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sábado, 7 de julho de 2012

Otto Dilson Dettmer e Geraldo Ruckl (acima), candidatos a prefeito e a vice nas eleições de 1982, pelo PDS. Abaixo, modelo de cédula eleitoral
Oscar Correa Vellasques e Gilson Ribeiro, candidatos a prefeito e vice, com a nominata de vereadores do PMDB, nas eleições de 1982
Modelo de cédula eleitoral com a propaganda eleitoral, para governador, senador, prefeito, deputado federal, deputado estadual e vereador, da legenda do PMDB, nas eleições de 1982.
Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque, prefeito no período de 1983 a 1988, tendo como vice Conrado Treml.
A eleição de 1982 processou-se durante a ditadura militar, realizadas em 15 de novembro de 1982, com aspectos restritivos e casuísticos, próprios daquele pleito, principalmente a constranger a oposição e beneficiar o partido do poder, o então PDS.
Dentre as normas casuísticas estavam: a proibição de coligação (associação eleitoral de dois ou mais partidos); o estabelecimento do voto vinculado (anulação, se fossem indicados candidatos de legendas diferentes para postos distintos); a obrigação de os partidos lançarem concorrentes para todos os cargos para que pudessem participar do pleito. A elas se somava a utilização da sublegenda para Prefeito e Senador (a possibilidade de um partido lançar mais de uma candidatura para o mesmo cargo), em vigor desde 1966, bem como as restrições ao Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral.
Foi uma eleição em que o eleitor teve que escolher seis cargos: o governador do estado, uma vaga de senador, a composição da Câmara dos Deputados e da Assembléia Legislativa, além do Prefeito e dos vereadores municipais.
Dentro dessas normas estabelecidas realizou-se a campanha eleitoral em Rio Negrinho, no qual o eleitor foi obrigado a escolher o candidato a Prefeito, a vereador, a deputado estadual, a deputado federal e a senador dentro de uma mesma sigla partidária, sob pena de ter seu voto anulado. Outra norma importante que se aplicou para a eleição de prefeito foi a da sublegenda, na qual os partidos poderiam lançar mais de um candidato pelo mesmo partido, somando-se os votos dos menos votados para o mais votado.
Com este artifício eleitoral elegeu-se prefeito Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque naquela eleição de 1982. Para Prefeito se candidataram, pelo PDS, Alvaro Spitzner, ex-prefeito e empresário, Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque, ex-vereador e médico e Otto Dilson Dettmer, empresário e, pelo PMDB, Oscar Correa Vellasques, empresário e ex-vereador.
O resultado das eleições se apresentou com o seguinte resultado: PDS - Alvaro Spitzner – 1.717 votos, Otto Dilson Dettmer – 1.608 e Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque – 2.372 votos; PMDB – Oscar Correa Vellasques – 4.230 votos. Pelas normas eleitorais então vigente foi declarado prefeito eleito Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque, com apenas 23,8%, para um mandato de 6 anos, ao passo que Oscar Correa Vellasques, tinha recebido 42,6%. Falhou na estratégia de campanha o PMDB ao lançar somente um candidato a Prefeito, pois a diferença final de votos entre os 02 partidos concorrentes foi de apenas 1.467.
Portanto, as normas eleitorais então vigentes permitiu que o prefeito declarado eleito não representasse a vontade da grande maioria da população e sim os votos depositados numa legenda eleitoral. (Fonte: dados eleitorais extraídos do site do TRE/SC)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Eleições municipais de Rio Negrinho, em 2000

Guido Ruckl (PFL) e Yelva Albuquerque (PPB), candidatos a prefeito e vice em 2000.
Valdemiro Hackbart e Eloí, candidatos a prefeito e vice pelo PT, em 2000
Mauro Mariani e Almir José Kalbusch, candidatos a prefeito e vice, em 2000
Slogan eleitoral utilizado pelo candidato Mauro Mariani sugerindo a sua reeleição, na campanha eleitoral em 2000.
Através da Emenda Constitucional nº 16, de 04/06/1997, aprovada pelo Congresso Nacional, foi estabelecido o instituto da reeleição no ordenamento jurídico-eleitoral brasileiro, admitindo-se a possibilidade do Presidente da República, Governadores e Prefeitos municipais disputarem a reeleição para o mandato seguinte, condicionada as eleições imediatamente subsequente ao primeiro mandato e somente por uma vez. Esta norma foi aplicada pela primeira vez nas eleições de 1998 para presidente da República e para governadores dos Estados, e, posterioremente nas eleições municipais de 2000. 
Nessas eleições de 2000 concorreram, pela reeleição, o então prefeito municipal Mauro Mariani (PMDB), tendo como vice o empresário Almir José Kalbusch, numa coligação entre PMDB/PSDB e PTB. Concorreram ainda ao cargo de prefeito o ex-prefeito Guido Ruckl (PFL), tendo como vice a ex-vereadora Yelva Albuquerque (PPB), numa coligação entre PFL/PPB e concorrendo em chapa única o PT, com Valdemiro Hackbart, tendo como vice Eloí.
A eleição municipal de 2000 se apresentava com alguns aspectos relevantes: 1 - Rio Negrinho esperava uma grande disputa eleitoral, envolvendo o ex-prefeito Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque e Mauro Mariani. Dr. Romeu emprestara apoio importante a Mauro Mariani nas eleições de 1996 e acalentava o sonho de retornar a Prefeitura nas eleições de 2000. Infelizmente Dr. Romeu veio a falecer ao início de 2000; 2 - o governo do então prefeito Mauro Mariani detinha um alto índice de aprovação popular, somado ao seu carisma pessoal; 3 - a coligação entre PFL e PPB, sugerida pelas lideranças estaduais, aos dois partidos historicamente rivais a nível municipal, representados Guido Ruckl e Yelva Albuquerque, viúva de Romeu Albuquerque, não foi bem entendida pela população rionegrinhense, azedada por ações judiciais movidos um contra outro, quando no exercício do cargo de prefeito; 4 - o PT, se apresentou com candidatura sem coligação, de um trabalhador e de uma dona de casa, sem um conhecimento maior junto a comunidade; 5 - Mauro Mariani e Guido Ruckl já foram os maiores protagonistas na disputa eleitoral à Prefeitura, nas eleições de 1996.
Como resultado eleitoral se apresentou como prefeito reeleito Mauro Mariani, com 12.997 votos, representando 65,6% dos votos válidos; Guido Ruckl, com 6.261 votos, representando 31,6% dos votos válidos; e, Valdemiro Hackbart, com 541 votos, representando 2,7% dos votos válidos. (Nota do Blog: dados eleitorais extraídos do TRE/SC)

sábado, 9 de junho de 2012

Encontro de amigos, em 1953!


Numa imagem de setembro de 1953, trás um momento do então Distrito de Rio Negrinho, num encontro descontraído de amigos, talvez num domingo, em plena ponte situada no centro da cidade, onde se vê, a partir da esquerda Edulindo G. Neidert, Siegfried A. Lichtblau, Walter Curt Weick e Mirtilo N. Olsen. (foto: acervo de Glicia Neidert)

sábado, 7 de abril de 2012

Hiltrude Milde e Hans Carl Boelitz: Natal de 1938 !


Como homenagem a tradicional família "Boelitz" de Rio Negrinho, trazemos uma imagem, datada do Natal de 1938, com uma dedicatória, escrita na língua alemã, dirigida a amiga Gertrude Froehner, postada por Hiltrude Milde e o então noivo Hans Carl Boelitz. Hiltrude é descendente da tradicional família "Milde" de nosso município, moradores da localidade de Colônia Olsen.  Hans foi agricultor e comerciante. Fruto do casamento de Hiltrude e Hans gerou uma numerosa prole. (foto: acervo de Gertrudes Froehner Jung)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Fundação Hospitalar Rio Negrinho, desde 1952 !

O prédio verde (à esq.), situado à rua Jorge Zipperer, abrigou o Hospital antes do seu primeiro prédio próprio (foto da década de 1980) 
Antigo prédio da Fundação Hospitalar, situado à rua Carlos Weber
No último 23 de janeiro de 2012, a Fundação Hospitalar Rio Negrinho completou 60 anos. A iniciativa de construir um hospital para a cidade partiu de um grupo de funcionários da extinta Móveis Cimo S/A e lideranças da comunidade, corria o ano de 1952.

Eugenio Dettmer, gerente da Móveis Cimo e ex-vereador (foto: acervo Solange Etelvino)
O primeiro prédio que abrigou a entidade situava-se no prédio situado à rua Jorge Zipperer, de propriedade de Ricardo Mallon, ao lado do Shoping Ruckl.  Posteriormente, a entidade construiu seu primeiro prédio que abrigou a instituição na rua Carlos Weber, no centro de Rio Negrinho, inaugurado em 1966, que teve a frente como principais lideranças nesta empreitada Eugenio Dettmer (foto), um dos gerentes da Móveis Cimo - Rio Negrinho, líder político e vereador, e do empresário Carlos Lampe.  Para se livrar do risco das grandes enchentes, a exemplo de 1983 e 1992, a Fundação Hospitalar Rio Negrinho construiu um novo prédio, situado à rua Fritz Klostermann, com recursos do Governo Federal, Estadual e Municipal, participação dos empresários e da comunidade local. Teve como principais líderes nesta empreitada os ex-prefeitos Mauro Mariani e Almir José Kalbusch.  Almir José Kalbusch foi o presidente da Comissão Pró-construção do novo prédio, desde a sua fase inicial até o seu término, que foi inaugurado em 2004.

Almir José Kalbusch, empresário, ex-prefeito municipal e presidente da comissão pró-construção do atual prédio da Fundação Hospitalar Rio Negrinho (foto: acervo do autor do blog)
No início se chamava "Sociedade Civil de Assistência Médico Hospitalar", depois passou para "Associação Hospitalar Rio Negrinho" e atualmente "Fundação Hospitalar Rio Negrinho".
O primeiro presidente do Conselho Curador foi Carlos Lampe. Atualmente preside a entidade a fisioterapeuta Maria de Fátima Mendes Afonso e faz a gestão, o administrador hospitalar Carlos Roberto Abreu da Costa. Para o administrador hospitalar, o principal objetivo é fidelizar os usuários, dar continuidade aos trabalhos já existes e ampliar ainda mais a oferta de serviços assistenciais. Com relação a comemoração dos 60 anos de fundação do Hospital na cidade, Roberto informa que serão organizados vários eventos envolvendo toda a comunidade local: crianças, adultos, autoridades e empresários. "Queremos conscientizar todos pela causa do hospital. Nesse sentido contamos com o trabalho voluntário do relações públicas Valderi Aci da Silva e equipe do hospital", disse.
Já a presidente reforçou a importância de mostrar através dos meios de comunicação a trajetória do hospital nesses 60 anos. "Vamos promover uma exposição, visitas ao hospital, enviar matérias às mídias eletrônicas e impressas detalhando todos os acontecimentos. Com isso queremos mostrar o que o hospital tem de bom, mas ao mesmo tempo conscientizar a população e autoridades da necessidade de trabalharmos juntos a fim de oferecer um atendimento cada vez melhor a todos que procuram a Fundação Hospitalar quando enfrentam algum problema de saúde", afirma a presidente.
Como parte dos festejos será divulgada pela imprensa, toda a programação alusiva aos 60 anos do hospital de Rio Negrinho.

GALERIA DE EX-PRESIDENTES
Carlos Lampe (1952 à 1966);  Martin Zipperer (1966 à 1968);  Pe. Theobaldo Blume (1968 à 1969); Helmuth Ilg (1969 à 1970); Clóvis A. Campos Silva (1970 à 1972); Klaus Schumacher (1972 à 1994); Hilton José Dal-Ri (1994 à 1997); Gelásio Onofre de Castilho (1997 a 2001);  Klaus Schumacher Júnior (2001 a 2003); João Paulo Ferreira (2003 a 2007); Eloy Schoeffel (2007 a 2009); e, Maria de Fatima Mendes Afonso – (2009, em exercício). 

Atual prédio da Fundação Hospitalar Rio Negrinho
(Fonte: com base no texto originalmente publicado no Jornal Perfil - 23/01/2012; atualizado pelo autor do blog)

Móveis Muller, em 1965 !


A Móveis Muller em seus primórdios estava situada à rua Roberto Lampe, tendo como sócios os irmãos Afonso João e Alberto Franz Muller. Esta empresa fabricava à época produtos de madeira, como portas, janelas, carteiras escolares e urnas fúnebres. Nesta imagem de 1965, reproduz uma pose de um dos sócios Alberto em companhia dos servidores daquela empresa, a seguir mencionados, a partir da esq., 1ª fila: Irineu Anton, Alberto Franz Muller, Supriana Melnik, Terezinha Muller, Cecilia Muller e Hilda Huttl; 2ª fila: Dorival Teifke, José Euclides Carvalho, Irineu Carvalho, Osvaldo Hubl, João Fernandes, Eládio Paul, Ivanildes Custódio e Lúcia Muller; 3ª fila: Mário Eckel, Celso Fanes, Lauro Neidert, Joel Detroz, Hermes Eckel, Rodolfo Hruschka (óculos), Amandus Gneipel (chapéu), Alzira Muller e Nelson Machado. (foto: acervo de Otarcilio Alves Martins (Darci); texto com base nas informações de Irineu Anton).

terça-feira, 3 de abril de 2012

Capitão Osmar Romão da Silva (Parte 2)

Nota do autor deste blog: A rua defronte a entrada principal do Colégio Cenecista São José de nossa cidade é denominada de Rua Capitão Osmar Romão da Silva. Quem foi este personagem é a pergunta que muitas vezes fazemos. Para maior conhecimento de nossos seguidores reproduzimos a matéria recentemente publicada no site São Bento no Passado, do amigo Henrique Fendrich, pelo qual agradecemos.

"Em 1939, Osmar Romão da Silva, ainda tenente, frequentou o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais na Política Militador do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, tendo se classificado em primeiro lugar. Após retornar, foi convocado pelo interventor Nereu Ramos para ser o seu ajudande de ordens no Palácio do Governo, e acabou se tornando inclusive seu amigo.
Apesar das suas atividades no governo, Osmar continuava lecionando no Curso de Sargentos da Força Pública e encontrava tempo para escrever e estudar. Em 1940 foi publicado pelo Departamento Nacional de Estatística uma monografia sua sobre Canoinhas. Em abril de 1942, lançou “Curso de Polícia”, obra com conhecimento profissional e técnico destinado a oficiais de polícia, delegados, advogados, bacharéis e militares. O livro obteve sucesso e reconhecimento nacional.
Em 12.03.1943 foi exonerado por Nereu Ramos e três dias depois nomeado delegado de polícia em São Bento do Sul. A vinda de Osmar para a cidade foi motivada por conta de uma tuberculose, e recomendava-se o clima de uma cidade serrana como São Bento. Nela, preparou trabalhos como “Unidade Geográfica do Brasil” e “Rotas Pioneiras de Santa Catarina”.
Osmar era membro da Associação Catarinense de Imprensa, e já em 1929 havia fundado com amigos em São José o semanário “O Municípios”. Em São Bento, fundou e dirigiu o jornal “O Planalto”, também semanário, para o qual escrevia regularmente. Idealizou e foi diretor também da Rádio Timbira, uma das pioneiras no Planalto Norte de Santa Catarina. No dia 23.04.1944 foi promovido a capitão. No início de 1945 foi nomeado prefeito do município de São Bento, que na época estava sendo chamado de Serra Alta.
No final do mesmo ano, colou grau como bacharel em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Paraná. A amizade com Nereu Ramos fez com que o agora Capitão Osmar Romão da Silva fosse um dos fundadores do Partido Social Democrático em São Bento do Sul, sendo eleito presidente do Diretório Regional.
No começo de 1947, seu estado de saúde se agravou. Sua filha Neide fez aniversário no dia 8 de março e a mesa de doces foi colocada de modo que Osmar pudesse vê-la apagar as velas do bolo.Seu irmão Osni Paulino da Silva, de passagem pela cidade, atendeu ao seu pedido de permanecer ali por alguns dias. No início da tarde do dia 10.03.1947, Osmar sofreu violenta hemoptise, sem que o médico Pedro Cominese pudesse fazer algo. Faleceu às 14 horas, daquela segunda-feira, aos 35 anos.
Ainda era o prefeito de São Bento. O expediente foi encerrado em todas as repartições públicas e o comércio fechou as portas. O prefeito substituto decretou luto oficial de três dias. Amigos, autoridades, professores e alunos, além de simples cidadãos de São Bento, acorreram em grande número para a sua residência, na Rua Independência. No dia seguinte, o corpo foi translado para São José.
A 12 de março foi sepultado no Cemitério da Trindade, com acompanhamento do interventor Luiz Galotti. Houve discursos do tenente Maurício Spalding de Souza pela Força Pública e Pedro Quint pelos amigos de São Bento do Sul.
Osmar deixou trabalhos inéditos, compostos de crônicas e poesias, além de um romance inacabado chamado Sofrimento. Deixou as filhas Neda(?) Miriam (13 anos), Tereza (11 anos) e Neide (8 anos)". (Fonte: site São Bento no Passado/Henrique Fendrich em 02/04/2012)