1976, num jogo entre o Continental e Joinville Esporte Clube, que terminou empatado, sem gols. Este estádio esportivo foi batizado de “Herberto Tureck”.

Na próxima edição vamos continuar a publicação de aspectos da história de nossa terra! Obrigado!

sábado, 20 de março de 2021

NOSSA HISTÓRIA: DESFILE SEMANAL DE CARROCEIROS PELA CIDADE DE RIO NEGRINHO

Nota do Blog: Apresentamos o texto publicado originalmente na coluna "Nossa História" em 19/03/2021, na edição nº 5.364, pág. 6, do Jornal Perfil Multi de Rio Negrinho. O Administrador deste Blog, a partir de 07/08/2020, passou a integrar a equipe de colaboradores daquele jornal, na apresentação de uma coluna semanal de abordagem de aspectos históricos do nosso município.

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Nota do Autor: Texto com base em publicações do Blog Rio Negrinho no Passado sob a administração do colaborador desta coluna semanal, em depoimentos de João Kormann e de pesquisas do Autor da Coluna.

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Uma vez por semana, mais precisamente as sextas-feiras, os colonos, propiciavam um verdadeiro desfile de carroças, vindos principalmente das localidades mais próximas da cidade de Rio Negrinho, como Colônia Olsen, Rio Casa de Pedra, Queimados, Rio dos Bugres, Salto e Campo Lençol.

Imagem do início de década de 1940, do desfile semanal de carroças de colonos, na esquina da Praça do Avião (Foto do acervo de Foto Weick)


Eram agricultores que traziam seus produtos à venda, como lenha, ovos, manteiga, queijo, feijão, milho, carne de porco, que eram entregues nos comércios da cidade, a exemplo de Luiz e Eduardo Neidert, Urbano Murara, Francisco Ruckl, João Boelitz, Margarida Meyer, Arnoldo Ricobom, Jorge Quandt, Evaldo Treml, Arlindo Carvalho, Carlos Kirschbauer e José Brusky Jr., entre outros.

Nesta imagem vê-se José Vicente Thomáz (dir.), carroceiro na entrega de lenha às residências de Rio Negrinho, oriunda principalmente da Móveis Cimo. (Foto do acervo de Vitoria Vicente Thomáz – em memória)


Nesta época nem se pensava em fogões a gás, mas todos movidos a lenha, que era comprada da Móveis Cimo, de serrarias, ou, ainda dos colonos.

Os produtos vendidos pelos agricultores não eram pagos em moeda corrente e sim com outros produtos, a exemplo de café, açúcar, sal, querosene para os lampiões, e tecidos para confecção de roupas. Nesta época era muito difícil a roupa feita em larga escala e industrialmente, e, sim feita por costureiras.

Imagem de uma aula de Corte e Costura, onde vê-se, a partir da esq.: Geni Dettmer, Irmgard Treml, Marta Meister, Frau Quandt, Andira e Rene Ritzmann (Foto: Acervo de José Luimar Meyer)


Este desfile de carroças, que se iniciava ainda de madrugada, trazia até a cidade os seus condutores, onde faziam as suas negociadas e retornavam vagarosamente as suas residências, num ritmo bem mais tranquilo que os nossos dias, não sem antes darem realizarem parada às margens do rio dos Bugres, para aqueles que moravam na Colônia Olsen e região, para darem águas aos cavalos, fazerem o “fristick”, fumar um palheiro ou cachimbo e botarem a prosa em dia com seus vizinhos.

Com a implantação do supermercado e dos produtos industrializados essa maneira de se comercializar, que vinha se arrastando por mais de 40 anos, foi definhando, se encerrando este ciclo ao início da década de 1970.

Imaginemos, a população então acostumada pelo sistema tradicional, onde o comerciante atrás de um balcão atendia o freguês, empacotando e pesando as mercadorias, cobrando somente no final do mês pelas famosas cadernetas e de repente, o balcão é eliminado, o cliente é obrigado a servir-se e no mesmo ato pagar.

Este novo sistema de autoatendimento, tão comum em nossos dias, começou a ser implantado em Rio Negrinho, a partir de 1960, com a Comercial Miner, inspirado em centros comerciais maiores, foi um dos primeiros em Santa Catarina, ideia trazida pelo empresário Milton Jorge Zipperer de suas viagens a Alemanha. Essa história em outro momento voltaremos a focar.

Na próxima edição vamos continuar a publicação de aspectos da história de nossa terra! Obrigado!