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sábado, 10 de março de 2012

Time do Ipiranga de Rio Negrinho, em 1972 !


Esta é a equipe da Sociedade Esportiva Ipiranga de Rio Negrinho em 1972, cuja composição estava "enxertada" por vários atletas vindos "de fora", principalmente oriundos do time do Clube Barroso, de Itajaí. Nesta imagem, vê-se a partir da esq., agachados: Mario Luiz Paulino (Fubá), Murilo José da Silva, Bira (de Mafra), Valdecir (de Itajaí), Dé, Paulo Cesar (de Itajaí) e Miguel; em pé: Dudu - treinador (de Itajaí), Mario José (de Itajaí), Pepe, Antonio Carlos Brasil de Oliveira (Carlito), Vitor Buchmann, Henrik Szabunia (Enio), Getulio Nardon, Ademir Henning, Maurinho e Jangão. Segundo Murilo José da Silva, um dos integrantes desta equipe, deste "time alguns já não estão entre nós, foi uma grande equipe de futebol, colhemos grandes frutos, como a consquista do tri-campeonato da Taça Miner (hoje no museu Carlos Lampe)".  (foto: acervo de Mario Luiz Paulino - Fubá)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Baile de debutantes: um momento especial na vida das adolescentes !

Aspecto de um baile de debutantes em 1972, na Sociedade Musical Rio Negrinho, no qual vê-se a debubante Kaloa Regina Piaz e o acompanhante Clóvis da Silva Júnior (foto: acervo de Clovis Silva Junior - Clovinho) 
Debutante é a palavra usada para designar a adolescente que completa seus quinze anos de idade. A palavra vem do francês débutante, que significa iniciante ou estreante.
O baile de debutantes é um rito de passagem ao qual as jovens são submetidas, geralmente sendo realizado quando as mesmas completam quinze anos. Completando o décimo quinto aniversário de uma mulher, pedia-se uma linda festa de comemoração, onde ela seria apresentada oficialmente à sociedade, começando assim uma nova fase de sua vida.
O baile de debutantes tinha um ritual e algumas características próprias. Entre alguns ingredientes estava patronesse, que tinha o papel nos moldes de uma formatura estudantil. Os trajes da debutante, de seus pais, do acompanhante e dos convidados eram de gala, próprios para aquele momento especial.
Uma das regras deste baile é que cada debutante convida um parente ou amigo para ser o seu par ou "acompanhante" ou “príncipe”. O par dançará com a debutante depois de seu pai, e também ele usa o traje indicado para o baile.
No salão de baile as debutantes passam sob o arco e avançam sobre a pista de braços com o pai, ou ainda, entre de braços com o acompanhante, simbolizando que a partir de então a jovem está pronta ao convívio social.
Um comunicador anunciava ao microfone o nome da debutante e de seu pai, e lia uma curta biografia escrita pela debutante para a ocasião, na qual ela diz sua cidade natal, a série em que está no colégio, qual carreira pretende seguir e os seus sonhos futuros. Ao final apresentava o seu acompanhante. Normalmente durante a leitura da biografia o pai e a debutante desfilavam na pista do salão.
Terminadas as apresentações, o comunicador anuncia a valsa das debutantes e cada uma delas entra na pista para dançar com seu pai a valsa de despedida da sua condição de “maioridade” pela família. Após alguns minutos, a um sinal do mestre de cerimônia, os acompanhantes avançam para a pista para interromper os pais e tomar cada um a sua dama. Ainda durante a valsa, enquanto a debutante dança com seu par, seu pai volta à pista dançando com a sua mãe.
Só depois de algum tempo, terminada a atividade dos fotógrafos que registram o momento, é apresentada à patronesse os agradecimentos pelo seu apoio na promoção do baile, por haver aceito o convite, e então retomado o ritmo de baile, e a partir daí os convidados encaminham-se para a pista de dança.
Nestes moldes ou com algumas variações, em nossa cidade foi comum o baile de debutantes durante as décadas de 1960 e 1970, onde eram realizadas anualmente na Sociedade Musical Rio Negrinho. Por ser um baile onde os pais bancavam todos os custos era bastante seletivo.
As adolescentes debutantes naquela época normalmente debutavam em Rio Negrinho, em São Bento do Sul e em Rio Negro. Também as adolescentes daqueles municípios debutavam em nossa cidade.
Atualmente este tipo de baile não é usual em nossa comunidade, sendo mais comum a adolescente realizar uma “festinha” de 15 anos aos seus amigos. (Fonte: texto parcialmente extraído do site Wikipédia)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Personalidades de nossa história: Severiano Cézar Linhares, o “CORONÉ CÉZAR”, um exemplo de amor à arte de se comunicar !

"Coroné Cezar" ao lado de Ivo Stoeberl, um dos radialistas por ele revelado (foto: Jornal Perfil 11/12/1999)
Equipe de colaboradores da Rádio Rio Negrinho que fizeram a cobertura das comemorações do centenário de Rio Negrinho, em 1980, onde vê-se a partir da esq. Coroné Cezar, Sergio Gertler, Aristides Sauer, Sirio José Pscheidt, Silvio Gilnei Ropelato, Iria Wiese, Vilmar Uhlig, Ivo Stoeberl e Ernesto Luko (foto: Jornal Perfil 11/12/1999)
Com um estilo genuinamente caipira, "Coroné Cézar" tornou-se um dos radialistas mais conhecidos do Planalto Norte Catarinense (foto: acervo de Yeda Mara Eckel)
Nascido em Porto Belo (SC), em 23/12/1932, Severiano Cézar Linhares, residiu por mais de 50 anos em Rio Negrinho e ficou conhecido pela nossa comunidade com o nome artístico por ele adotado, o de “Coroné Cézar”. O famoso animador de programas sertanejos na Rádio Rio Negrinho durante muitos anos concomitantemente com os programas de Rádio era servidor da Móveis Cimo.
Iniciou suas atividades na Rádio Rio Negrinho em 1º de abril de 1969 onde foi locutor por quase 30 anos.
Batalhador incansável, madrugava com a população no programa matinal “Alvorada Sertaneja”, das 6:00 às 7:00 horas da manhã.
Ao final da tarde realizava o seu programa radiofônico mais marcante, o “Ranchinho do Coroné”, que o tornou conhecidíssimo em toda a região, pois mantinha um estilo genuinamente caipira, na sua locução e programação.
Encerrava em tom solene a sua participação diária na Rádio RN com a apresentação às 18:00 horas da “Oração da Ave Maria”, em homenagem a Nossa Senhora, iniciando este programa sempre com a frase “Que a paz de Deus reine em vossos lares”.
Além destes programas diários, o “Coroné” era apresentador do tradicional programa “A Banda Vem Aí”, sempre aos domingos, no horário do almoço, onde eram apresentadas músicas de bandas, bandinhas e conjuntos musicais, com músicas típicas, que atingia um grande público principalmente de origem européia.
Tornou-se um dos campeões de audiência e fazia da alegria sua principal característica de vida.
Por muitos anos foi apresentador de bailes por toda a região, trazendo a Rio Negrinho artistas famosos para a realização de shows que marcaram época, a exemplo de Canário e Passarinho, Zé Fortuna e Pitangueira, Pedro Bento e Zé da Estrada, Pedro Raimundo, Nhô Belarmino e Gabriela, Leonel Rocha e Campos, Mensageiro e Mexicana, e os Filhos do Rio Grande, entre outros.
Durante muitos anos por uma afinidade muito grande com as crianças, manteve um programa dirigido ao público infantil, através da inconfundível “Vitrolinha do Vovô”.
Ficou famoso por produzir frases de efeito em seus programas sertanejos, a exemplo: “quero mandar um abraço pro meu amigo do morro escorrega um cai dois”; “olha a hora minha gente”; “vamos trabalhar prá grandeza do Brasil”; cumprimentando um aniversariante sempre cumprimentava “tá colhendo mais uma abóbora preciosa na roça de sua vida”; e, uma que ficou famosa, na manhã seguinte ao dia das eleições de 1992, logo na abertura do seu programa matinal: “não vou contar quem ganhou as eleições de Rio Negrinho..... as andorinhas voltaram”, cumprimentando ao então prefeito eleito Dr. Romeu Ferreira de Albuquerque.
“Coroné Cesar” foi casado com Araci e desta união nasceram os filhos Yeda Mara, Luiz Carlos, Gilberto Jorge, Janice Maria, Regina Celia e Solange Aparecida.
Faleceu em 12 de dezembro de 1999, perto de completar 68 anos de idade e seu corpo foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade.
Como forma de reconhecimento pelos seus trabalhos foi denominado "Severiano Cezar Linhares - CORONÉ CÉSAR" a praça situada entre as Ruas Ruth Wolmann Ritzmann, Alda klaumann e a Estrada Campo Lençol, no bairro Industrial Norte, pela Lei nº 1350, de 04 de maio de 2001, pelo Prefeito Mauro Mariani. (texto com base na coluna Gente Nossa/Jornal Perfil de 23/05/1997; e, do Jornal Perfil de 11/12/1999)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Paulo Beckert, o Prefeito do Centenário de Rio Negrinho !


Singela placa alusiva postada na Praça do Avião, por ocasião dos festejos do Centenário de Rio Negrinho, em abril de 1980 (foto: acervo de Clovis Silva Junior - Clovinho)
Imagem de um evento dirigido a 3ª Idade, vendo-se num primeiro plano no microfone Orita Fernandes do Amaral, então secretária de Educação no Governo Municipal de Paulo Beckert (foto: acervo de Doris Piccinini)
O prefeito Paulo Beckert participa de um evento dirigido a 3ª idade, no Salão Paroquial Padre Dehon (foto: acervo de Doris Piccinini)
O Prefeito Paulo Beckert eleito em 1976 pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) por uma diferença de apenas 150 votos sobre a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) para um mandato de 4 anos, no período entre 01/02/1977 a 31/01/1981. Mais tarde, fruto de Emenda Constitucional, este mandato foi prorrogado por mais 2 anos.
Portanto, foi eleito com uma das metas principais, a de ser o Prefeito do Centenário de Rio Negrinho, em 24 de abril de 1980.
Como foi eleito pelo partido de oposição ao Governo do Estado foi convidado por lideranças políticas à época a migrar de partido, de maneira a facilitar a vinda de recursos do Governo Estadual.  Numa época em que os recursos municipais eram muito pequenos, Paulo Beckert, tomou uma decisão corajosa, migrou de partido, a bem maior da coletividade. Isto gerou uma série de descontentamentos internos no MDB local, inclusive com a ruptura do então vice-prefeito Dr. Alvaro Lima Oliveira, que pouco tempo depois mudou-se para a Bahia, deixando Paulo Beckert sem o seu substituto imediato, durante a grande parte do mandato.
Porém, a vinda de Paulo Beckert para a ARENA granjeou a Rio Negrinho inúmeros benefícios, entre os quais destacam-se: liberação de recursos financeiros para construção das pontes do Centenário, sobre o rio dos Bugres e sobre o rio dos Bugres, primeiro ginásio de esportes o "Briskão", criação da Comarca de Rio Negrinho, iluminação pública, verbas para escolas, criação da agencia do BESC e liberação de recursos para as festividades do Centenário, entre outros.
Como forma de reconhecimento a Câmara de Vereadores de Rio Negrinho concedeu ao Dr. Jorge Konder Bornhausen, então governador de SC, o título de cidadão rionegrinhense, em 24/04/1980.

Museu Municipal Carlos Lampe: mais de 30 anos de preservação de nossa história !


Casarão Lampe, situado à rua Pedro Simões de Oliveira, sede inicial do Museu, entre abril de 1980 e julho de 1983 (foto do autor do blog)
Imagem do ato inaugural do Museu em 24/04/1980, defronte ao Casarão Lampe, onde vê-se a esq. Hélio Carvalho, então presidente do Lions Club e a dir. o Governador Jorge Konder Bornhausen e o Prefeito Paulo Beckert (foto: acervo do Museu Carlos Lampe)
Momento da benção do Casarão Lampe, no ato inaugural, pelo Padre Léo Effting, e ao seu lado o repórter Sérgio Gertler da Rádio Rio Negrinho (foto: acervo do Museu Municipal)
Placa comemorativa da criação do Museu Municipal pelo Lions Club, localizada defronte ao Casarão Zipperer (foto: autor do blog)
Salas do Edifício Dona Julieta, sede do Museu entre 1984 e 1999 (foto: site da Biblioteca Pública Municipal de Rio Negrinho)
Casarão Zipperer, atual sede do Museu Municipal a partir de 1999. (foto: acervo do autor do blog)
Placa comemorativa da inauguração do Museu em 1999, pelo Prefeito Mauro Mariani (foto: acervo do autor do blog)
Maria Bernadete Gonçalves Peyerl, atual Diretora do Museu Municipal (foto: acervo do autor do blog)
O Museu Municipal Carlos Lampe foi criado em 1979 por uma feliz iniciativa do Lions Club Rio Negrinho e foi entregue a comunidade como parte das comemorações do centenário de Rio Negrinho, em 24 de abril de 1980.
O acervo inicial do Museu foi fruto de aquisição de um grande acervo geológico, então pertencente a Antonio Salon, geólogo e paleontólogo autodidata, oriundo de Paranaguá (Pr).
Este acervo foi exposto no Casarão Lampe, situado à Rua Pedro Simões de Oliveira, bairro Centro. O evento de inauguração em 24/04/1980 contou com a presença do então Governador de SC Jorge Konder Bornhausen, Prefeito Paulo Beckert, membros do Lions Club e comunidade.
O nome Museu Carlos Lampe foi escolhido por sugestão do Lions em homenagem ao pioneiro da indústria metal mecânica em Rio Negrinho.
A partir de 24/04/1980 até julho de 1983 o Museu funcionou no Casarão Lampe, mas diante da grandiosa enchente que flagelou nossa cidade, inclusive o prédio da Prefeitura Municipal, este prédio foi utilizado como sede do Poder Executivo Municipal.
O acervo do Museu foi transferido para duas salas situadas no Edifício Dona Julieta, situado na confluência das ruas Willy Jung e Leoberto Leal, onde permaneceu até a aquisição e reforma do Casarão Zipperer, em 1999, pelo Prefeito Mauro Mariani.
Atualmente depois de mais 30 anos de atividades possui um grande acervo diversificado que recebeu da contribuição da comunidade para manter viva a história do município, dirigida atualmente por Maria Bernadete Gonçalves Peyerl.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Desfile de 1º de maio de 1947 !


Nesta foto de um desfile de empregados da Móveis Cimo em comemoração da festa do trabalhador, no 1º de maio de 1947. A imagem nos mostra os empregados na confluência da Estrada Dona Francisca com a Estrada de Ferro, nas proximidades da Estação. Num primeiro momento vê-se a Estrada de Ferro, seguida da Ponte dos Imigrantes e logo a seguir um galpão, onde mais estaria instalada a oficina do Evaristo, como ficou conhecido, atualmente Posto Evaristo.  Nota-se que a rua Arnaldo Almeida Oliveira ainda não existia, pois, foi construída quase 30 depois. (foto: acervo de Elvira Schiessl Silva)

Setor de lustração da Móveis Cimo, em 1937 !


Nesta imagem de 1937, vemos quase 50 servidores do setor de lustração da ex-Móveis Cimo, em frente ao prédio da empresa. Nota-se pela foto que todos os servidores estão vestidos não com roupas comuns de trabalho, mas muitos com suas melhores vestimentas. (foto: acervo de Elvira Schiessl Silva)